Em manutenção
1 2




sábado, 30 de janeiro de 2010

Mortes no Socorrinho

Escrever sobre algo ruim não é nada que satisfaça meus pés de patos. Há pessoas por questões profissionais e talvez de subsistência atuem com total natureza em noticiar fatos ruins, registrar imagens tristes e ter contato direto com o esvanecer da vida. É claro que há o grupo de pessoas que apostam nos fatos ruins por uma questão de pertencer a torcida do contra, e quando é por diferenças políticas [que em resumo, todas as partes diversas são na verdade a mesma coisinha], algo ruim naturalmente é louvável.

Não é o caso deste post, mas o que escreveu o professor Denis em seu blog precisa ter repercussão. Ele comenta sobre a matéria veiculada na TV Difusora sobre a morte de cinco crianças durante a semana no Socorrinho, além do péssimo atendimento que ali acontece. É de lamentar que não este assunto em si, mas sobre o mau funcionamento do Socorrinho foi pauta do jornal Correio de Imperatriz na semana passada. A reportagem do jornal não teve a devida atenção e do alto das tamancas, a administração deu com os ombros o que o semanal visava apurar. Duvido muito que algo por lá, após o jornal ter exposto o pensamento de algumas mães, tenha mudado de fato. Digo isso, pois é natural que gestores públicos ignorem certas denúncias por achar que são perseguição e intriga da oposição. E que seja! Não muda a fonte do problema e a urgência de resolvê-lo.

Antes de o jornal Correio noticiar, da TV Difusora pautar o falecimento das crianças e do nosso amigo Denis repercutir, já havia recebido de um amigo de longas datas, a queixa em relação ao Socorrinho, quando ele passou pelo sufoco de ter seu filho recém-nascido “atendido” por lá. Era meu próximo assunto.

O que fica mais claro é que o antigo secretário de Saúde, infelizmente não dava conta do recado. Nada contra a pessoa dele, mas como gestor, não era funcional. Prefeito Madeira por falta de ter alguém de confiança, aposta suas fichas na própria esposa. Ela pegou uma pasta cheia de remendos, com vários furos e uma sangria difícil de estancar.

Crucial momento, para marido e mulher - médico e médica – onde a paciência para tomar as rédeas, para o povo, o seu tempo diferem e não é o mesmo quanto a morosidade do pensar/agir politicamente. Conflito do qual a saúde pública não espera.

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Lixo hospitalar de Imperatriz

O sempre atento Wilson Leite apresenta em seu blog um vídeo que faz cair à cortina da coleta do lixo hospitalar na cidade de Imperatriz e o destino inapropriado que segue. Lixo por aqui sempre foi problemático. Passa pelas licitações suspeitas, contratos duvidosos e funcionamento inadequado. Mesmo que o problema seja uma herança, os discursos dos gestores na área são fantasmagóricos, não há gestão ambiental de verdade, não ocorre nenhuma política pública efetiva em relação à coleta e do destino do lixo, seja ele hospitalar ou não.

Projetos, planejamento... são coisas que compõe um universo irreal, e olha que há na cidade vários professores de escolas públicas e até mesmo privadas que realizaram brilhantes iniciativas com seus alunos lá no lixão, só que sem o devido apoio público [fundamental], a ressonância destes projetos é quase nula. Os recipientes coloridos da coleta seletiva são bonitinhos, mas não adianta nada se lá no lixão tudo se mistura. A “usina” de reciclagem que ali existia, inexplicavelmente evaporou diante a fumaça negra da administração pública. Lá, mães dão luz e fugitivos da Cerec se escondem. Os olhos da justiça, Ministério Público, Direitos Humanos, Conselho Tutelar, Pastoral da Criança e demais outros, estão fechados com arame farpado.

Neste meio, entre ratos e vermes, sujos e asquerosos, sangue seco e larvas amarelas levam-me a pensar que o conforto da hipocrisia e da alegoria carnavalesca de suas idéias e discursos, é lá no lixão, aos nossos camaradas políticos, a tão merecida morada.


quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Shoppings de Imperatriz: mercado, ascensão e concorrência

Escrevi um post sobre o Rio Anil Shopping fazendo coro a nota do jornalista Willian Marinho [jornal O Progresso, edição impressa] a respeito do nome nada apropriado do empreendimento para a cidade de Imperatriz. Uma fonte ligada a uma prestadora de serviço do novo shopping revelou ao blog que o nome é adotado de forma padrão, assim como também a estrutura física, engenharia e decoração. O anúncio do Rio Anil na principal TV de Imperatriz gerou um reboliço no mercado, fazendo que cerca de 15 lojas cancelasse a reserva [sem compromisso, diga-se] noutro, no Tocantins Shopping, pegando de surpresa seus empreendedores, que agora estão elaborando nova campanha para atrair outros lojistas.

