quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Prefeitura multa proprietário de terreno

Ontem postei no blog fotos de entulhos/lixos nas ruas da cidade enviadas por uma leitora. Hoje o jornal O Progresso publica matéria sobre a ação da prefeitura ao proprietário de um dos terrenos fotografados. O texto é da Ascom do município e fica uma sugestão de cadastrar em seu mailing list a galera dos blogs também.

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O proprietário de um terreno baldio localizado nas imediações do Templo Central da Assembleia de Deus, no centro da cidade, foi notificado e multado por desrespeito ao Código de Postura do Município. Ele havia jogado uma carrada de lixo e entulho de material de construção na calçada e na rua.

A denúncia foi constatada, in loco, pelo secretário de Meio Ambiente e Planejamento Urbano (Sepluma), Enéas Nunes Rocha, que acompanhado por uma equipe de fiscalização anunciou que o responsável por aquela ilegalidade seria notificado a desobstruir a via.
De acordo com o Código de Posturas do Município, os entulhos de construções são de responsabilidades do proprietário do imóvel e deixá-los nas calçadas e na rua fere o referido código.

“O proprietário desta área, que deve murar seu terreno, será multado no valor de R$ 635 por dia que esse material permanecer na rua. Não permitiremos que façam da cidade de Imperatriz o que quiserem. Essas irregularidades jamais serão aceitas porque isso fere o Código de Postura do município; é um desrespeito à família imperatrizense e traz prejuízos incalculáveis para toda a população”, acentuou o secretário.

Segundo Enéas Rocha, esse tipo de atitude não é comum, pois, segundo ele, não é isso que a população quer, não é isso que o governo do prefeito Madeira, que tem trabalhado arduamente para colocar a cidade em ordem, deseja. A cidade precisa se organizar e lutar para que essas irregularidades sejam resolvidas.

O secretário aproveitou a oportunidade para orientar aquelas pessoas que pretendem construir ou reformar seus imóveis para agirem de acordo com o que a lei rege para não trazer problemas para si nem para a cidade, “pois as calçadas e a rua têm que ser respeitadas como área pública e não particular; devem deixar de servir de depósito de lixo e entulho”.

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

O lixo nosso de cada dia

Recebi de uma leitora do blog as seguintes fotos abaixo. São pontos localizados no centro da cidade na vista de todos, porém para alguns passam despercebidas. O lixo depositado na forma que as fotos ilustram faz parte do nosso cotidiano, é quase um cenário da cidade. Há leis para coibir, mas não são nem aplicadas e muito menos cumpridas. Imperatriz é uma cidade onde todos desejam que seja uma capital, uma cidade feliz e prospera, é claro que boa parte da população só fala isso da boca pra fora e também não faz nada que pudesse mudar, com pequenas ações simples no trato e zelo da coisa pública. Apenas o voto não muda e nem transforma a cidade, e este é um problema comum de transferir apenas para os gestores públicos a responsabilidade que são de todos nós.

Todavia, quando a gestão pública também se ausenta a coisa fica pior e gera algo também muito comum por aí, que é consertar algo depois que o estrago foi feito. Hoje é um sofá, amanhã uma geladeira, depois uma sucata velha. E o futuro nós todos sabemos: um lixão por completo.

Este é um pequeno exemplo, mas é o mesmo caso que acontece com a proliferação de camelôs em avenidas, ambulantes em praça pública, casas em área de riscos etc. E no período de chuva o lixo é a válvula propulsora para doenças e as filas nos postos de saúde. Tudo, tudo, tudo mesmo, é uma cadeia, um dominó. Infeliz o gestor e o cidadão que pensar ao contrário.

Fiquem com as fotos:

Rua 13 de Maio com Rua Amazonas.
Esta é o tipo de publicidade que não aconselho: associar o nome ao lixo urbano.

Rua 13 de Maio entre Rua Iracema e Pará.
Bem típica: o dono do terreno também se acha dono da rua.

Rua Maranhão, próxima a Rua Rui Barbosa e Rua Gonçalves Dias.
Tem uma placa de venda. Não sei se é o lixo ou o terreno.


