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sábado, 22 de janeiro de 2011

Vice-prefeito: fala que eu te escuto

Na conjuntura da sociedade da informação, utilizar os meios midiáticos para propagar idéias não apenas representa chegar ao maior número de pessoas, mas que a comunicação seja imediata, quase que instantânea, beirando o tempo real. O programa da Igreja Universal, Fala Que Eu Te Escuto, é destas grandes sacadas, onde através do telefone assuntos são debatidos com a maestria da interatividade.

Para tentar falar com prefeito,
vice-prefeito cria blog.
Na sociedade de um modo geral, as relações pessoais ganham fôlego através das redes sociais. Lançar mão de tais ferramentas é bem-vindo também na esfera política. Gestores públicos devem usar e abusar da internet para criar um canal de comunicação mais próximo e imediato com os cidadãos. Esta semana que passou, a blogosfera ganhou mais um adepto, trata-se do vice-prefeito de Imperatriz Jean Carlo (PDT). Creio de tanto os blogs comentarem e o buchicho a mil do rompimento do PDT com Madeira e o namoro em praça pública com Roseana, Jean criou seu próprio espaço, nem tanto para se comunicar com a sociedade, mas para tentar falar com o prefeito sem interlocutores.

Podado da imprensa local, que em boa parte é pautada pela prefeitura, Jean começou a emitir suas opiniões e avaliações sobre o atual momento político na cidade. Historicamente concebeu-se erradamente que o papel de vice é ficar em surdina, como se fosse participativo possa atrapalhar a gestão do prefeito. O que diferencia Jean Carlo dos últimos vice-prefeitos, é que seu peso vale o apoio de Jackson Lago no último processo eleitoral. Ignorar este fator é meter os pés pelas mãos. Porém, ter lucidez política no ápice da ascensão e manutenção do poder, gera realmente um desconfiômetro por parte do prefeito para com seu vice, pois os planos de outrora já não são mais os mesmos de hoje. Como bem dizem por aí: a fila anda.

Portanto faz bem o PDT sair da sombra, ainda que seja um tanto estranho acessar o blog do vice-prefeito da cidade e deparar com um post intitulado “Acorda Madeira”, e é ao mesmo tempo bacana de ler outro chamado “Mudar Imperatriz não é mudar para Roseana”. Pelo menos na blogosfera a máxima “fala que eu te escuto” se aplica a Jean Carlo.

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Assessoria Caldo de Peteca

Como era de se esperar, o nome de Adhemar Freitas não foi emplacado para assumir a nova Gerência Regional em Imperatriz. Para o fiel escudeiro de Roseana, deram o cargo de Assessor Especial da Casa Civil, cujo secretário é Luís Fernando Silva, ex-prefeito de São José de Ribamar. É o típico de cargo que trocando em miúdos, só onera os cofres públicos, na prática infelizmente não tem efeito nenhum. Quem não se lembra do Pastor Porto nomeado para Assessoria Especial da Prefeitura? Pois é...

Freitas até que tentou garantir a vaga, fez os devidos contatos, contou com a ajuda dos velhos bajuladores da imprensa local e a forcinha de alguns políticos amigos. Roseana parece ter cansado dos antigos tapinhas nas costas por parte dos seus assessores. Em duas situações visitando Imperatriz, a governadora ficou chateada por não saber da morosidade nas obras da Av. Pedro Neiva de Santana e da estrada interditada que liga ao município de Davinópolis. Estarrecida, já dava sinais que iria mudar os nomes aqui na região. Dito e feito!

E com a proximidade de Madeira com Roseana, já se especula desde a semana passada o nome de Célio Louza para assumir a Gerência Regional. Se isso acontecer, oficializa de fato o casamento do prefeito com a governadora. De qualquer forma, Louza tem o perfil imaginado pelo governo do estado. Dinâmico e polivalente, o tucano não é daqueles de esperar a isca para pescar, cai dentro do furacão e mete as caras. Se Roseana quer saber de verdade como anda sua situação na região e as demandas daqui, Louza com certeza não terá papas na língua. O que já pode ser demais para eles, acostumados apenas com bajulação. Todavia, é bem provável que Roseana escolha outro nome, dando continuidade ao governo do faz de conta.

