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sexta-feira, 6 de maio de 2011

A novela Maranhão do Sul

Com a aprovação pela Câmara dos Deputados de plebiscito para decidir sobre a redivisão do Pará, a velha novela sobre o Maranhão do Sul volta para mais alguns capítulos. Se a bancada federal do Pará fez as devidas articulações, os daqui parecem perder o fio da meada, pois a novela é tão antiga quanto andar pra frente.

O ex-deputado federal e presidente do PCdoB Maranhão, Flávio Dino, manifestou apoio a causa e defesa também do plebiscito por aqui. Pena que sem mandato, Dino em pouco pode contribuir efetivamente, a não ser que tenha lá deixado suas influências na Câmara Federal. Mas como diz o antropólogo (e às vezes fotógrafo analógico) Japonês, “político sem mandato, é igual cachorro capado”. É uma constatação até chula, pois Dino seria muito importante nesse processo.

Com tal repercussão, o Comitê Central pró-criação do Estado do Maranhão do Sul, presidido pelo simpático Fernando Antunes se reúne hoje. O Deputado Estadual Carlinhos Amorim (PDT) articula uma conversa afiada com o federal Giovanni Queiroz (PA), líder da bancada do PDT na Câmara e cabeça motora para a aprovação dos plebiscitos para a criação dos estados de Carajás (sul e sudeste do Pará) e Tapajós (oeste do Pará).

O momento é oportuno, se conseguirem equilibrar na mesa de discussões os diferentes grupos políticos e deixar de lado os caprichos pessoais. Ainda mais agora, onde o agradabilíssimo Deputado Federal, Chiquinho Escórcio, há semanas atrás ventilou seu apoio para a criação do Maranhão do Sul e chamou os holofotes para si. Nada mais junto, afinal: “quem dorme no ponto, perde o ônibus”.

O assunto Maranhão do Sul é tão desgastado e tem aquela interpretação popular de bandeira política, que muitos estão descrentes da causa. O amigo Pastor Laércio também aborda o assunto em seu blog (clique aqui para ler o texto completo), com desinibido título “Maranhão do Sul - cantiga de grilo”. No post, Laércio diz que “enquanto aqui, a coisa vai sendo levada no “’banho maria’” e cutuca muito bem ao afirmar que “nos parece que as coisas estão mais céleres para a divisão de dois Estados no Pará do que para apenas um, no Maranhão. Lá, parece que os políticos estão dando vôos de águia. Os daqui, não passam da cantiga de grilo”.

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Prefeitura de Imperatriz deve garantir internação de paciente em UTI

Publico a notícia abaixo da Assessoria de Imprensa do Tribunal de Justiça do Maranhão, enviada por e-mail:

Socorrão de Imperatriz
Foto: Josa Almeida - Ascom Prefeitura
Para ter o direito à saúde, conforme garante a Constituição Federal, paciente internada na rede pública de saúde do município de Imperatriz recorreu ao poder Judiciário em agosto de 2010 para poder ser internada em UTI de hospital particular, por falta de leito na rede municipal.

À época, o juiz de plantão na 4ª Vara da comarca de Imperatriz, Weliton Carvalho, determinou a internação, sob pena de multa diária de R$5.000,00, além do bloqueio de R$20.000,00 das contas da Prefeitura caso a decisão judicial não fosse cumprida. O magistrado lembrou ainda que o repasse de recursos financeiros feito pelo Governo Federal, por meio do Sistema Único de Saúde (SUS), é uma forma de efetivar a internação dos pacientes em hospitais públicos ou privados.

O governo municipal recorreu ao Tribunal de Justiça do Maranhão (TJMA), alegando que os serviços médicos solicitados foram providenciados, apesar do “rombo” nas finanças municipais, por atender pacientes de Imperatriz e de toda Região Tocantina. Diante das alegações, a defesa pediu o desbloqueio do valor de 20 mil reais por ser quantia proveniente do SUS e constituir bem público.

Na sessão desta quinta-feira, 5, o recurso do município foi julgado pela 3ª Câmara Cível do TJMA, que reformou a decisão do juiz de 1º Grau apenas para o desbloqueio das contas da prefeitura, confirmando a determinação do juiz Weliton Carvalho para a garantia da internação.

O relator do processo foi o desembargador Lourival Serejo e seu voto foi acompanhado pelos desembargadores Cleones Cunha e Anildes Cruz.

Comitê de Saúde - Soluções administrativas de conflitos na área de saúde no âmbito do Estado do Maranhão deverão ser viabilizadas a partir de análise do Comitê de Resolução Administrativa de Demandas da Saúde, cujas atribuições foram definidas no mês de abril deste ano, em reunião na presidência do Tribunal de Justiça (TJMA ) entre magistrados e autoridades da saúde pública. O grupo vai agir todas as vezes em que cidadãos assistidos pelo Sistema de Saúde deixarem de receber o devido atendimento pelo SUS.

As ações do Comitê atendem à recomendação do Fórum Nacional do Judiciário, instituído pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) com o objetivo de monitorar e encontrar respostas às demandas relativas à assistência à saúde.

