Em manutenção
1 2




quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Incêndio destrói por completo depósito da Ciclista Bodim na Nova Imperatriz

As chamas altas, que chegaram a mais de 20 metros de altura, já eram percebidas a distância do local do incêndio no cruzamento das ruas Coriolano Milhomem e Brasil, no bairro Nova Imperatriz.

O fogo no depósito da Ciclista Bodim iniciou ainda por volta das 20 horas da noite da quarta-feira, 08. Não se sabe com precisão se havia funcionários da empresa em serviço. Vizinhos sentiram o “cheiro de queimado” e, logo foram surpreendidos pelo incêndio de grandes proporções.

No inicio do incêndio, o proprietário da loja ainda retirou algumas mercadorias. Com a eminente perda de seus produtos, deixou que a população também levasse o que podiam. Com a intensidade das chamas e o grande risco de desabamento, o local foi isolado. Tão logo o fogo atingiu maior ápice, o teto e boa parte da estrutura do depósito vieram ao chão.

Com a ajuda de uma viatura de combate a incêndio da Infraero e dois carros pipas, o corpo de bombeiros de Imperatriz iniciaram o combate ao fogo, conseguindo controlar, sem deixar que as chamas atingissem casas vizinhas.

Devido a mercadorias estocadas como pneus e outros materiais inflamáveis, o fogo permanece, diga-se, somente na parte interna do depósito. Não há vítima e nenhuma casa foi atingida pelo fogo, mas uma delas, na Rua Coriolano, recebeu alguns destroços do teto e da parede que caíram do depósito.

Não se sabe até o momento a causa do incêndio.















terça-feira, 7 de agosto de 2012

Qualidade e compromissos dos Serviços da Rede de Atendimento: para avançar na luta contra a violência doméstica

Conceição Amorim

Dos 217 municípios do Maranhão apenas 11 dispõem de Delegacias Especializadas da Mulher (DEM), a maioria sem equipe e sem prédio próprio. A DEM de Imperatriz é uma das poucas que funciona em prédio próprio, apesar de não atender às necessidades da demanda real, quanto a equipe, ao espaço físico, aos equipamentos e materiais de consumo.

Apenas três municípios do Maranhão têm o Centro de Referência em Atendimento a Mulher (CRAM): Imperatriz, São Luís e Caxias.

Existem apenas duas Casas Abrigos de proteção à mulher no Maranhão: 01 em Imperatriz, mantida pelo poder público municipal; e 01 em São Luís, mantida pelo Tribunal de Justiça do Maranhão.

Duas Varas Especializadas em Violência Doméstica e Familiar: 01 em Imperatriz e 01 em São Luís.

Duas Promotorias Especializadas em Violência Doméstica e Familiar: 01 em Imperatriz e 01 em São Luís.

Apenas dois municípios do Maranhão têm Defensora Pública para as Mulheres vivendo em situação de violência doméstica: Imperatriz e São Luís.

Imperatriz é um município que conta a existência de todos os órgãos e serviços de atendimento a mulher em situação de violência doméstica, previstos no Artigo 35 da Lei Maria da Penha. A maioria destes órgãos e serviços têm mais de 02 anos de existência, o que nos faz perguntar: por que a violência não diminuiu em nossa cidade? Onde estamos errando?

Tentarei aqui refletir de forma objetiva o que na minha opinião contribui para esta realidade. Partindo do fato real de que a cultura da violência contra a mulher encontra-se enraizada em nossa sociedade de tal modo que mesmo quando estamos tratando de políticas públicas de enfrentamento da violência o fazemos como se estivéssemos proporcionando uma “ajuda”, uma oportunidade a mulher que “procura espontaneamente” o Estado através de seus agentes efetivadores das políticas de proteção à mulher; e estes, estão aguardando em seus gabinetes que a violência aconteça para oferecer alguma assistência à mulher violentada e quando estas mulheres procuram a maioria destes órgãos não estão qualificados para recebê-las.

Tomemos como exemplo as DEM's. Quantas mulheres dizem que não querem representar seus agressores na hora que é inquirida pela agente policial? A maioria? Mesmo não tendo estes dados oficialmente registrados tendo a afirmar que a maioria absoluta não entendeu a pergunta, pois a maioria absoluta das mulheres não sabe o que significa esta palavra "representar" para o procedimento de registro de queixa; e é bem provável que a “maioria” que disse NÃO, podia estar achando que o NÃO era a resposta certa para ter sua queixa levada às consequências devidas, ou seja, a punição do seu agressor! No senso comum o significado de "representar", porque na língua portuguesa é sinônimo, é se colocar no lugar de alguém, ou seja, é representar alguém!

