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sábado, 11 de junho de 2011

É hoje: Nando Cruz no Boteco do Frei

Nando Cruz é sem dúvidas um dos maiores artistas que aportou por aqui. Talento inquestionável e músico de primeira linha. Bob Dylan e Beatles, são apenas alguns dos aperitivos que circulam Nando, mas é quando executa suas composições que podemos perceber que estamos diante de algo especial. Vale a pena conferir!

Correio Popular entrevista Edmilson Sanches

Dos 3.846 votos na disputa pelo atual mandato na Câmara de Vereadores para os quase 24 mil votos que não foram suficientes para leva-lo à Assembleia Legislativa, em 2010, o jornalista e escritor Edmilson Sanches quer consolidar a densidade eleitoral e chegar a Prefeitura Municipal em 2013. Vereador mais votado de Imperatriz em 2008, o ex-assessor da Presidência do Banco do Nordeste do Brasil falou ao Correio Popular sobre Câmara Municipal e vereadores, administração Sebastião Madeira, sonhos e projetos para Imperatriz, e dos caminhos políticos que deve percorrer a partir dos próximos dias em busca da candidatura ‘inarredável e inegociável’.
Vereador Edmilson Sanches:
independente de qualquer coisa,
candidatura a prefeito é "inegociável"
(Foto: Correio Popular)

Como está a câmara Municipal de Vereadores? Qual a sua avaliação no seu curto mandato?
Acho que a Câmara Municipal tem que fazer um pouco mais em termos de ações para trazer pessoas para dentro, de diversos segmentos, como, por exemplo, anunciar previamente na imprensa escrita e eletrônica a realização de suas seções ordinárias, dizendo que tipos de leis estariam sendo votadas ou discutidas. (…)

A gente percebe pela imprensa e pela própria aprovação dos projetos que há pouca oposição ao prefeito, independente de quem ele seja. Isso é uma virtude ou um defeito da câmara?
Com certeza não é uma virtude. A Constituição Federal diz que os poderes devem ser harmônicos e independentes. O senhor prefeito, no dia 29 de dezembro de 2008, três dias antes de sua posse, disse a mim pessoalmente, eu reproduzi e entreguei para ele um exemplar de um documento que eu fiz… Antes da posse ele dizia: “meu sonho era ser prefeito de Imperatriz com uma Câmara independente”. Na avaliação dele, disse que não atuaria da forma como outros prefeitos teriam atuado, numa relação subterrânea, porque não é explícita, formal, não é ortodoxa. Isso ele disse que não iria repetir, não iria fazer. Pessoalmente eu tenho me colocado como um legalista, um normativista, um regimentalista, ou seja, quando um prefeito manda uma proposição que eu encontro abrigo na lei, eu voto na proposição. Quando não encontro ou tem um procedimento político-administrativo que não seria o mais adequado no meu julgamento para aquele momento, eu também sou contrário. Isso tem sido motivo de observações tanto da liderança do governo na Câmara como até mesmo de assessores bem próximos do prefeito, um certo desagrado em relação a nossa postura. Eu disse ao prefeito no dia 29 de dezembro de 2008: “Senhor prefeito, eu perco a sua amizade, eu perco eleições, mas eu não posso perder um direito de cumprir com honestidade o meu dever”.

Hoje, existe oposição na Câmara de Imperatriz?
Aquela oposição continuada, que analisa e observa os diversos aspectos da vida política e legal do administrador, eu digo que não há. No meu caso, não faço oposição por oposição. Eu faço a oposição às proposições. Dou inúmeros exemplos. Eu tenho sido o vereador mais vetado nas suas proposições legais pelo poder executivo. Inclusive este ano diversas leis nossas já foram vetadas, muitas delas que, em conversa informal com representantes do Ministério Público, não encontram abrigo, na interpretação minha, desses setores dos operadores do Direito. (…)

Notadamente o senhor tem assumido postura independente na Câmara. Qual a avaliação que o senhor faz do governo Madeira?
Eu faria muito diferente. Posso responder por mim. E me constrange a avaliação que a população faz ao me encontrar. A população diz coisas do tipo “ele pode asfaltar com ouro e cravejar de diamantes, e ainda assim nós não votaremos nele”. Quando surgem avaliações desse tipo e outras que partem de uma forma mais agressiva, eu tenho um comportamento de magistrado, eu não sorrio, eu não estimulo para a continuidade, mas também não impeço que façam porque é a população falando no ambiente dela, no bairro dela, e não sou eu quem tem o direito de calá-la. A minha avaliação até pouco tempo, com base em pesquisas faladas pelos assessores do prefeito, era de que o Madeira estava no nível altíssimo de aprovação. E me dói ver o patrimônio político e às vezes até de nome pessoal sendo avaliado de modo tão negativo pelo conjunto da população que me recebe para conversar. A mim me entristece, porque Imperatriz não tem tantas referências ou lideranças políticas assim, e uma das que acreditávamos ser das mais estáveis, uma dessas lideranças, simplesmente pela avaliação dessa parte da população, o senhor prefeito está num nível de administração que não é o que ele desejaria. (…)