Cemar à venda

Ontem numa rodada de amigos o papo acabou sendo sobre a venda da Cemar, empresa que há um tempo investiu pesado em propaganda e mudou sua forma de atuação aqui na Região Tocantina. Fiz uma rápida pesquisa e o blog do jornalista Itevaldo traz o assunto à tona. Confira abaixo:

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A Cemar do apagão mal explicado do fim de ano, deve ser vendida neste 2010. O fundo Pactual Capital Partners (PCP) que detêm 100% das ações da companhia decidiu no fim do ano passado, desmontar a sua holding de investimentos no setor elétrico, a Equatorial Energia. Quando a Equatorial abriu seu capital, seu único ativo era a Cemar.

Ao comprar as distribuidoras de energia fluminense Light - que está em negociação para vendida a Cemiga - e a maranhense Cemar, a intenção do PCP era de se tornar forte na área de distribuição, ainda em novembro de 2007. Desativar a estratégia adotada há apenas dois anos, no entanto, não significa que o fundo perderá dinheiro.

A decisão do PCP é de que a médio prazo venda a Cemar. A Cemar interessa, por exemplo, à Neoenergia, que tem ativos de distribuição no Nordeste. A intenção da PCP é conseguir um bom dinheiro pela Cemar, que passou por revisão tarifária recentemente, o que lhe garante estabilidade de receitas pelos próximos quatro anos.

A Cemar foi comprada em 2003 pela GP Investimentos no valor simbólico de R$ 1,00 (hum real) e, posteriormente, a PCP entrou no seu capital e acabou por comprar as ações do outro fundo e hoje controla 100%. O valor da Equatorial em bolsa está em R$ 1,9 bilhão.

A grande questão é quanto o PCP obterá pelas ações da Light e qual o valor atribuído à Cemar dentro da Equatorial. No ano passado, tanto a Light quanto a Cemar contribuíram cada uma com 50% da geração de caixa da Equatorial.

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Deslizamentos em Angra dos Reis

Talvez as notícias sobre a tragédia que atinge uma determinada área em Angra dos Reis seja realmente alguma novidade, que são as propriedades de pessoas com poder aquisitivo bem superior as tradicionais famílias carentes que também passam por semelhantes infelicidades. De qualquer forma (e não querendo enumerar culpados), além do próprio povo (independente de classe e cor), é o próprio poder público que atesta as construções ao “pé de morros” serem constituídas. As chamadas “áreas de riscos” muito das vezes são ignoradas e somente torna-se visível quando tragédias do tipo ocorrem.

É por isso que a máxima de que as ações da gestão pública independem para quem estão voltadas, cedo ou tarde as irresponsabilidades de outrora e do “deixar pra depois” acabam atingindo qualquer um. Não quero correlacionar ou fazer um link com o fato de Angra com Imperatriz, mas sinto-me preocupado quando uma pasta como Defesa Civil esteja atuando como promotora de evento e com aval do chefe do executivo, enquanto temos na cidade um histórico e supostamente uma “indústria” da enchente, deveria com orçamento superior e até semelhante à frustrante festividade e com projetos mais ousadas e efetivas para prevenir e canalizar costumeiros problemas com o período de chuvas na região.

domingo, 3 de janeiro de 2010

Fábula

De umas semanas pra cá o que se lê ou o que se ouve por aí nos blogs da vida e na pseudo vida intelectual é sobre o comportamento do status quo que tomou de assalto qualquer pensamento contrário ao padrão das coisas. Não se pode tirar onda ou chacoalhar pessoas públicas, nem ficar na praça dando milhos aos pombos. É como se tudo deveria ser tão mecânico ou nada voluntário. Da mesma forma que se deposita o voto, o certo seria também satirizar qualquer coisa da vida comum e de preferência gozar de si mesmo, numa roda de amigos sem diferenças de pensamentos ou paixões.

Pensando nisso, recorro a versão para a música The Logical Song do Supertramp por Humberto Gessinger do Engenheiros do Havaii. Então a todos os sisudos, sérios, circunspetos da vida, uma pequena homenagem:

A Fábula
The Logical Song - Supertramp - versão: Humberto Gessinger

era uma vez um planeta mecânico,
lógico, onde ninguém tinha dúvidas
havia nome pra tudo e para tudo uma explicação
até o pôr-do-sol sobre o mar era um gráfico

adivinhar o futuro não era coisa de mágico
era um hábito burocrático, sempre igual
explicar emoções não era coisa ridícula
havia críticos e métodos práticos
cá pra nos, tudo era muito chato
era tudo tão sensato, difícil de agüentar
todos nos sabíamos de cor
como tudo começou e como iria terminar

mas de uma hora pra outra,
tudo o que era tão sólido desabou, no final de um século
raios de sol na madrugada de um sábado radical
foi a pá de cal, tão legal

não sei mais de onde foi que eu vim
por que é que estou aqui, para onde eu irei
cá pra nos, é bem melhor assim
desconhecer o início e ignorar o fim
da fábula