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Corpos amontoados pelo chão...

O fotógrafo Pinheiro em seu blog publica algumas fotos de pais de alunos que “montaram campana” noite adentro para matricular seus filhos na escola Eliza Nunes, bairro Santa Rita. Como o número de vagas é limitado, passar a noite dormindo na fila é a saída “menos ruim” para cumprir o feito, todavia a mais degradante.

Fotos: Pinheiro
Filas enormes e que beiram a imoralidade no trato para com o ser humano tornou-se um lugar comum na esfera pública, seja aqui em Imperatriz ou não. No post, Pinheiro informa que o vereador Raimundo Roma constatou o problema e alegou que “é culpa do secretário de Educação Zeziel (...) existem muitos funcionários que poderiam vir fazer estas matriculas no dia marcado, e com isto estes pais não estariam passando por estas situações.”.

Roma às vezes soa confuso quanto a sua atuação de vereador e como repórter do programa Bandeira 2. As falhas nos serviços públicos são pautas que funcionam para seu jornal, mas não funcionam para a comunidade, apenas reverbariza uma má gestão da coisa pública e falta de atuação dos nobres edis, sendo doze deles da base do prefeito, incluindo aí o próprio Roma.

Raimundo Roma, vereador e repórter do Bandeira 2
O problema é histórico e atinge também a falta de bom atendimento nos postos de saúde. Infelizmente, não há um projeto de modernização dos serviços públicos, onde através de um programa de gestão, matrículas e marcação de consulta poderiam ser feitos tudo on-line ou nos balcões de atendimento ao cidadão. Não é coisa doutro mundo.

Hoje a prefeitura tem como herança um software adquirido por preço exorbitante, que apenas agrega poucos módulos administrativos, e incorrendo no erro, secretarias se viram através de outros tantos programas alternativos, bases de dados diferentes, linguagens incompatíveis e informações que não se cruzam.

Gestores e cidadões, hoje são reféns por não terem recursos tecnológicos a favor do bem público. É como se corpos amontoados pelo chão desse mais resultado e mais audiência. Isso se o Ministério Público fosse menos prestativo...

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Esqueletos nos armários

Não é mera coincidência pensar que no ano anterior as próximas eleições alguns “esqueletos” que estão no armário comecem a ser retirados. Daí pode-se esperar qualquer coisa, pois na política e no desenrolar dos projetos pessoais, arquitetar-se toda sorte de sujeira e podridão que dão vazão à barrocada do alvo.
José Henrique, o engenheiro denunciante e assassinado

Ontem, o blogueiro Luís Cardoso informou que a denúncia feita à Comissão de Controle da Câmara Federal pelo engenheiro José Henrique de Carvalho Paiva, envolvendo o suposto envolvimento do então deputado federal Madeira em esquema para beneficiar com emendas parlamentares construtoras escolhidas a dedo, foi reaberto pela Procuradoria Geral da República, onde o desembargador federal Hilton Queiroz trabalha para ouvir todos os citados no caso, incluindo o agora prefeito Madeira.

Como previu e temia em seu depoimento à Comissão, o engenheiro José Henrique foi assassinado. A sessão na Câmara Federal foi presidida pelo deputado Francisco Escórcio, uma espécie de menino traquino ligado estritamente à família Sarney. No blog, Luís ainda observa que “as três empresas a que se referiu à vítima, pertencem a Roberto Vasconcelos Alencar, que coincidentemente é o secretário de Obras da Prefeitura de Imperatriz, desde o início da gestão de Madeira.”.

“Esqueletos nos armários” surgem a todo o momento, muitos deles colocados escondidos ali por outras pessoas. É uma dor de cabeça a mais para Madeira, como se não bastasse os problemas administrativos que possui na prefeitura de Imperatriz, tem que conviver com a traquinagem que seus aliados aprontam.

