Em manutenção
1 2




quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Comandante Geral da PM descumpre acordo firmado por Roseana Sarney

Nesta manhã de quinta-feira, 15 de dezembro de 2011, o presidente da Associação de Cabos e Soldados da Região Tocantina, cabo PM, Deusivan Silva Sousa, formaliza, em São Luis, denúncia à Ordem dos Advogados do Brasil, Seccional do Maranhão, noticiando que o Comandante Geral da Polícia Militar do Estado, Cel. Franklin Pacheco Silva, está descumprindo o acordo firmado pela Governadora Roseana Sarney e as entidades representativas de policiais e bombeiros militares do Maranhão.

O documento, endereçado a entidade mediadora do conflito, revela que “paradoxalmente ao combinado, o comandante geral da Polícia Militar do Estado do Maranhão, que, com a devida vênia, pouco ou quase nada fez para solucionar o gigantesco e complexo conflito, esse mediado pela Ordem dos Advogados do Brasil no Maranhão, iniciou, pasmem, a chamada “caça as bruxas”, instaurando Inquérito Policial Militar (ex vi Portaria IPM 042/2011/DP3) e Sindicância (ex vi Portaria 007/2011-P/1 3º BPM) em face de policiais e bombeiros militares baseados na brava Região Tocantina, o fazendo com o claro e indisfarçável fito: punir e retaliar”.

(Assessoria Jurídica)

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Para Roseana Sarney “Imperatriz não gosta dela”

Alguns políticos quando improvisam em seus discursos, patinam na lamúria, onde uma piada mal aplicada traduz – ainda que no destoque da imagem pública – a dissonância da língua ante a rapidez do raciocínio.

Na inauguração da UPA em Imperatriz, a governadora Roseana Sarney (PMDB-MA) deixou escapar essa pérola: “Imperatriz não gosta de mim, mas eu amo Imperatriz”.

A cidade que nas últimas eleições para governo do estado conferiu ao falecido Jackson Lago mais de 70% dos votos, um percentual que nutre a idéia ilógica de Roseana, ainda que àquela eleição seja um reflexo, os altos e baixos da gestão Lago gerou uma pequena noção de como uma administração estadual pode fazer a diferença numa cidade. O imperatrizense sentiu isso, mesmo constatando rachadoras e morosidade na entrega das obras daquele governo.


A fala de Roseana pode ser irrelevante, porém é preocupante. Preocupa por ser passiva de uma interpretação pessoal de que seja verdade. E pior: seja algo que assessores desprovidos de qualquer postura do contra-argumento (afinal, recebe-se e paga-se pela concordância), alimentem a idéia de que não valem os esforços do seu governo em uma cidade que não retribui à altura.

O voto, a única retribuição que de fato interessa ao político, ainda é visto como mercadoria de troca. A ótica dessa afirmação não se espreita apenas pelo mandatário público, é uma purgação também do cidadão, beneficiado por uma Unidade de Pronto Atendimento, por exemplo.

A síndrome da esmola, a peleja dos recursos, os parcos investimentos e a tardança do desenvolvimento, faz crer que a máxima da “falta de amor do imperatrizense”, seja a dicotomia da falta de ação pública. Para nenhum simpatizante ou militante, esse entrave é um mero acaso de como as coisas são e devem continuar sendo.

Na civilidade política entre gestores, Roseana nunca recebeu o trato de um prefeito, como o faz Sebastião Madeira (PSDB-MA). Na ironia desse refluxo, nenhum prefeito imperatrizense recebeu tanta sala por parte da família Sarney, nem mesmo Ildon Marques (DEM-MA), o contrapeso da balança entre João Alberto (PMDB-MA) e Lobão (PMDB-MA) e, se a sombra lhe caiu bem por todos esses anos por parte da família, na prática não fez muita questão de politicamente corresponder à altura.

Aguardemos, pois, cenas dos próximos capítulos.

Flávio Dino sinaliza que não será candidato a prefeito

Do blog John Cutrim

“A nossa grande batalha é derrotar a oligarquia Sarney em 2014”. Com esta afirmação o presidente da Embratur e presidente estadual do PCdoB, Flávio Dino, voltou a pregar ontem (7), durante a abertura da 13ª Conferência Municipal do PCdoB em São Luís, na Assembleia Legislativa, o discurso de união das oposições e reafirmar que o projeto maior é a eleição para o governo do Estado em 2014.

Com discursos uníssonos pela união dos partidos e permanente diálogo sobre as estratégias a serem traças para os pleitos de 2012 e 2014, estiveram presentes a Conferência representantes do PSB, PPS, PRTB, PP e PT, que protagonizaram uma grande festa das forças de oposição no Estado.

Na ocasião, diante da presença dos membros destas siglas, representantes dos movimentos sociais e da militância aguerrida que compareceram em grande em número ao ato, Flávio Dino falou sobre sua pré-candidatura à prefeitura de São Luís. Disse que o seu sentimento, neste momento, está voltado para derrotar a oligarquia Sarney na disputa estadual de 2014.

