Escrever sobre algo ruim não é nada que satisfaça meus pés de patos. Há pessoas por questões profissionais e talvez de subsistência atuem com total natureza em noticiar fatos ruins, registrar imagens tristes e ter contato direto com o esvanecer da vida. É claro que há o grupo de pessoas que apostam nos fatos ruins por uma questão de pertencer a torcida do contra, e quando é por diferenças políticas [que em resumo, todas as partes diversas são na verdade a mesma coisinha], algo ruim naturalmente é louvável.
Não é o caso deste post, mas o que escreveu o professor Denis em seu blog precisa ter repercussão. Ele comenta sobre a matéria veiculada na TV Difusora sobre a morte de cinco crianças durante a semana no Socorrinho, além do péssimo atendimento que ali acontece. É de lamentar que não este assunto em si, mas sobre o mau funcionamento do Socorrinho foi pauta do jornal Correio de Imperatriz na semana passada. A reportagem do jornal não teve a devida atenção e do alto das tamancas, a administração deu com os ombros o que o semanal visava apurar. Duvido muito que algo por lá, após o jornal ter exposto o pensamento de algumas mães, tenha mudado de fato. Digo isso, pois é natural que gestores públicos ignorem certas denúncias por achar que são perseguição e intriga da oposição. E que seja! Não muda a fonte do problema e a urgência de resolvê-lo.
Antes de o jornal Correio noticiar, da TV Difusora pautar o falecimento das crianças e do nosso amigo Denis repercutir, já havia recebido de um amigo de longas datas, a queixa em relação ao Socorrinho, quando ele passou pelo sufoco de ter seu filho recém-nascido “atendido” por lá. Era meu próximo assunto.
O que fica mais claro é que o antigo secretário de Saúde, infelizmente não dava conta do recado. Nada contra a pessoa dele, mas como gestor, não era funcional. Prefeito Madeira por falta de ter alguém de confiança, aposta suas fichas na própria esposa. Ela pegou uma pasta cheia de remendos, com vários furos e uma sangria difícil de estancar.
Crucial momento, para marido e mulher - médico e médica – onde a paciência para tomar as rédeas, para o povo, o seu tempo diferem e não é o mesmo quanto a morosidade do pensar/agir politicamente. Conflito do qual a saúde pública não espera.