Ouça abaixo o áudio do depoimento do engenheiro José Henrique:


terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Roseana, a rainha no tabuleiro do prefeito Madeira

Madeira sabe que têm dificuldades na reeleição. Ele não compartilha tal sentimento, pois verbalizar os problemas seria despi-lo e mostrar suas fraquezas; seus gestos entregaria suas próximas jogadas. O alinhamento administrativo com o governo do estado nada mais é que a mesma jogada usada por Roseana nas eleições passadas: Madeira ter feito, digamos, “corpo mole” na campanha de um modo geral e apenas cumprir os protocolos básicos. Em 2012, além de Roseana não entrar de cabeça nas eleições municipais de Imperatriz, ela ainda faz uma fezinha com recursos para serem aplicados por aqui. No tabuleiro político, Roseana é a rainha para Madeira; é a sua peça mais forte dentro do jogo. Não era para ser assim, mas o prefeito fez alguns movimentos errados, perdeu algumas peças que julgava não ser importante na manutenção do jogo e sacrificou outras tantas em detrimento do seu vislumbramento no poder.

Neste jogo, Roseana leva vantagem, tem o luxo de lançar três candidatos à prefeitura de Imperatriz. Madeira só conta com ele mesmo. Por isso a jogada mais viável (ainda que isolem outras peças) é ficar colado em sua rainha. Na concepção dele também, enquanto os peões (PT, PCdoB, PSB e PDT) ficam digladiando entre si por cargos e na corrida à prefeitura, possibilita uma disputa efetiva entre apenas dois nomes.

De qualquer forma, é difícil imaginar se Madeira é o jogador, o enxadrista de fato, ou mais uma peça no jogo de Roseana e da família Sarney. O fato é que, o prefeito tem todo o apoio da sociedade para sentar com o governo do estado para realizar grandes parcerias, queira os simpatizantes ou não. O erro recai em priorizar discussão política, sucessões e indicações. Existe uma bela diferença entre discutir política e discutir e fazer políticas públicas voltadas à cidade e ao estado. É o principal erro de toda esta badalação nas últimas semanas.

Todavia, também estou errado em comparar política como um jogo de xadrez. A política é um jogo de equipe, não se joga de forma individualista como se joga no tabuleiro. Porém, pelo direito ao contraditório, pode-se perguntar: se Roseana é a rainha para Madeira, quem ele elege como seu rei? Jackson Lago ou Sarney?

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Presidente do PR é assassinado em Davinópolis

O presidente do diretório municipal do Partido da República (PR), José Maranhão, foi assassinado ontem à noite (21h45) na porta da sua residência localizada na Avenida Davi Alves Silva, no Centro.

De acordo com informações, o atirador chegou a pé, avistou José Maranhão e disparou vários tiros, atingindo-o mortalmente. Agonizando, o vereador Julimar Hilarino (PTB) ainda tentou prestar socorro, levando a vítima ao Hospital Municipal de Imperatriz (HMI), o Socorrão.

O atirador, após cometer o crime, saiu correndo e fugiu com apoio de um comparsa que o aguardava logo mais a frente. A Polícia Militar foi acionada e faz diligências no sentido de identificar e prender os envolvidos no assassinato de José Maranhão.

O crime ocorreu a menos de cem metros da residência do prefeito da cidade, Francisco Pereira Lima, o Chico do Rádio, e do presidente da Câmara Municipal, Josélio do Rádio, na principal avenida de Davinópolis.

O motivo do assassinato ainda não foi revelado. José Maranhão apoiou a candidatura à reeleição do deputado federal Davi Alves Silva Júnior (PR-MA).

O corpo de José Maranhão está neste momento no IML (Instituto Médico Legal) na cidade de Imperatriz, devendo ser liberado nesta segunda-feira (17) para o velório e sepultamento.

Dois delegados estão em Davinópolis

A reportagem apurou que dois delegados foram acionados pela delegacia regional de Imperatriz e estão neste momento fazendo os levantamentos sobre o assassinato do presidente do PR, José Ferreira Nunes, o José Maranhão.

Peritos do Instituto de Criminalística (Incrim) estão fazendo uma verdadeira varredura no veículo de José Maranhão. Há informações que foram encontradas cápsulas de balas no interior do veículo da vítima.

O serviço de inteligência da Polícia Civil também participa das investigações, levantando as características dos elementos que participaram do crime.

Por Gil Carvalho (Tribuna do Tocantins)