“Tenho convicção de que ganhamos aquela eleição [2010], mas a fraude eleitoral e o abuso do poder econômico adiaram naquele momento o projeto de fazer um ‘Maranhão de todos nós’, lembrou. Num pronunciamento bastante vibrante e emotivo, Flávio, atilado, deu sinais mais uma vez de que não concorrerá a sucessão municipal de São Luís.

“O PCdoB vai disputar a eleição de São Luís, eu vou disputar a eleição de São Luís, mas não significa necessariamente que eu seja o candidato. Nós temos que ter prudência, cautela e humildade, hoje a gente lidera as pesquisas, mas não sabemos se no próximo continuará assim”, precaveu Dino.

Em seguida, Flávio citou alguns nomes que podem ser o líder da chapa majoritária no próximo ano, como o ex-deputado Roberto Rocha, o ex-prefeito Tadeu Palácio e os deputados Rubens Júnior, Marcelo Tavares e Eliziane Gama. “Qualquer um deles podem ser o candidato em 2012 na condição de ajudar a derrotar o atraso em 2014 no Maranhão”, ressaltou.

Marcaram presença na Conferência Municipal do PCdoB o presidentes estaduais do PSB, José Antonio Almeida; do PPS, Paulo Matos; do PP, deputado federal Waldir Maranhão, os deputados Marcelo Tavares, Rubens Júnior e Eliziane Gama, o presidente e o vice-presidente do diretório municipal do PCdoB, Marcio Jerry e Geraldo Castro Sobrinho, respectivamente, que comandaram a mesa de trabalhos, o ex-prefeito de São Luís, Tadeu Palácio (PP); o ex-deputado federal e presidente municipal do PSB, Roberto Rocha; o presidente municipal do PRTB, Ednaldo Neves; o membro do Diretório Estadual do PT, Márcio Jardim; entre outras lideranças.

domingo, 11 de dezembro de 2011

Em plebiscito, eleitores do Pará rejeitam divisão do Estado

Com 80,70% dos votos apurados, o "não" à criação do Estado de Carajás tinha 1.966.277 votos (68,34%), contra 911.112 votos (31,66%) pelo "sim".

Já o "não" à criação de Tapajós tinha 1.949.721 votos (67,76%), contra 927.508 votos (32,24%) a favor da proposta.

Os eleitores responderam a duas perguntas: se eram favoráveis à criação do Estado de Carajás e se eram favoráveis à criação do Estado de Tapajós. Assim, foi possível votar a favor da criação de um Estado e contra a criação do outro.

A abstenção, com 80,70% dos votos apurados, era de 25,39%, ou 993.599 pessoas. Os eleitores registrados no Pará que estavam em outros Estados também foram obrigados a votar no plebiscito.
Segundo o Tribunal Regional Eleitoral do Pará (TRE-PA), não houve necessidade de votação manual em nenhuma seção eleitoral. Apenas 25 urnas foram substituídas em todo o Estado, equivalente a 0,17% do total.

Se fosse aprovado, o desmembramento do Pará - segundo maior Estado brasileiro em extensão territorial - ainda teria de passar pelo Congresso e ser sancionado pela presidente Dilma Rousseff, que tem poder de vetar a proposta.

Contra e a favor

Partidários da divisão afirmam que ela facilitaria a gestão de todas as regiões paraenses e ampliaria os recursos federais destinados a essas áreas; já os defensores da manutenção das atuais fronteiras temem que a cisão empobreça a região que permaneceria como Pará.

Líder do movimento pela separação de Carajás, o deputado Giovanni Queiroz (PDT) diz se inspirar no desmembramento do Estado de Goiás, que deu origem ao Tocantins, em 1988. Segundo ele, a divisão permitiu que o Tocantins aprimorasse sua gestão e reduzisse seu índice de miséria de 56% para 23%.

Já o deputado federal Zenaldo Coutinho (PSDB), líder do movimento contrário à separação, disse que "o Pará viraria o 'Parazinho', com todas as suas riquezas subtraídas".

Se viesse a ser criado, Tapajós teria quase metade de seu território ocupado por reservas indígenas ou florestais, incluindo o vale do Xingu, onde o governo pretende construir a usina hidrelétrica de Belo Monte. O Estado do Carajás, de ocupação mais recente, teria a mineração como principal atividade econômica.

Segundo estudo do Idesp (Instituto de Desenvolvimento Econômico, Social e Ambiental do Pará), a divisão reduziria o Pará a 17% de seu território. No entanto, o Estado conservaria 64% de sua população, de cerca de 7,5 milhões de habitantes.

No oeste do Pará, Tapajós ocuparia 59% do território e abrigaria 15% da população. No sul e sudeste paraense, Carajás se estenderia por 27% do atual Pará e teria 21% de seus habitantes.

Trâmite da proposta

Com a rejeição da emancipação das regiões, a tendência é que o Congresso abandone o projeto. Caso a proposta de criação de um dos Estados ou de ambos fosse aprovada, a Assembleia Legislativa do Pará teria de elaborar e votar um parecer sobre o assunto, que seria encaminhado ao Congresso.

A proposta, então, seria submetida a senadores e deputados e precisaria ser aprovada com maioria em ambas as Casas. Em seguida, caberia à presidente Dilma Rousseff sancionar ou vetar a medida.

(BBC Brasil)