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sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Se as portas para outros artistas emperram, seria Zé Ramalho o chaveiro?

O mês de setembro começou bem para Imperatriz. Pelo menos no que diz respeito à qualidade e conteúdo musical. O show do cantor e compositor Zé Ramalho coroa uma cidade que tem urgência de ser grande e anseio de reviver os gloriosos anos de outrora, onde aterrissavam por aqui grandes artistas e bandas do melhor que há na música popular brasileira.

21 anos depois, Zé Ramalho e banda Z voltam à Imperatriz. O local, Centro de Convenções, não é o mais apropriado, mas hoje é o que existe de área coberta. E aqui, já revela-se mais uma necessidade: a falta de casas de shows com a estrutura apropriada de acústica, camarotes, arquibancadas etc. Faz falta o saudoso ginásio do Clube Juçara, palco de muitas atrações que agora incendeia a memória.

Mas, para termos um show ímpar como de Zé, certas intempéries devem ser relevadas, pois quero acreditar que portas e janelas se abrem para outros artistas e bandas. Não custa lembrar como certos setores questionaram a presença do Paralamas do Sucesso na festa de aniversário da cidade e o saldo foi super positivo. Ontem, o público foi também a estrela da noite: pagou bem e consumiu alto. Porém, se fez presente, deixando claro, há grosso modo, que existe poder econômico ativo numa parcela boa de imperatrizenses.

Obviamente, Zé Ramalho tem uma história de sucesso que por si só é propagada. Todavia, são anos e anos de carreira e sapiência. Para o show acontecer aqui, foi necessário um trabalho conjunto dos produtores locais com os de Araguaína e Palmas, numa logística que fosse viável e aceita pelo artista. E se o caminho das pedras nos ensina que a parceria é a mola propulsora do sucesso, por que deixamos passar por aqui o Jota Quest lá mesmo em Araguaína e o Frejat logo ali no Riachão? Por quê?

É duro constatar que é a própria mídia local que cria seus monstros, alimenta suposições, ausentando-se de tocar outros estilos musicais e de promover cultura como de fato deve ser propagada. Na lógica do mercado, você deve primeiro fomentá-lo. Se as TVs e as rádios dia e noite deslizam na mesma plástica [parabéns ao produtor Zé Filho pela iniciativa e que continue assim], como diabos é possível vender um show fora daquilo que não é tocado? Impossível, praticamente.

E nesse vazio que há entre a propagação de música popular brasileira de nível e a insistência de repetir a idéia tola que não há público “para isso e para aquilo”, certas peculiaridades surgem no show como de Zé Ramalho, como o questionamento dos valores dos ingressos. E a justificativa recai novamente no fator mídia, que não atuam nessa linha de música fazendo valer um circuito de shows. Conheço uma Agência de shows que detém praticamente 30 bons artistas brasileiros, mas não conseguem emplacar na agenda deles pelo simples fato de Imperatriz estar de fora do circuito musical de São Luís, Marabá, Palmas e a bendita Araguaína.

Esse texto não é uma resenha do show de Zé Ramalho e não tem nenhuma intenção de desprestigiar outros estilos, mas não poderia deixar de registrar mais uma vez que não devemos apostar na autodepreciação do público de Imperatriz e muito menos ignorar as massas na tangente que por ser menos informados e às margens do acesso à cultura não podem saborear ao vivo e a cores “Chão de Giz”, “Admirável Gado Novo”, “Avohai”, por exemplo.

A idéia é utópica, mas faz bem para alma e para os ouvidos.

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Após duas décadas, Zé Ramalho faz grande show hoje em Imperatriz


O cantor paraibano Zé Ramalho vai levar ao delírio os amantes de MPB e rock em show memorável hoje, dia 1º de setembro em Imperatriz – (MA), após duas décadas. A última vez que esteve na cidade na década de 90, abandou o palco por motivos técnicos.

Vinte anos depois, no show que acontece na área interna do Centro de Convenções e promete ser inesquecível. Estrutura de palco, som e iluminação é a mesma utilizada por grandes artistas e bandas que tocam em Palmas, capital do vizinho estado Tocantins.

O músico e sua banda vão animar o público da Região Tocantina com grandes sucessos, como "Avôhai", "Chão de Giz", "Admirável Gado Novo", além de mesclar com músicas do CD recém-lançado “Zé Ramalho canta Beatles”, onde as músicas dos garotos de Liverpool ganharam uma releitura mais nordestina e à brasileira.

O show está previsto para começar por volta das 00h15, precedido pelas atrações locais: banda Pilantropia e Neném Bragança, ás 22h e 23h45, respectivamente.

Em menos de uma semana de divulgação da data do show, os ingressos do Camarote Open Bar esgotaram, mas ainda há disponíveis ingressos individuais e mesas com direito a quatro convidados, nas lojas Tok Bolsas, Levada Elétrica, Atena 01, O Boticário do Timbira Shopping e Di Petrus no Tocantins Shopping Center.

O evento é uma promoção da Play Show e maiores informações ligue nos números 3524-0306 (Leveda elétrica) ou 9171-5304 (Zé Filho).

(Redação Portal Itz com informações de Angra Nascimento)

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Roseana Sarney convida senador João Alberto para evitar briga do cunhado


É provável que na próxima semana o senador João Alberto (PMDB-MA) apresente à Mesa Diretora do Senado Federal um pedido de licença do mandato para assumir a Secretaria de Ações Estratégicas do governo do Maranhão. O convite foi feito nesta semana pela governadora Roseana Sarney (PMDB), mas a posse no Executivo estadual depende de uma conversa entre ambos, o que deve ocorrer na quinta-feira (1), quando João Alberto retorna a São Luís.