Joelma Nascimento
Assessoria de Comunicação do TJMA
asscom@tjma.jus.br
(98) 2106-9023/9024
www.tjma.jus.br

Mercado do Peixe: até quando?

Fernando Cunha há tempos registra através de fotografias as mais diversas passagens de Imperatriz. Cunha também tem uma grande iniciativa que é resgatar a memória da cidade com fotos antigas, que são gentilmente cedidas por famílias tradicionais.

Infelizmente, entre tantos registros legais, Cunha em seu blog mostrou sua indignação quanto as "ruínas" do Mercado do Peixe. É uma manifestação que representa todos nós, sem dúvidas.

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Até quando estas ruínas permaneceram na avenida Beira-Rio em Imperatriz Maranhão? Esqueceram das pessoas que dependiam e ainda depedem deste espaço para sobreviverem vendendo seus pescados, verduras, frutas, carnes e gelo? Só promessas e mais promessas, esta é a "qualidade" dos políticos deste nosso país... Mas estamos esperando, esperando...

terça-feira, 3 de maio de 2011

Cavalo de Aço: a bola da vez ou o bagaço da laranja?

Na politicagem usa-se qualquer expediente ou certo objeto popular e escala-se nele uma forma de então alcançar o intento, em suma para criar factóides. Dizer que o time do Cavalo de Aço é a bola da vez é até uma forma “menos ruim” de retratá-lo como uma laranja: alimente-se dela, tira todo o sumo e deixa depois só o bagaço. Na pior das hipóteses, nem se joga numa lixeira, deixa ao relento, no chão mesmo, na sorte de um carro passar por cima e esmagar o já resto do nada. Qualquer objeto popular, neste caso o time de futebol, é usado politicamente é na sequencia descartado. Não era apoio de verdade.

É um engodo dizer que o time fora barrado de utilizar o Estádio Frei Epifânio para um amistoso ou que esteja proibido de utilizá-lo. Existe aí uma clara politicagem sorrateira de confundir as coisas e erros tanto da diretoria do time quanto do administrador do Estádio. Erros até infantis, que devem ser superados.

Da parte da diretoria faltou solicitar o Frei Epifânio com maior antecedência, além de só marcar o amistoso sabendo da disponibilidade do local. Imagina organizar uma festa, divulgar a data, sem antes saber se o espaço estará disponível ou não?! Nenhum evento é superior ao outro ou sobrepõe o outro, pois na prova dos noves, o resultado é mais para interesses pessoais, para um pequeno grupo do que para um coletivo maior, mesmo que seja o esporte em questão.

Da parte da administração do Estádio, faltou saber explicar a situação: que o gramado estava aparado e demarcado para a modalidade society, pois há mais de um mês já havia programado e devidamente reservado a final do torneio do Trabalhador. A forma quase manual de “redermarcar” o campo corresponde a um dia e meio de trabalho, portanto, precisaria de no mínimo dois dias para o gramado ficar pronto para receber o amistoso “profissional”. Que a falha de comunicação sirva de exemplo.

Agora pergunto: custa entender isso?! Custa ter bom-senso para chegar a um acordo sobre isso?! Na chatice teórica que há, gerenciar é saber também, antes de tudo, administrar conflitos. Se o senhor Edvaldo Nunes (administrador do Estádio) e o senhor Carlos Eduardo (presidente do Cavalo de Aço) ficar nessa queda de braço e deixar se levar por emoção, ladeados por politiqueiros (que só alimentam rusgas), em nada, nadinha, contribuem para, neste caso especifico, a melhor propagação do futebol local.

Nesse bojo todo, revelam-se também como alguns profissionais da imprensa são capciosos. A taxa de 10% em jogos amistosos nem é cobrada e isso também, ninguém noticia. As eleições municipais acontecem no próximo ano, mas é decepcionante saber que ainda exista toda esta orquestração para o insucesso, para o desejo de algo pior. A imprensa que deveria ser a ponte entre a gestão pública e a sociedade no entendimento das necessidades e demanda, parece insistir na dissonância da informação (os blogs que deveriam ser o grande diferencial no processo da comunicação, incorrem no pedante erro), ou por preguiça de sair em campo para pesquisar e apurar os fatos (pq isso é de um trabalho danado) ou simplesmente por pura bajulação, seja do lado de lá ou do lá de cá. Lembre-se: gestores passam, os serviços ficam.

segunda-feira, 2 de maio de 2011

1977: Show de Raul Seixas em Imperatriz

Nos meados de mil novecentos setenta e sete, chegava para mais uma noite de aula no Ginásio Bernardo Sayão, quando fui recebido na porta da sala de aula pelo colega de turma Paulo Roberto, sabedor que eu gostava tanto quanto ele, do cantor Raul Seixas, me deu a noticia com muita alegria da vinda do cantor (o maior expoente do rock brasileiro na época), fazer um show em Imperatriz.

