O título da postagem foi inspirado no juris-filósofo Japonês, folclórico personagem da política local, que nas horas vagas, faz às vezes de fotografo. Airton Japão, como também é conhecido, indagava na Boca Maldita (leia-se Banco do Chico), o motivo de Carlinhos Amorim (PDT) realizar uma caminhada com a temática de paz, se, na concepção dele, não há no momento em Imperatriz uma situação de emergência e/ou um crime de comoção popular através da mídia, conflito civil e algo do tipo que necessite de uma manifestação popular.
 |
Com Flávio Dino novamente na cidade, campanha de Carlinhos Amorim ganha outra vez mais visibilidade (Foto: Pinheiro)
|
A indagação de Japonês, ainda que seja uma brincadeira típica dele, chama atenção, não pelo fato que a manifestação não seja válida, porém parece sair um pouco do contexto da campanha, justamente no momento de efervescência nesta reta final. O programa eleitoral e nas inserções de Carlinhos, até agora mostrava um candidato que avançaria no ataque aos seus adversários, mas agora parece levantar uma bandeira branca. Carlinhos lança mão da estratégia de sair pela tangente propondo ou querendo vender à ideia que não mudou de lado, que mantém uma postura de oposição, que segue o ideal de Jackson Lago, mesmo a família (esposa e filho) do ex-governador estarem em outro palanque na cidade.
A
caminhada da paz, trocando em miúdos, foi uma forma de ter um tema que justificasse a presença de Flávio Dino no evento. Nada mais que isso. Infelizmente, nem o conceito de ter o presidente da Embratur como nome de oposição ao governo do estado, assim como tal seria a campanha de Carlinhos, não conseguiu emplacar um tema mais palpável que fizesse diferença entre os eleitores imperatrizenses. A massa, parece preferir o chão preto a o debate ideológico entre a esquerda, direita ou situação, seja lá o que for isso. Mas é bom lembrar, como bem disse o filósofo alemão Nietzsche, “onde as massas têm o poder de decidir, a autenticidade se torna supérflua, nociva e prejudicial”.
No release enviado a imprensa que anunciava a caminhada da paz, cita como ponto da manifestação a falta de investimento na segurança pública. Dissonante do discurso à prática, como deputado estadual Carlinhos até que tem uma ou outra iniciativa nesse sentido, mas nunca conseguiu reverberá-la, nem ao longo do seu mandato e muito menos em seu programa eleitoral. Quase ou nada se sabe da sua ação parlamentar. Carlinhos peca, em muito, em sua comunicação. Uma pena, de verdade.
Voltemos ao nosso ilustre personagem Japonês, que entre uma tragada e outra no US (devidamente com o filtro furado com palito de dente), ouvia no celular algumas observações sobre a caminhada da paz. Segundo Japão, a colunista social Tereza Eugênia estaria do outro lado da linha, alegando que Flávio Dino usava camiseta vermelha, destoante dos demais manifestantes, que estavam de camisetas brancas. Para Japonês, Tereza estava enciumada, pois com a mistura das duas cores, o evento com fanfarras e serpentinas lembrava em muito o baile vermelho e branco, organizado pelo também colunista Jonas Ribeiro.
Ironia à parte, é bom saber que o PCdoB de Flávio Dino ainda mantém gás na campanha de Carlinhos. Quanto mais barulho fazerem nessa reta final, melhor para o debate de ideias.