Nos últimos meses a mídia de uma forma geral destaca em Imperatriz o crescimento da construção civil. Inúmeras são os empreendimentos oriundos principalmente da iniciativa privada, quando não pelas frentes de trabalho do governo federal no que diz respeito o programa Minha Casa, Minha Vida. Coincidência ou não, alguns analistas garantem que o apoio da gestão pública é peça fundamental para esse desenvolvimento.
Todavia não é apenas na área da construção civil que a cidade respira esse boom econômico. Outra linha de economia vem se destacando nos últimos quatro anos: é da fruticultura, mas especificamente da produção de laranjas.
A constatação é feita por um jornalista que colabora para uma revista de circulação nacional e, que, o fato de ter vários empresários migrando para essa atividade econômica na cidade, chamou atenção inclusive de conceituados produtores do estado de São Paulo que responde com mais de 80% de toda a produção de laranja no país, com boa sustentabilidade de Brasília.
Segundo nossa fonte, em Imperatriz um empresário tradicional do ramo da educação particular já goza de bom retorno financeiro após investir na produção de laranjas. Com abertura e desburocratização do incentivo fiscal, a atividade agrícola gera vários desdobramentos econômicos, como a compra de maquinário e parceria com grandes empresas nacionais, inclusive com uma em plena instalação em Imperatriz.
A nova onda do “business gig” local também despertou interesse em um profissional da comunicação, que além das atividades políticas, foi com o aporte de capital na produção de laranja que vem obtendo bons dividendos, apostando também na aquisição de transporte para escoamento dos citros, rendendo assim estabilização no ativo permanente do empreendimento.
O grande problema - aponta nossa fonte - é que como toda atividade econômica em ascensão, alguns empreendedores acabam negligenciando as regras de mercado, quando não incorrendo na sonegação fiscal e o uso de terceiros para evasão de capital.
Mesmo que a produção de laranja seja uma tendência com forte retaguarda política, não é de estranhar que uma possível linha de investigação federal com quebra de sigilo bancário, possa minar por baixo os vôos sorrateiros desses novos empreendedores de sucesso.