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Talvez as notícias sobre a tragédia que atinge uma determinada área em Angra dos Reis seja realmente alguma novidade, que são as propriedades de pessoas com poder aquisitivo bem superior as tradicionais famílias carentes que também passam por semelhantes infelicidades. De qualquer forma (e não querendo enumerar culpados), além do próprio povo (independente de classe e cor), é o próprio poder público que atesta as construções ao “pé de morros” serem constituídas. As chamadas “áreas de riscos” muito das vezes são ignoradas e somente torna-se visível quando tragédias do tipo ocorrem.
É por isso que a máxima de que as ações da gestão pública independem para quem estão voltadas, cedo ou tarde as irresponsabilidades de outrora e do “deixar pra depois” acabam atingindo qualquer um. Não quero correlacionar ou fazer um link com o fato de Angra com Imperatriz, mas sinto-me preocupado quando uma pasta como Defesa Civil esteja atuando como promotora de evento e com aval do chefe do executivo, enquanto temos na cidade um histórico e supostamente uma “indústria” da enchente, deveria com orçamento superior e até semelhante à frustrante festividade e com projetos mais ousadas e efetivas para prevenir e canalizar costumeiros problemas com o período de chuvas na região.