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sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Suzano emite Nota de Esclarecimento sobre morte de trabalhadores

Por e-mail, a Assessoria de Comunicação da Suzano enviou a seguinte nota abaixo:

"Sobre o acidente ocorrido hoje, dia 21 de setembro, às 10h30, na obra da fábrica da Suzano Papel e Celulose, em Imperatriz (MA), informamos que o mesmo se deu na área de montagem de uma das caldeiras da fábrica. Cinco trabalhadores da empresa Irmãos Passaúra ( contratada da Metso para a montagem das caldeiras) foram envolvidos neste acidente, sendo que dois deles vieram a óbito. Os outros três acidentados passam bem, após socorro imediato.

As empresas aguardam o resultado da perícia técnica que vai esclarecer as causas reais do acidente.

A Irmãos Passaúra está tomando todas as providências para dar a assistência necessária às famílias dos envolvidos.

É com pesar que comunicamos o ocorrido e nos solidarizamos com os familiares, colegas de trabalho e com a comunidade de Imperatriz".

Fábrica da Suzano em Imperatriz
(Foto: Samuel Souza)

Duas pessoas morrem no canteiro de obras da Suzano em Imperatriz

Do blog João Rodrigues

Dois operários de uma empresa prestadora de serviços morreram em um acidente numa plataforma em construção no “sitio” da Indústria Suzano Papel e Celulose, na zona rural de Imperatriz, no sudoeste do Estado. Vários operários ficaram feridos e há informação de pelo menos mais uma morte de uma pessoa a caminho do hospital, mas a assessoria da Suzano não confirma essa informação.

Local onde está sendo construída a "caldeira" da fábrica da Suzano em Imperatriz
(Foto: Samuel Souza)
O acidente se deu por volta das 10h30 desta sexta-feira (21), quando uma viga de ferro que estava sendo erguida por um guindaste caiu sobre o local onde estavam alguns operários. Morrreram na hora, Gilmar Pereira Norberto, da cidade de Pinheiro (MA) e Jorlandi Pereira, de São Luis, que são funcionários da empresa Irmãos Passaúra. As famílias das vítimas já foram avisadas.

Representantes do Ministério do Trabalho, Sindicado dos Trabalhadores da Construção Civil, Corpo de Bombeiros e Instituto Médico Legtal e Institito de Criminalistica (IML/Icrim) estão no local. Após o acidente todos os funcionários foram liberados.

Cultura Negra: III FESTIAFRO acontece hoje em Imperatriz

Conforme lançamento do cronograma de ações 2012, a próxima atividade a ser realizada com a participação das escolas públicas de Imperatriz, referente à Lei 10.639/2003 (Ensino de História e Cultura Afro-Brasileira e Africana) será o III FESTIAFRO (Festival de Interpretação Teatral de Literatura Negra - Poema, Conto e Crônica).

Apresentação de alunos no I Festiafro no Teatro Ferreira Gullar
(Foto: Cida Marconcine)
As datas para realização do mesmo serão as seguintes:

* 20 e 21 de setembro/2012: Pré-seleção, na Academia Imperatrizense de Letras

* 27 de setembro/2012: Fase Final, no Teatro Ferreira Gullar

PARTICIPANTES

- Estudantes, regularmente, matriculados(as) nas escolas públicas estaduais, federais e/ou municipais (Ensino Fundamental e Médio), sendo que os(as) mesmos(as) concorrerão em categoria única.

APRESENTAÇÃO

- O trabalho apresentado deverá tratar:

· Temática: História e cultura afro-brasileira e africana;
· Temática: Pluralidade étnico-cultural ou Diversidade étnico-racial;
· Obras de autores afro-brasileiros ou africanos;
· Obras literárias que abordem a Luta contra o Racismo, Preconceito e Discriminação Racial.

- Desde que esteja de acordo com as temáticas acima, o texto pode ou não ser de autoria dos(as) próprios(as) estudantes, visto que será avaliado o trabalho de interpretação teatral.

Texto: CEIRI

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Investimento de risco: Após pesquisa não divulgada, Escutec realiza outra peregrinação dos números em Imperatriz

A dança dos números das pesquisas eleitorais na Terra do Frei apesar de seguir o rito da dúvida, tem de fato valores reais para aqueles que jogam o jogo político e apostam suas fichas no que, em tese, pode ser o melhor investimento. A última pesquisa realizada pela Escutec por aqui serviu para mostrar números da corrida à prefeitura para, digamos, um grupo de investidores.