Acervo Fã Clube Oficial Raul Seixas
Paulo trabalhava na Tipografia Violeta; era impressor e passaram para ele a O.S. [Ordem de Serviço] para confecção dos ingressos do espetáculo. Ele estava muito feliz, era uma quinta-feira e o show estava marcado já para a próxima terça no estádio Frei Epifânio. Fiquei cabulado com a estória, um cantor de expressão vim fazer uma apresentação sem nenhuma divulgação, mas não falei nada para o meu colega, para não frustrar a sua euforia.

Imperatriz, já tinha uma mídia grande na época, e mesmo assim nada de publicidade. Um dia antes da data marcada para o show ouvir nas ruas um carro de propaganda volante anunciando com alguns cartazes em preto e branco colados no veiculo. Era muito pouco.

Na terça estava lá na porta do estádio, Eu, Paulo Roberto, prontos para entrar. Vi que algo estava errado, o palco era apenas um caminhão e o conjunto era muito pobre em instrumentos. Pensei comigo algo não está certo! Deu um público razoável, não como merecia o cantor (era um dos grandes nomes da musica brasileira). Quando anunciaram a subida ao palco de Raul Seixas, o rosto era um pouco parecido, o mesmo cavanhaque, mais o resto, era mais gordo e barrigudo. Não cantava nada! Só cantou uma musica... na segunda, subiu ao palco o Toinho Bareta desconfiado e tentou puxar a barba do cantor.

O público descobriu como eu, que já desconfiava que não era o Raul Seixas. Foi um deus nos acuda. O povo cercou o palco e tentaram linchar o impostor. Apagaram os refletores do estádio e a policia levou o mesmo e trancou na casa que servia de vestiário para os juízes de futebol. Só uma hora da madrugada, depois que o público foi embora, conseguiram botar ele na viatura e levar para e delegacia central e quando amanheceu já estava muito longe de Imperatriz .

Era apenas um falsário e ficou a frustração dos fãs do maluco beleza.

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O texto acima é de autoria de Cleto Louza, publicado em seu blog. Como se ver, não é de hoje que Imperatriz é "abençoada" por alguns cruzeteiros. Apesar de Louza citar que naquela época existia uma "grande mídia", acredito que as informações e divulgação fosse algo muito limitado. Em 1977 Raul estava lançando "O Dia em que a Terra Parou" e eu, ainda tava cheirando a leite.

domingo, 1 de maio de 2011

A voz do leitor: Constrangimento e mau atendimento

O leitor Eduardo, funcionário público, estudante e morador do Bom Sucesso, é um visitante constante do nosso blog. Dudu, assim como todo cidadão, tem o direito de manifestar sua opinião a cerca de qualquer coisa do dia-a-dia, principalmente das que você acaba envolvido diretamente. Publico abaixo e-mail enviado por ele. Que a iniciativa também inspire outros mais leitores. É a seção “fala maluco”:

Ontem aconteceram algumas situações comigo que me faz a cada dia mais torcer para que mais empresas de fora venham para nossa cidade e façam com que essa cultura do mau atendimento mude. Cheguei a um determinado posto de combustível de nossa cidade para comprar um óleo para o motor da minha moto, pois só uso uma determinada marca por ser mais confiável e durável e por isso custa um pouco mais caro. Pois bem, cheguei de carro, desci e fui escolher o óleo de uma embalagem que não estivesse exposta ao sol ou a chuva (pois isso deteriora o óleo) e o atendente já veio dizendo “é pra moto” me olhando de cima a baixo e respondi que sabia que era “pra moto”. Ele respondeu o seguinte: este óleo não dá pra ti não, pois ele custa uns R$ 28,00 os de R$ 10,00 acabou. Respondi que era esse o óleo que queria e o atendente retrucou, dizendo se eu tinha certeza de que era aquele mesmo. Respondi que eu sou colega de faculdade do patrão dele e que ele iria ficar sabendo dessa atitude. Paguei e vim embora.

O que me deixa mais triste é saber que infelizmente lá é o único lugar da cidade aonde se vende esse óleo e que infelizmente se eu quiser ter este ótimo produto na moto terei que voltar lá, mas como falei anteriormente, estudo com o patrão dele e ele vai ficar sabendo disso e espera-se que tome lá suas providencias, pois o frentista me chamou de “pobre” na cara dura.

Na segunda situação havia uma oficina de motos aberta sábado à noite e pensei: posso pedir para que apertem a corrente da moto, afinal já está meio folgada mesmo. Cheguei ao local e perguntei ao mecânico se podia dar um aperto na corrente e ele me respondeu muito grosseiramente “não, não posso!” Beleza... só recoloquei o capacete e dei meia volta e sai. Conheço o dito cidadão, é notadamente um bom mecânico, trabalha com motos de alta cilindrada, mas sendo grosseiro assim não sei se dura muito tempo no mercado.

Enfim... Eu espero muito que essa cultura mude, pois certos empresários com boa vontade serão levados a falência por funcionários mal-treinados com má vontade e que acham que por sua vestimenta ou veículo que utiliza determina algum status.

Eduardo Biá Souza
Estudante de Administração da Faculdade Atenas Maranhense - FAMA
Funcionário Público da Prefeitura de Imperatriz
Morador do Bairro Bom Sucesso