Wilson Zara voltou a Imperatriz para homenagear Raul Seixas. Há tempos Zara arrumou as malas para São Luís. Aqui em Imperatriz por diversas vezes tentou a vida artística. Tinha emprego estável e abriu mão para seguir nos bares da vida. Assumiu o Caneleiros bar e trouxe para cá vários artistas nacionais. Era uma fase ruim em termos de recepção de público. Um dos últimos foi de Tetê Espíndola... o show foi maravilhoso e poucos testemunharam. Eu nunca comentei isso com ele, mas este show deve ter sido a gota d'Água.
Acompanhei Zara na maioria de suas empreitadas ao longo de muitos anos. Não poderia ser diferente ontem. Com a estrada percorrida, Zara não só mais interpreta Raulzito, mas agora imprime sua maneira de fazê-lo. A voz mudou. O repertório também. Faz bem a estadia na ilha.
As músicas conhecidas de Raul rolaram, não podiam faltar. O “maluco beleza” foi um artista muito plural e com um cem número de músicas desconhecidas pela maioria. Zara mandou bem a escolher músicas como Eu Sou Egoísta, Você, Tu És o MDC da Minha Vida, As Aventuras De Raul Seixas Na Cidade De Thor, entre outras que brincamos em chamar de "lado b", e outras que seriam do "lado c". Nesta hora só os fãs mesmo de Raul cantavam e reconheciam as músicas. E os malucos estavam lá!
Não faltaram também um pouco de Floyd, Stones e Marley. Ocorreram as saudáveis participações de Nando Cruz (mandando Beatles) e Neném Bragança com a versão brazuca-ramalho de Knockin' On Heaven's Door, originalmente de Dlyan.
Uma observação importante a fazer:
Foi bastante inconveniente ter um membro da Secretaria de Comunicação da Prefeitura falar e interromper o show várias vezes. Parecia um Faustão de pileque... Não foi nada legal! Pegou mal, foi chato e lastimável. Zara estranhou demais a "voz que vinha do além"; na primeira vez, relevou... depois o incomodo era latente e por diversas vezes jogou algumas indiretas. Achei Zara até educado demais... Havia aquele clima de “boa vizinhança”, até mesmo quando o “Faustão” da prefeitura rasgou elogios a Erasmo Dibel por sua passagem na Fundação Cultural. Como artista e compositor, Dibel tem todo o respeito e admiração, mas como gestor público foi omisso. Foram 4 anos de ostracismo. “Fora Dibel” até pouco tempo estava pinchada nas paredes da FCI.
Memória meu povo, memória... por isso vale o registro do fato de ontem. E da memória vem o voto e o tributo, ontem foi a Raul dos Santos Seixas.
Agora algumas fotos do show... e o retrato da turma com Zara é composta por meu brother Junior Tattoo e namorada, o baixista e velho companheiro Maurinho (que já embarcou nas minhas idas e vindas) e a PF, dona Cida, minha mulé.

