Nos bastidores a disputa é acirrada não só em oferecer a melhor estrutura, mas também os melhores atrativos. Segundo a fonte, no Rio Anil o estacionamento não será problema, a área construída é cerca de 50.000 m². São previstas em média de 160 a 180 lojas, entre elas as principais cotadas são Americanas, Riachuelo e C&A. Serão 6 salas de cinema da rede CineSystem. O bom é que o imperatrizense vai poder saborear as redes de lanches Bob´s e Giraffas em dois lugares. Os proprietários do Tocantins Shopping prevendo problemas no trânsito nas imediações estariam estudando a possibilidade de comprar um terreno próximo para ampliar o estacionamento.

Imperatriz no passado ensaiou algumas vezes a onda do shopping Center. Lembro que tivemos aqui, salvo engano, a Amanda Shopping. Funcionava onde hoje é a loja Gabriela, antigamente Lojas Onogás, ali na Praça de Fátima. Uma pequena galeria também funcionou por pouco tempo na Rua Luís Domingues, nos fundos da Liliani. Outro pequeno “shopping” foi no primeiro piso do Hotel Shallon. Todavia, o que mais representa o não sucesso do setor foi o Imperatriz Shopping, engolido pelo amplo Timbira Shopping à época. Infelizmente, não se conhece nenhum registro fotográfico destes empreendimentos em funcionamento.

Agora, a realidade é outra e Imperatriz vive o aquecimento deste mercado. A concorrência no setor estimula a criatividade dos investidores, e o cenário urbano na cidade vai mudando. Abre até o debate: “pensando Imperatriz para os próximos 10 anos”.

Clandestinos oficiais

O protesto dos mototaxistas foi divulgado ontem em primeira mão no blog de Isnande Barros, e hoje no jornal O Progresso destaca como matéria de capa. Os números não são precisos, mas é perceptível aos olhos dos comuns o sem número não apenas de mototaxistas, assim como também de táxi “lotação” não oficiais que circulam na cidade de Imperatriz. O problema não é de hoje e sem soar pessimista, é algo que vai demorar muito para ser contornado.

As chamadas atividades clandestinas é o calcanhar-de-aquiles para qualquer gestão pública. Mexe principalmente com o capricho de agentes políticos e de grupos que organizados rendem ou não votos. E como todo gestor age pensando na urna, problemas como este são empurrados com a barriga.

Colocar agentes de trânsito para multar e fazer aquela fiscalização “faz de conta”, apenas estimula a prática da clandestinidade. Seria um deus-nos-acuda se os veículos sem a devida licença para atividade fossem apreendidos e encaminhados para o pátio do órgão responsável. Neste vespeiro ninguém quer mexer de verdade. Fora isso, o resto é conversa fiada e nenhuma teoria acadêmica, discussão em congressos, seminários, receita de bolo de livros especializados, nada conta, se no final o importante é não largar o osso do mandato.

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

O certo e o errado do aliado político

Os últimos acontecimentos típicos do cenário cotidiano do Bandeira 2 e com certo quê de Programa do Ratinho, envolvendo ameaça de morte e levando nossos camaradas políticos a Permanência do 1° DP, é sem dúvidas nenhuma um faca de dois gumes, tanto para o denunciado quanto para o denunciante. E isso funciona de forma diferente para ambos, do alto de suas tamancas, passando pela empolgação e nervosismo do “dedo na cara”, nutrem eles o simples desejo de como configurar o poder político, desenrolando assim os que hoje habitam para si a alcunha de “aliado político”. Racionalmente falando, os que se manifestam “tomando as dores”, é muitas das vezes apenas o oportunismo de contornar a banalidade da politicagem interiorana.

Na prática, as edições dos jornais locais [exceto do Correio de Imperatriz] não tiveram sequer uma notinha de 2 ou 3 linhas sobre a confusão entre Cândido e Chagão. A máquina dos favores funciona assim nos impressos, faz escola e atinge também a informação na web. Alguns blogueiros [da seara política, digamos assim] ocultam o “cadáver” e outros são adeptos da necrofilia. Divulgar ou não, tornar público ou não as ações boas e más dos agentes públicos, não deve cair na vala comum do “ibope” e “projeção” ou não do adversário político.

Mas como o mundo político é danoso e serviçal, nem sempre o certo e o errado possuem a linha tênue do que pode ser produtivo ao bem-comum. A inocência e a utopia dos livros vermelhos não funcionam na prática nesta areia movediça. De um lado, os cães latem alegando que quem está doutro lado do muro é porque tem fome e quer comer, e na visão de quem está fora, os cães só querem engordar o próprio bucho e fazer da cadela-viúva uma diva. Porém, para quem passa na rua e vê este barulho todo, imagina que ali só estão mesmo os vassalos e famigerados da coisa pública.