Reproduzo abaixo texto do professor Anderson Casanova, sobre sua "peregrinação" na Câmara de Vereadores com objetivo de conseguir viabilizar a participação dos seus alunos no Seminário de Iniciação Científica do Instituto Federal.
Infelizmente, caro professor, pesquisa cientifica, produção tecnológica e visão de futuro, ainda são soluções turvos para a maioria dos “nossos” políticos, em especial aqui na Vila de Santa Teresa d'Ávila.
"Ontém estive na Câmara de Vereadores, juntamente com alguns alunos, em busca de ajuda financeira para compra das passagens para participação no Seminário de Iniciação Científica do Instituto Federal, que ocorre de 25 a 27 de Novembro. Os alunos ganharam o direito de participar quando ganharam o 1º Lugar na categoria Tarefa Livre na1ª IF Robótica.
A Câmara de Vereadores não dispõe de mecanismo legal para fornecimento de passagens ou recursos para tal finalidade, então fomos apelar para a boa vontade dos vereadores. Alguns prometeram, outros disseram não, e outros nem nos deram atenção. Sabemos que a finalidade de um vereador não é fazer filantropia desta natureza, mas como Imperatriz não tem um Órgão Oficial comtemplador de regras para o fomento da pesquisa, então temos que apelar para alguns patrocinadores (Lojas de Departamentos, Informática, Parentes, Políticos, Candidatos, etc.).
Conversei com o Vereador Rildo Amaral sobre recursos da Câmara de Vereadores que não são aplicados e que, por ventura, retornam quando da falta de aplicabilidade. Esse recurso, mesmo correndo o risco de retornar não pode ser aplicado a outro fim que não seja ao que foi direcionado, quando enviado para a casa legislativa da nossa cidade. No estado de saúde mental que anda nossa política não sei se isso é uma boa ou má notícia.
Imperatriz recebe do Governo Federal recursos para serem aplicados em Ciência e Tecnologia, mas a cidade não oferece destino a esse recurso. Verba que não é usada retorna para os cofres do tesouro da Federação. Mas por que esse recurso não é aplicado? Falta de vontade política é o principal motivo.
Se a cidade tivesse um órgão competente para direcionar os recursos, para projetos devidamente avaliados e selecionados, não precisaríamos estar passando por alguns constrangimentos e mendigando algo que é de direito dos cidadãos, auxílio e fomento a pesquisa por parte do município."