No geral os agentes públicos tendem a achar que a linguagem técnica de sua área de atuação é de conhecimento da população e não param para explicar para aquela mulher que, depois de muito sofrimento, decidiu denunciar o seu companheiro, pai de seus filhos, o que significa aquele procedimento, o que leva muitas vezes a respostas contrárias ao seu verdadeiro interesse!

O linguajar jurídico é incompatível com a realidade da maioria da população, isso é fato, portanto há uma necessidade premente para que eles atinjam seus objetivos: explicar de forma simplificada o resultado de cada procedimento realizado, evitando assim que muitas das denúncias feitas pelas mulheres sejam arquivadas pelo simples fato de não terem dito literalmente que queriam "representar" contra o seu agressor. No entanto a maioria quando recebe a explicação corretamente decide pela representação, em alguns casos o processo está em vias de ser arquivado. Depois de 28 anos de existência das DEMs porque este fato continua sendo tão corriqueiro? Outro fato relevante e que precisa ser analisado é o pouco conhecimento dos agentes públicos sobre o papel e importância de cada órgão e de cada serviço, e que para coibir a violência não é necessário que ela aconteça terminalmente, é possível construir ações preventivas no caso das mulheres que no auge do desespero, sob ameaça de virem a serem agredidas fisicamente, mesmo já tendo sido violentadas moral e psicologicamente, procuram a delegacia, a defensoria, a promotoria, a vara da mulher, não para que seus maridos sejam presos, ou seja, processados, mas para que eles parem de agredi-las e que para isso elas só querem que a autoridade os chamem para “conversar”, e muitas fazem isso na esperança de que o poder da autoridade o faça repensar suas atitudes.

O que se tem feito de fato? A maioria volta para casa sem nenhuma assistência ou encaminhamento para os serviços psicossociais disponíveis em órgãos da Rede de Atendimento, o que pode ser feito de inovador? Na atual conjuntura política de crescimento da violência contra a mulher obrigatoriamente a DEM, a Defensoria Pública, a Promotoria e a Vara só podem atuar mediante um (Boletim de Ocorrência - BO?). Não é possível desenvolver ações entre estes órgãos de “orientação” ao agressor, sem que necessariamente a mulher o denuncie oficialmente? Existe alguma Lei que impede que estes agentes públicos convoquem estes homens para conhecer a Lei Maria da Penha e que fiquem sabendo que estes órgãos estão de fato comprometidos em praticá-la com rigor para garantir a segurança das mulheres e a paz social? Quanto ao Centro de Referência e Atendimento a Mulher (CRAM), se a violência vem crescendo, se nos últimos anos as denúncias na DEM, na Defensoria, na Promotoria estão aumentando e se a maioria das mulheres não procuram os serviços desta unidade, não seria possível realizar na própria DEM os encaminhamentos preliminares, até se ganhar confiança junto ao público-alvo deste serviço, que são as mulheres vivendo em situação de violência e seus filhos menores de16 anos, para serem assistidos psicossocial e juridicamente? O que pode ser feito para reverter este quadro de desconhecimento do papel do CRAM na vida dessas mulheres?

Hoje a Lei Maria da Penha completa 06 anos, a lei que foi criada para coibir a violência contra a mulher. Estas reflexões têm como objetivo garantir o recuo da violência em nossa cidade, inclusive para justificar o recurso gasto com os profissionais e infraestrutura destes órgãos e serviços, conquistados a duras penas pela luta do movimento feminista local e estadual. Não temos o que comemorar já que a violência contra a mulher continua aumentando.

Imperatriz, 07 de Agosto de 2012.

Conceição Amorim

Militante feminista do Centro de Promoção da Cidadania e Defesa dos DireitosHumanos Pe. Josimo

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Comunicação em luto: Vítima de infarto, Aldeman Costa falece em Amarante

A notícia pegou a todos de surpresa. Aldeman Araújo Costa, também conhecido como “Cumpádi Deman”, lenda viva na imprensa imperatrizense e com passagem folclórica pelo rádio, foi encontrado morto no Hotel Arruda, anexo ao Posto Rafaela na cidade de Amarante, cidade que o Aldeman estava atuando também profissionalmente.

Prefeito Carlos Gomes de Amorim, discursando em frente a Prefeitura Municipal
de Imperatriz, prédio hoje que é a sede da Acadêmia Imperatrizense de Letras,
no dia 16 de julho de 1981, aniversário da cidade. Ao seu lado, encostado
em uma das colunas, o veterano Adelman Costa.
(Foto: Acervo Jornal O Progresso)

Até o momento, as suspeitas dão conta de infarto. Em abril do ano passado, Aldeman foi submetido a um transplante de fígado no Hospital das Clínicas em Fortaleza (CE).

As primeiras informações chegaram ao radialista Jan Ricardo (Rádio Terra) por meio do doutor Elton Miranda, médico de Amarante (MA) que estava de plantão naquela cidade. Jan e Aldeman trabalharam juntos na extinta Rádio Cidade FM em 1999.