Como se sabe, os números não foram divulgados. Deveria ter saído na edição do último domingo, 16, do jornal O Estado do Maranhão. Nos bastidores, apura-se que a pesquisa fora encomendada por um dos braços de Ricardo Murad. Tal braço representa um possível novo grupo de financiadores da campanha de Rosângela Curado (DEM), que pontuou muito abaixo na pesquisa feita pela Escutec. A turma chegou à conclusão que até o dia 7 de setembro não compensaria empregar maior esforço financeiro na candidatura de Rosângela, sendo que apenas o básico do básico, o mínimo do mínimo, seria destinado através da cota do deputado Antônio Pereira, que vive um perene danado também com outros candidatos em algumas cidades da região.

O fechar da torneira para a campanha da “mãe da saúde” refletiu na falta de combustível para os carros de som e para alguns candidatos a vereadores. O dinheiro para fazer a manutenção da equipe de rua, ficou também a conta-gotas. Para completar, alguns profissionais da mídia também estão a ver navios. O dinheiro que chegou foi praticamente todo destinado para a confecção de bandeiras. A estratégia nesta reta final é tornar a campanha superficialmente mais visível.

Não é mera coincidência que nessa semana a equipe de estratégias mirabolantes de Rosângela lançou mão do apático adágio “tostão contra o milhão”, usado pelo companheiro de chapa Pastor Laércio no programa eleitoral e no discurso evasivo de Ildon Marques no bairro Bacuri, um raro caso de cabo-eleitoral que pede voto, sem votar, afinal o “pisada” teve seus direitos políticos cassados. De qualquer forma, o discurso de uma campanha sem dinheiro calhou bem para o ex-prefeito, já que da parte dele não haverá nenhuma ajudinha nesse quesito. Ninguém dos Democratas tem a ousadia de “passar o chapéu” lá no sítio do Bom Jesus.

Caso raro: cabo eleitoral que não vota
(Divulgação)

Agora, a Escutec volta para a cidade. A nova pesquisa iniciou dia 18 e vai até o dia 21. Mais uma vez o resultado é para sair na edição do próximo domingo, 23, no jornal da famiglia. Desta vez, os números da Escutec podem consolidar a pesquisa do Ibope, que será divulgada ainda hoje, 20, na segunda edição do jornal da Mirante. Se isso acontecer, estaremos vendo na próxima semana uma ode ao ódio com o destempero de propostas políticas e a inútil acidez de ataques pessoais.

A liturgia do desespero começou.

terça-feira, 18 de setembro de 2012

Vice-presidente do PT condena declaração de apoio de Domingos Dutra a Carlinhos Amorim

Como o blog já havia anunciado, o deputado federal Domingos Dutra (PT) oficializou apoio à candidatura de Carlinhos Amorim (PDT). O deputado realmente ignorou a candidatura própria do PT local através de Adalberto Franklin e, ironicamente, associa qualquer aliança política e/ou institucional com os Sarneys como uma espécie de pacto demoníaco, mas esquece de que a famiglia tem voz e vez no governo federal de Dilma/Lula, como se os dois maiores líderes petistas estivessem acima do bem e do mal.

O blogueiro Robert Lobato postou em seu blog um comentário pertinente sobre a declaração de Dutra e ainda revela a manifestação de Manoelzinho da Conceição, vice-presidente do PT maranhense, sobre o fato.

Vejamos:

O vice-presidente municipal do PT de Imperatriz, Manoel Pinto Santos, fez duras críticas ao deputado federal, Domingos Dutra, pelo fato ter aparecido em vídeo declarando apoio ao candidato do PDT a prefeito da cidade, deputado estadual Carlinhos Amorim.

A indignação do dirigente é porque o PT tem candidato próprio a prefeito de Imperatriz, o jornalista e historiador Adalberto Franklin que, além de petista, é da mesma força política interna da qual Dutra faz parte, a tal “Resistência Petista”.

Mas, porém, entretanto, os interesses político-pessoais de Dutra falaram mais alto e o deputado acabou por optar por uma candidatura de outro partido, a mesma apoiada pelo presidente da Embratur, Flávio Dino.

Foi o suficiente para que o Manoel Santos, carinhosamente chamado pelos petistas de “Manoelzinho da Conceição”, por ser filho do histórico líder camponês, Manoel da Conceição, aquele mesmo que “acompanhou” Dutra numa greve de fome, em 2010, fosse para cima do deputado.