Seria decepção, desesperança?
Eu acho que a avaliação que eu sinto da população é que pegou as frases, as promessas, o que foi dito pelo candidato na época, e compararam o que estariam recebendo. E este quadro normalmente em política nunca bate, nunca se cumpre, nunca se realiza nem todas as promessas do candidato, e nem todas as expectativas da população. Mas nesse caso específico do prefeito Madeira, é que junto às promessas se associaram características do tipo: a difícil luta que ele teve durante tanto tempo para chegar à prefeitura. A inexistência de fatos graves maiores que pudessem manchar a sua honra pessoal ou política. Esse conjunto de coisas o levou para ser o primeiro prefeito a ter não só a legalidade, como a legitimidade na sua vitória, porque ele foi o primeiro prefeito que ganhou com mais de 50% dos votos. (…)

O senhor é candidato à sucessão do prefeito Madeira?
Inafastavelmente, inarredavelmente, inabdicavelmente e inegociavelmente.


Mas o senhor é do partido do prefeito, então teria que procurar outra legenda para isso?
Como legislador eu tenho que observar a lei. E a Justiça eleitoral não acomodaria a situação de dois candidatos do mesmo partido. Tem seis partidos, dois maiores e quatro menores, entre estes partidos recém-constituídos e registrados, que me procuraram oferecendo a sua disponibilidade para conversar entorno desse projeto, porque não é a primeira vez. Ano que vem será minha sexta candidatura, e a minha segunda para prefeito de Imperatriz. Então, como a pessoa que manteve a coerência pessoal e política, esses partidos encontram na gente a referência adequada para os seus projetos de poder.

Que partidos procuraram o senhor?
Eu posso dizer que pessoas do PCB vieram e me procuraram e duas vezes mantive reuniões com o PCdoB a convite das suas lideranças locais. Os outros partidos são partidos novos, que por enquanto pediram que a gente não manifestasse.

Qual seria a tendência maior, PCB ou PCdoB?
Seria o PCdoB. (…)

O senhor sabe então que se você sair do PSDB o partido pode reivindicar a sua vaga, a não ser que haja uma causa justa que consiga ser debatida na justiça. O senhor ainda assim pode abrir pode abrir mãos do último período do seu mandato em nome desse projeto?
Eu tenho quase 53 anos de vida e menos de dois anos e meio de mandato. A minha vida não é avaliada por salários, subsídios ou benefícios oficiais. Eu cumpro o que está escrito no início das diretrizes básicas do PSDB: “longe das benesses oficiais e perto do pulsar das ruas.” Não há neste momento, no PSDB, quem personalize tanto essa frase dita pelos senhores que constituíram o PSDB, que é considerado o partido ético ou o partido da ética, não há quem represente tanto essa frase quanto Edmilson Sanches. (…)

O que motiva o senhor a ser prefeito de Imperatriz?
A nossa cidade há muito tempo está esperando um projeto inovador, criativo, ousado e técnico. Essa cidade já elegeu empresários, médicos, políticos como prefeitos e a ela não alcançou o degrau de qualidade de desenvolvimento e vida em seus 160 anos de história. Então sabemos esse caminho de pedra. Já me coloquei à disposição de pelo menos dois governos, e nenhum deles soube aproveitar os recursos e mecanismos que a ciência da administração, que a economia e que pessoas com trânsito e experiência nessa área possam trazer para a administração.

Fonte: Jornal Correio Popular

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Livaldo Fregona lança novo livro hoje na AIL

“Simba”, eis o nome do novo livro do escritor Livaldo Fregona, que lança às 20 horas na Academia Imperatrizense de Letras. Amigo já de longas datas, “Seu Livaldo” (como costumo chamá-lo) tem uma maneira peculiar de escrever, não somente na forma e no conceito, mas desenvolve seus romances tendo como base experiências pessoais, apesar de que desconverse sobre isso de toda maneira.

Sobre o personagem principal do Livro, ele explica que “foi extraída de um homem trabalhador, ganancioso e determinado, que elegeu o poder e a riqueza como objetivo principal de sua vida, em detrimento dos sábios ensinamentos cristãos ministrados por sua mãe. Lutou e sofreu honestamente para conseguir seu intento e foi sanguinário para não perdê-lo. No fim, mais uma comprovação de que o crime não compensa, que a riqueza constitui um grande perigo para a paz e a salvação das pessoas e que sempre é tempo para recomeçar”.