Ao decidir chamar o senador para o Maranhão, Roseana adota a estratégia de contornar duas vertentes da política local. A primeira é evitar que o Democratas deixe a base do governo. Desde o ano passado, o partido não se entende com a governadora, embora um de seus principais financiadores de campanha seja amigo da família Sarney de longa data.

Trata-se de Mauro Fecury, proprietário da universidade Uniceuma, cujo filho, Clóvis Fecury, é primeiro suplente de João Alberto. Clóvis foi deputado federal por três legislaturas, mas desistiu da reeleição no ano passado ao ser alçado à suplência depois de negociação conturbada.

A chegada de Clóvis Fecury ao Senado amplia o número de suplentes para mais de 20 parlamentares. São personagens com direito a voto nas comissões e no plenário, embora não tenham sido votados pelo eleitor. É o caso do senador Lobão Filho (PMDB-MA), suplente do pai Édison Lobão (PMDB-MA), que comanda o Ministério das Minas e Energia; de Ana Rita (PT-ES), que subiu à Câmara Alta com a eleição do governador Renato Casagrande (PSB); e de Casildo Maldaner (PMDB-SC), que se beneficiou com a renúncia de Raimundo Colombo (DEM-SC), governador de Santa Catarina.

A entrada de João Alberto no primeiro escalão do governo maranhense também serve à administração que está bastante prejudicada por brigas internas. De um lado está o cunhado de Roseana, o secretário da Saúde Ricardo Murad (PMDB), e de outro o secretário da Casa Civil, Luiz Fernando. Os dois disputam uma queda de braço que tem como pano de fundo as eleições estaduais de 2014. João Alberto chegaria ao governo com poderes mais amplos que a secretaria estratégica sugere.

Além disso, o convite ao senador tem a mão do senador José Sarney (PMDB-AP), que sabe que a filha não está controlando muito bem a máquina administrativa, assim como tem dificuldades de relacionamento com os deputados estaduais na Assembleia Legislativa. João Alberto é um fiel assessor da família Sarney e chegou novamente ao Senado graças a um esquema político, onde todo o grupo Sarney trabalhou para a sua eleição.

Fonte: http://ucho.info

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Ildon Marques desprestigia encontro do DEM em Imperatriz

"Não tem jeito mesmo para Seu Ildon, por mais que a gente fale, ele não consegue mudar. Ele não gosta dessas coisas". Foi assim que um fiel escudeiro do ex-prefeito de Imperatriz, Ildon Marques, se referiu a ausência do empresário no encontro do DEM que aconteceu no último final de semana.

Para "seu" Ildon: a porta da rua é a serventia da casa.
(Foto: Pinheiro)
No encontro, a Comissão Provisória dos Democratas foi eleita e também filiou novos membros à sigla. Ildon Marques é um dos filiados mais graduados do partido e pretenso candidato a prefeito de Imperatriz, mas talvez por optar em mudar para o PMDB, "seu" Ildon entenda que não deva mais participar de reuniões do DEM, aliás, nunca as fez de fato mesmo.

A ex-secretária de Saúde, Rosângela Curado, foi lançada no encontro como pré-candidata a prefeita, uma forma de estepe, caso Ildon não consiga superar os muitos entraves jurídicos que possui. De qualquer forma, há quem diga que ele disputa a prefeitura a qualquer custo e que Rosângela será sua vice.

Ildon Marques tem a frieza primordial de tratar a maioria dos seus partidários com certa indiferença. Compreende que a maioria deles funcionam mais como bucha-de-canhão e que sua autonomia financeira não lhe permite baixar a guarda e muito menos posar de bom moço ao lado dos seus pares. Nos bastidores políticos, é corriqueiro o comentário que "Ildon não é homem de grupo; as pessoas que fazem o grupo pra ele".

O ex-prefeito sabe como poucos equalizar isso à frente da prefeitura, pois para ele, o minimo já satisfaz a quem se escora por um voto e quem do "grupo" pensar o contrário, vale a máxima: a porta da rua é a serventia da casa.

Em reunião, bicadas entre tucanos continuam

Na última sexta-feira, dia 26, o PSDB de Imperatriz se reuniu em sua sede e segundo um tucano de alta plumagem, confessou ao blogue que "ficou tudo na mesmice... o pessoal se encontram pra discutir as mesmas coisas de sempre".

Sem pauta aparente, a reunião manteve o clima de reivindicações pessoais, onde alguns lamentaram não ser atendidos por secretários do município, como se a filiação partidária fosse um principio para a gestão pública atuar. Do mesmo time, outros mais "ousados", questionaram que o prefeito "só dá guarita para os adversários".

Para nosso amigo-tucano em particular, "nem compensa o prefeito participar dessas reuniões" e completa: "é só cobrança, ninguém apresenta nada e nem questionam o comportamento de certos filiados que se voltam contra a prefeitura".

Alinhado ao prefeito, nossa fonte tem o dever de preserva-lo nessas discussões, mas sabe que a toque de elefante, a pratica de agasalhar nas asas do poder os membros do partido é quase institucionalizada no Brasil, porém na lógica política, não custa lembrar: vale mais quem pesa mais.