Segundo o assessor de comunicação da prefeitura, Élson Araujo, Aldeman “era natural de Itaguatins (TO) e, além de radialista, exerceu vários cargos públicos (comissionados). Foi figura de destaque em quase todos os governos municipais ao longo de mais de 40 anos de serviço público”. Élson também destaca que “entre os cargos, um de grande notoriedade foi o de presidente da representação local do antigo Mobral. Nos últimos anos vinha se dedicando ao trabalho de assessoria de imprensa da Câmara Municipal”.

Várias são as manifestações de pesar sobre a morte de Aldeman. Colegas de profissão em seus blogs ou no Facebook, lamentam a perda de ícone na comunicação da região tocantina e, cada uma sua maneira, lembra-se do companheirismo e cumplicidade que tiveram com o jornalista durante muito tempo.

Ouvintes também comentaram a partida de Aldeman. Entre eles, o recém-formado em Administração, Eduardo Biá, que em seu perfil no Facebook escreveu: “Cara, o Aldeman Costa morreu! E agora? O que será do meu avô sem o Corró e agora o Aldeman? Acho que o dominó e o baralho com os ‘cumpádi’ dele nunca mais será o mesmo... Acho que será a aposentadoria do velho rádio de pilha dele...”.

Clodomir Alves Guimarães, conhecido como Corró, faleceu em fevereiro de 2011, vítima de uma parada cardiorrespiratória em virtude do agravamento da diabetes. Corró partiu com 58 anos de idade. Aldeman, salvo engano, nos deixa com seus 66 anos de vida bem vivida. Deixa oito filhos e esposa, a senhora Raimunda Miranda Costa.




Greves no Incra-MA e na Ufma se aproximam dos 50 dias

POR JULLY CAMILO

A paralisação dos servidores do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária do Maranhão (Incra-MA) e da Universidade Federal do Maranhão (Ufma) – que acompanha o movimento nacional –já se aproxima dos 50 dias, sem que haja uma solução à vista.
Na manhã de ontem, trabalhadores do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária do Maranhão (Incra-MA), que estão em greve desde o dia 18 de junho, realizaram um “apitaço” no pátio interno do órgão, no Anil.

O comando de greve explicou que o objetivo da ação foi denunciar a indiferença do governo federal em relação à categoria. Até agora, não houve a sinalização de nenhuma proposta governamental aos trabalhadores, que foram ameaçados de terem o ponto cortado.

Segundo Webert Cantanhede, delegado de base do Sindicato dos Servidores Públicos Federais no Maranhão (Sindsep/MA) e membro da Associação dos Servidores do Incra (Assincra), o governo cancelou a última reunião marcada com as lideranças sindicais, no último dia 31. Porém, na sequência, divulgou um calendário de novas reuniões a serem realizadas entre os dias 13 a 17 de agosto.

“A nossa conversa com eles ficou agendada para o dia 14 próximo. É esperar para ver se realmente esse compromisso será cumprido”, disse Webert.

A pauta de reivindicações dos servidores contempla, entre outros itens, a reestruturação das carreiras dos cargos em Reforma e Desenvolvimento Agrário e Perito Agrário, de acordo com a proposta de equiparação com servidores do Ministério da Agricultura; recomposição da força de trabalho; implantação de Plano de Capacitação continuada para os servidores; e inclusão efetiva da reforma agrária nas prioridades do governo.

O sindicalista afirmou que, das 30 superintendências do Incra existentes no país, 28 já aderiram ao movimento.

Webert Cantanhede informou, ainda, que em São Luís o Incra tem 278 servidores, e a paralisação no Maranhão já soma mais de 80%.

“Os engenheiros e agrônomos também aderiram ao movimento. Portanto, não estamos dando expediente e o atendimento ao público está suspenso. Infelizmente, os portões do Incra não puderam ser fechados porque aqui no prédio também estão instalados outros órgãos, mas o nosso atendimento está completamente parado”, disse Cantanhede.

Greve na Ufma – Os servidores técnico-administrativos da Universidade Federal do Maranhão (Ufma), também estão em greve. A paralisação começou no dia 19 de junho.

Segundo o presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Terceiro Grau no Estado do Maranhão (Sintema), Mariano Azevedo, a categoria também aderiu ao movimento nacional.

Ele explicou que os técnicos também exigem do governo federal, entre outras coisas, aprimoramento da carreira, realização de concursos e reajuste salarial.

“A greve perdurará até que haja atendimento das reivindicações da categoria ou um acordo com o governo. Na próxima segunda-feira, faremos uma mobilização na universidade para tentar impedir a matrícula do segundo semestre”, disse Azevedo.

(Jornal Pequeno)