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

Madeira: Cabo-Armeiro

Existe um jogo de tabuleiro clássico chamado Combate. O Jogo é bem bacana e uma peça que vem à cabeça quando aparece alguma bomba na prefeitura de Imperatriz é do Cabo-Armeiro. A estratégia do jogo é conquistar a bandeira do adversário que na maioria das vezes é cercada por bombas, que elimina qualquer peça, exceto do Cabo-Armeiro, que pode desativar.

Que Madeira não me entenda mal, mas no jogo real da prefeitura e de seus pares neste tabuleiro imperatrizense, é ele o prefeito que assume tal função. Aparece uma bomba, lá vai nosso Cabo-Armeiro desativar os imbróglios da gestão. Andando em campo minado, a toda hora aparece alerta vermelho; é até fácil de ouvir aquela sirene alertando que algo vai detonar a qualquer momento. De recente teve o “Réveillon da Ressaca”, e para começar o ano tem algo relacionado ao processo licitatório no recolhimento do lixo e um secretário municipal dando uma de Bill Clinton.

A diferença é que as bombas na prefeitura são armadas pelos próprios parceiros do prefeito. Na escala da hierarquia do exército o Cabo-Armeiro está muito longe da graduação de General, mas na prefeitura a função de comando e operacional se confunde, e assim o Cabo-Armeiro vai para o sacrifício.

Eu deveria ter pedido a Papai-Noel uma versão atualizada do Combate, deu uma p&%# saudade agora!

quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

Dias Melhores

Na China o Ano Novo é celebrado nos meses de janeiro e fevereiro, durante seis semanas. Na Tailândia (não é do Pará) o Ano Novo começa na metade de abril e no Vietnã comemora no dia 10 de fevereiro. Já a Índia possui mais de 12 calendários religiosos e cada um a sua maneira celebra o Ano Novo em períodos diferentes. Somando as comemorações feitas aqui no Ocidente, pode-se contemplar sempre um Ano Novo, basta ser de lugar nenhum, de pátria nenhuma, de tradição nenhuma.

Aprendi que todo dia é dia, todo ano se resumem ao tempo das 24 horas em qualquer lugar. E como o relógio não pára, celebro sempre qualquer minuto avançado, qualquer segundo não desperdiçado.

A todos, felizes dias novos. Dias melhores, diga-se, uma música que sempre uso quando encerro um período de aulas-curso:

Vivemos esperando
Dias melhores
Dias de paz, dias a mais
Dias que não deixaremos
Para trás
Oh! Oh! Oh! Oh!...

Vivemos esperando
O dia em que
Seremos melhores
(Melhores! Melhores!)
Melhores no amor
Melhores na dor
Melhores em tudo
Oh! Oh! Oh!...

Vivemos esperando
O dia em que seremos
Para sempre
Vivemos esperando
Oh! Oh! Oh!
Dias melhores prá sempre
Dias melhores prá sempre
(Prá sempre!)...

Vivemos esperando
Dias melhores
(Melhores! Melhores!)
Dias de paz
Dias a mais
Dias que não deixaremos
Para trás
Oh! Oh! Oh!...

Vivemos esperando
O dia em que
Seremos melhores
(Melhores! Melhores!)
Melhores no amor
Melhores na dor
Melhores em tudo
Oh! Oh! Oh!...

Vivemos esperando
O dia em que seremos
Para sempre
Vivemos esperando
Oh! Oh! Oh!...

Dias melhores
Prá sempre...(4x)
Uh! Uh! Uh! Oh! Oh!
Prá sempre!
Sempre! Sempre! Sempre!

Jota Quest
Composição: Rogério Flausino


quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Susto da noite

No jantar promovido pela AIRT e com financiamento do governo municipal, o susto da noite veio com a conta da cerveja. Explico: como o promotor da festa é evangélico, ficou de fora a cerveja na boca livre, tendo que os consumidores de tal líquido bancar o expediente. Tudo bem, sem problemas. O bixo pegou mesmo na hora de acertar a conta! Pasmem: R$ 5,50 a cerveja. O valor pegou de surpresa até mesmo os freqüentadores da Dona Nega e ex-trabalhadores do garimpo. Boi na Brasa seja, talvez, o local mais caro em Imperatriz no que diz respeito à cerveja.

