Há um mês a embarcação da empresa coreana STX Pan Ocean arrendada para a Vale pelos próximos 25 anos, apresentou rachaduras no casco e ameaça afundar na costa maranhense. Rebatizado de Vale Beijing, o navio estava sendo carregado com mais de 360 mil toneladas de minério de ferro no porto da Ponta da Madeira, em São Luís.
Até o presente momento nenhum dos envolvidos informaram de fato qual a gravidade do problema. Nem a empresa coreana, nem a Vale e muito menos a Capitania dos Portos, que faz corpo mole sobre o assunto. O descaso e o desencontro de informações motivaram a Comissão do Meio-Ambiente da Assembleia Legislativa do Maranhão a empreender uma visita ao navio, mas tiveram a solicitação negada.Não é de estranhar que os envolvidos ignorem tal pedido e a revelia, apesar das movimentações do deputado Leo Cunha (PSC) que preside a Comissão, protelam quaisquer fiscalização que comprometa as operações da Vale, como se, afora esse caso em particular, as inúmeras denuncias de crimes ambientais cometidas por tal, arranhasse o casco da companhia, privatizada pelos solfejos políticos.
Por mais irônico que possa ser, em reportagem do portal iG pode-se ler “A Vale, que encomendou 35 navios do mesmo modelo, conhecidos como Valemax, afirmou que não vai se pronunciar sobre o assunto pelo fato de a embarcação pertencer a outra empresa”.
Prepotência pouca é bobagem.









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Juízo meu povo, juízo...