terça-feira, 10 de janeiro de 2012

CESTE informou Defesa Civil com antecedência sobre “vazão do Rio Tocantins”

Imprimir Imprima ou converta em PDF este post
No blog do superintende da Defesa Civil de Imperatriz consta desde sábado (07) a informação oficial do CESTE através do engenheiro Isac Braz da Cunha, gerente de Relações Institucionais e de Meio Ambiente daquela empresa.

Na comunicação enviada ao Chico do Planalto, responsável pela pasta, pode-se ler o seguinte alerta: “a vazões da ordem de 12.000 m³/s a partir do dia de amanhã, 08.01.12, solicitamos a V.Sa., conforme contato verbal mantido, as devidas providências junto as populações que habitam áreas de risco dos municípios da região de abrangência da UHE Estreito”.

Hoje os meios de comunicação de um modo geral informam que as autoridades de Imperatriz foram pegas de surpresa. Mentira? Leviandade? Desencontro de informações?

Ainda que a interpretação fique por conta dos leitores, de forma não muito aparente a Defesa Civil de Imperatriz compele-se em status e de poucas ações efetivas. Falar que há um trabalho preventivo na área que atinge os ribeirinhos, é no mínimo ignorar o real problema que se agrava por muitos e muitos anos.
Na comunidade ribeirinha esquecida, água só baixou
na segunda-feira, "liberando" o acesso ao "mundo exterior"
(Foto: Samuel Souza)

Ledo engano pensar que somente ali no Bairro da Caema e/ou no Porto da Balsa limitam-se as enchentes. Outra comunidade de “ribeirinhos” logo após o Cais, nas barrancas do restaurante O Farol, um sem número de famílias fica desassistida, tendo que passar a noite de sábado para domingo “ilhadas”, pois o único acesso, uma ponte improvisada de madeira, fora coberto pelas águas do velho Tocantins.

Desassistidos pela Defesa Civil, crianças levam
através de canoas alimentos para suas famílias
(Foto: Samuel Souza)
Mas, tão velho quanto o nosso rio e o problema que se emerge com o Ceste, a situação degradante, a urgência pelo socorro e o acumulo de desabrigados, parece soar como um retumbante clarão de viés politiqueiro, onde toda má sorte da desgraça humana é um palanque subserviente, uma prática da liturgia do agente público para com seus interesses eleitorais.

O expediente de assistência as famílias desabrigadas e alojadas no Parque de Exposições e na Escola Municipal Paulo Freire, completa-se com a distribuição de cestas básicas pela própria Defesa Civil.

Aos olhos do mais simples e dos mais desavisados, é como se as autoridades responsáveis estivessem de mãos atadas e a contragosto, as comunidades que sofrem, é o véu rude e desbotado de uma relação inexistente de políticas públicas de verdade.

1 comentários:

Anônimo disse...

Rapaz esse teu blog só quem ler ele é eu e voce que posta. Escreve alguma coisa objetiva pra ver se aumenta os leitores.
Carlos Castro

Postar um comentário

Juízo meu povo, juízo...