Agora entendo porque o espetinho da Tia doutro lado da rua é tão bem freqüentado: preço competitivo e cerveja super gelada.

Prefeitura cancela Réveillon da Ressaca

Recebi agora mesmo da Ascom da Prefeitura a nota abaixo:

Não houve tempo hábil para que a Prefeitura cumprisse com todos os prazos, e ordenamentos legais, perante o Ministério do Turismo, para o “Réveillon da Ressaca” que seria realizado com recursos do ministério e contrapartida da Prefeitura, no próximo sábado (2) na Beira Rio e a solução foi o cancelamento do evento.

“Com o tempo exíguo ficou impossível cumprir com os prazos exigidos em relação à contratação de alguns serviços para a realização da festa” explicou o controlador geral do Município Cândido Madeira que vinha acompanhando a consecução dos contratos.

Além da exigüidade do tempo para a formalização da documentação exigida pelo Ministério do Turismo o recurso, R$ 217 mil, até ontem à tarde, não havia sido depositado.

A verba para a realização da festa é oriunda de emenda parlamentar do deputado federal Cleber Verde que recentemente teve empenhado recursos para obras de infraestrutura nos bairros Santa Inês e Conjunto Planalto.

Em Imperatriz para passar as festa de final de ano com familiares o deputado Cleber Verde apoiou a iniciativa da Prefeitura de cancelar a festa.

“Realmente o tempo para se cumprir com todo o rito legal ficou muito curto. Como gestor, eu faria o mesmo. Continuamos à disposição da Prefeitura para atender outros pleitos” assinalou o deputado.

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Sem comentários!

Banca do Chico, os desocupados

Pelo menos eu já escutei bastante e de muitas pessoas chamarem o povo que freqüentam a Banca do Chico de desocupados. Agora, novos adjetivos como bêbados e sujões pipocaram no blog de Carlos Hermes através de uma leitora, com cerveja, ops, com certeza uma fantasminha camarada, que é normal no mundo virtual.

Concordo com todos os comentários pejorativos ao pessoal da Banca. Não é só porque a maioria de lá são empregados de si mesmos, possuem próprios negócios e/ou são profissionais autônomos, aposentados, prestadores de serviço e coisas do tipo, que devem perder tempo numa praça pública. Aliás, quem disse que praça pública é para o povo?! Melhor fazer ao contrário da letra de Raul: (...) ficar “no trono de um apartamento, com a boca escancarada cheia de dentes, esperando a morte chegar...”.

É claro que as ocupações profissionais e os demais que atuam na seara dos desocupados, não justificam ficar em praça e ficar falando o que estiver na caixola. Esse negócio de liberdade de expressão e ficar falando de agentes públicos não é nada saudável para a democracia. Devemos ter um só partido, uma só idéia e uma só bandeira, e todos que pensarem ao contrário deve ser punidos e perseguidos. Tenho saudades da ditadura, mesmo não vivendo na época, mas é claro que tenho vários simpatizantes do regime, incubados, mas estão aí, dentro do armário, pintados de vermelhos e às vezes com bigodes e penas tucanas.

Outro fator que é de chatear é a sujeira que fica na “banca” após alguma festinha particular. Ridículo isso! Confraternização? Que coisa mais cafona! Pois bem, não justifica também o fato da Banca possuir a única lixeira existente na Praça de Fátima que os freqüentadores podem emporcalhar o local. Aliás, não sei como tem gente que faz uma “vaquinha” para comprar lixeira e bancos de madeira e disponibilizar numa praça. O Chico “Gentileza” que é um preguiçoso, só chega à Banca às 7h30 para varrer o local. Ele deveria chegar às 5 horas da manhã. E ele ainda fica perdendo tempo limpando a área que os moradores da rua urinam e defecam, enquanto deveria limpar somente os 3 metros quadrados que ele ocupa do espaço público. Desperdiça água da Caema, sabão em pó e kiboa.