Dutra com o senhor Manoel da Conceição, pai
de "Manoelzinho", vice-presidente do PT no Maranhão
(Foto: Agência Câmara)

Abaixo, o desabafo do vice-presidente do PT de Imperatriz:

“Vejam só o descalabro do dep. Domingos Dutra: o próprio Lula gravou um programa para rádio e televisão pedindo voto para o nosso HONRADO E HISTÓRICO MILITANTE do PT em Imperatriz e região, o COMPANHAEIRO ADALBERTO FRANKLIN, que é o candidato do PT em Imperatriz, que disputamos as eleições em chapas próprias, tanto majoritária quanto proporcional. Pois bem, o dep. Domingos Dutra, num ato inimaginável de covardia e infidelidade partidária, coloca-se como deputado do PT na defesa de uma candidatura de outro partido, que, na disputa local, é adversária do PT. Ao fazer isso expressamente em cores, voz e imagem, o deputado Dutra ignora e nega totalmente a existência da candidatura própria do PT em Imperatriz e do próprio partido ao qual é filiado. Lamentável, Nojenta, indignante e imperdoável a atitude do dep. Domingos Dutra.”

Agora, os seis minutos de falatório de Dutra que causaram revolta em Manoelzinho da Conceição e nos petistas de Imperatriz:

Quem ganhou e quem perdeu com a greve nas universidades

Marco Prates - Exame.com

Após quatro meses de greve, terminou a paralisação em absolutamente todas as 59 instituições federais de ensino superior do país. O movimento vinha perdendo força semana a semana. Segundo o Ministério da Educação, apenas 13 universidades estavam completamente paralisadas até o último fim de semana.

A hora de retomar/repor as aulas não vai ser fácil para ninguém. Veja quem ganhou e quem perdeu na queda de braço que foram os quatro meses de paralisação.

Alunos – perderam
Os alunos começam agora a lidar com a ideia de que só terminarão em 2013 o que deveria acabar até dezembro deste ano.

Os estudantes da Universidade de Brasília (UnB) e do Maranhão (UFMA), por exemplo, finalizarão apenas em março do ano que vem o segundo semestre de 2012.

O calendário só volta ao normal mesmo em 2014.

No caso da UnB, a greve durou um mês a menos que outras instituições: 90 dias. A previsão é, portanto, que muitas universidades tenham aulas de 2012 pelo menos até abril do próximo ano.

Os alunos foram prejudicados de várias formas com a paralisação. A greve foi complicada, por exemplo, para quem estava em um estágio com um emprego engatilhado após se formar, mas dependia do diploma para assumir.

Professores - perderam
Eles até tiveram reajuste acima das outras categorias que participaram da grande greve do funcionalismo este ano. Enquanto os demais terão reajuste de 15,8%, os docentes conseguiram de 25 a 40% em até três anos.

Mas a sensação foi de perda da luta, como demonstra comunicado de encerramento da greve emitido pelo Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes-SN) neste domingo.

Segundo os professores, o Projeto de Lei enviado por Dilma ao Congresso “desestrutura ainda mais a carreira, descaracteriza o regime de trabalho de dedicação exclusiva, fere a autonomia universitária”.

Para encerrar a greve, os professores foram tomados pelo pragmatismo, já que o governo não havia cedido um dedo desde que encerrou oficialmente as negociações, no início de agosto. Na época, um acordo foi assinado com o Proifes, que representa a minoria dos professores.

E a cada dia, mais universidades tomavam a decisão individual de deixar a greve.

Na nota do Andes, os dirigentes afirmam que a luta “segue”, embora não estejam previstas paralisações.

Seja como for, o que eles mais queriam - a reestruturação do plano de carreira - não foi obtido.

Governo – ganhou?
O governo demorou a negociar com os professores, a primeira categoria a entrar em greve, no dia 17 de maio.

E até dar tudo por encerrado, no dia 3 de agosto, teve de rever sua posição apenas uma vez, oferecendo uma segunda proposta. Foi quando parou nos 25-40% de aumento, no estilo pegar ou largar.

Embora seja acusado de fazer um acordo ilegítimo – ao assinar com uma associação menos representativa dos docentes - o governo manteve com os professores o mesmo tratamento dado ao resto dos servidores: de que não tinha folga orçamentária para mais nenhum centavo sequer de reajuste.