Todos são testemunhas que local onde acontece qualquer festa fica nenhuma sujeira. Todos são conscientes e fazem as devidas limpezas. De noite ou de madrugada, pessoas que promovem festas ainda possuem disposição para limpar tudo, não deixando nada para o outro dia. Só lá na Banca que fica sujo. É claro que as devidas observações quanto à limpeza do espaço não serão atendidas pelos freqüentadores, que não sabem aprender com os erros, natimortos do zelo público e muito menos estão dispostos a continuar fazendo a média com garis através de água gelada e refrigerantes.

Por fim, a parte que menos gosto: a cerveja. Deveria existir uma lei que proibisse beber cerveja na praça pública. Deixar as cervejas serem vendidas somente nos postos de gasolina, tem mais sentido, afinal de contas não existe mesmo lei seca. Lá na Banca deveria acabar ao menos a prioridade em marcas como Skol e Brahma. Poxa, há opções como Heineken, Bohemia, Cerpa e Antarctica. Lá todos são obrigados a consumir álcool, incluindo os crentes.

A Diretoria da Banca avisa que estará também fazendo o “Réveillon da Ressaca” no domingo. Estão todos convidados para beberem kissuqui e ouvir Y.M.C.A.

Piada do Dia

Contado por alguém ligado à turma do bigode:

"Jackson não vem a Imperatriz passar o Réveillon da Roseana mas vem depois, passar a ressaca do Madeira".


terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Novela: Réveillon do Estado tem orçamento de 70 mil reais

Continuando a novela sobre a realização de dois “Réveillons” na cidade de Imperatriz, o blog foi informado pelo assessor de comunicação do Estado, Marcelo Junior que a realização do “Réveillon do Maranhão - Viva 2010” na Av. Beira-Rio tem orçamento de 70 mil reais, incluindo toda a estrutura que um evento do porte se espera, incluindo os 15 minutos de show pirotécnico e mídia extra.

Junior explicou que a principio a governadora Roseana Sarney procurou o prefeito Madeira para a realização da festa em parceria, mas que ainda em novembro a prefeitura informou ao estado que não teria condições para entrar junto no evento, mas que estaria disponível toda a assistência de trânsito, limpeza, Samu e demais pormenores que o município possa garantir. Segundo o assessor de comunicação, o Governo se sentiu surpreendido com a notícia que a prefeitura estaria dois dias depois realizando seu “Réveillon”, e que se a parceria tivesse acontecido, era possível a contratação de artistas de renome nacional como o grupo Exaltasamba.

O “Réveillon do Maranhão - Viva 2010” começa às 18 horas com DJs na tenda eletrônica e shows com a dupla César e Mateus, as bandas Bonde do Avião e Ravelly e o cantor Erasmo Dibel.

Promoter diz que “Réveillon da Ressaca” está superfaturado

Seguindo a democracia que é costumeira por aqui no blog, fui procurado pelo promotor de shows Wanderley da WR Promoções, que questiona o valor de R$ 217 mil reais empregado no “Réveillon da Ressaca” ser muito acima da média do mercado. WR, como costuma ser chamado, se diz preocupado com o desgaste que isso pode trazer ao prefeito Madeira, justificando que é seu aliado e entende que é necessário que haja transparência no processo, portanto fez questão de listar os itens de despesas que circulam o evento. Segue abaixo:

- Palco: R$ 4.000,00
- Som: R$ 6.000,00
- Banheiros químicos (20): R$ 3.000,00
- Seguranças (60): R$ 6.000,00
- Banda Reprise: R$ 8.000,00
- Banda Kasikó: R$ 6.000,00
- Juliano Reis & Jordão: R$ 3.000,00
- Banda Pilantropia: R$ 800,00
- Banda Diplomatas: R$ 1.000,00
- Lena Garcia: R$ 600,00
- Hotel + Alimentação: R$ 7.000,00
- ECAD: R$ 2.000,00
- Receita Municipal: R$ 6.000,00
- Estrutura Extra: R$ 6.000,00
- Mídia Extra: R$ 5.000,00

No total de: 64.400,00

Wanderley não apresentou nenhuma nota ou papel que justifique os valores acima, mas garante que a média é essa, levando em consideração que após o dia 31 de dezembro é fácil negociar com quem aluga e possui bandas. O promotor realizou duas ligações para empresários que estão alugando equipamentos para o evento e os mesmos confirmaram valores parecidos.

Conforme o post anterior, Chico do Planalto comentou por telefone comigo que um fiscal do Ministério do Turismo estará na cidade e que havendo sobra do recurso federal, o mesmo será retornado para o órgão de origem.