Livaldo já publicou inúmeros livros (com Simba é o décimo quinto), a maioria deles, tenho por aqui. O curioso é que o próprio escritor faz a diagramação das suas publicações. Ele que não é nenhum menino, aprendeu a utilizar programas como PhotoShop e Pagemaker. Certo dia, isso por volta de 1999, chego à casa de Livaldo, quando de repente ele levanta a tampa do scanner e retira um baita de um trinta e oito. Moço, pense no susto que tomei! O intento é resultado da contra-capa do livro “A Fama e a Verdade de José Bonfim”.

Seu Livaldo, em definitivo, é um figura.

Simba, novo romance do escritor Livaldo Fregona

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Escola Caminho do Futuro faz campanha para arrecadar livros infantis

O amigo Gidel Sena enviou o seguinte release em nosso e-mail:

(Foto: Divulgação)
A escola Caminho do Futuro, localizada no bairro Vila Nova, está lançando a campanha de doação de livros infantis para o Projeto Contadores de Histórias. O objetivo desta campanha é arrecadar um número significativo de livros que possibilitem a prática da leitura com crianças.

Atualmente, o projeto está em seu segundo ano de prática, onde os alunos do 3º ano contam histórias infantis para crianças de ensino fundamental menor das outras escolas do bairro e de bairros vizinhos. “Gosto desse projeto. A maioria dos brasileiros não tem o hábito da leitura para si e nem para suas crianças, então é na infância que isso tem que ser desenvolvido, para que ambos aprendam mutuamente”, concluiu a professora e coordenadora do projeto Rosagela Melo.

Para participar da campanha é só doar um livro infantil em bom estado. Os livros poderão ser deixados na escola Caminho do Futuro, localizado na rua Alvaro Pereira, 800 – bairro Vila Nova ou também na Rua Ceará, 1459 – bairro Mercadinho. Maiores informações ligue para 8801-8228.

Frederico Luiz entrevista Washington Luís, vice-governador do MA

Joaquim Washington Luís de Oliveira. Esse é o nome completo do vice-governador do Maranhão. Claro, todos o conhecem por Washington Luís, ou simplesmente, Washington.


Nascido em 24 de dezembro de 1949, ele começou sua carreira política no PCdoB. Em seguida, foi para o Partido dos Trabalhadores onde tornou-se presidente estadual da sigla.


Washington Luís com o senador José Sarney
(Foto: Reprodução - Blog do Braga)
Na eleição do ano passado, foi eleito vice-governador do Maranhão, numa aliança com o PMDB da governadora Roseana que passou pelo crivo do então presidente Lula.


Antes, foi deputado federal (assumiu na vaga de Waldir Maranhão) e presidiu o Sindicato dos Servidores Públicos do Maranhão.


Nesta entrevista reveladora, ele afirma que a aliança estadual do ano passado terá desdobramentos diferentes na eleição municipal do próximo ano.

Leia a entrevista

Blogue do Frederico Luiz - Recentemente, o senhor representou o governo do Maranhão em importantes eventos, a exemplo da reunião dos governadores da Amazônia Lega e do lançamento do maior navio mineraleiro do mundo. Que conclusões o senhor pode retirar destas participações?
Washington Luís - Todas foram extremamente positivas. Tivemos a oportunidade de ouvir experiências de outros Estados e também de mostrar o que estamos fazendo para mudar a realidade do Maranhão. Em todos estes eventos temos buscado parcerias e apresentado as potencialidades do nosso Estado. No caso do Encontro de Belém, um dos resultados será a realização de um Encontro de Secretários de Planejamento da Amazônia Legal a realizar-se dia 17 próximo, ocasião em que serão elencados os projetos estratégicos prioritários para a região.

Se o PT é uma colcha de retalhos, o senhor faz parte do maior tecido da sigla, o chamado campo majoritário que inclui a presidenta Dilma e o ex-presidente Lula. O que o Maranhão ganhou com essa parceria a partir da sua posse?
O Partido dos Trabalhadores é formado por várias correntes, faço parte da tendência Construindo Um Novo Brasil (CNB). Mesmo tendo varias correntes existe uma unidade. Aqui no Maranhão o Estado ganhou um interlocutor que pertence ao partido da Presidente e isso possibilita estreitar, ainda mais, a relação do Estado com o Governo Federal.

O hoje vice-governador foi fundamental
na campanha de Roseana Sarney
(Foto: Reprodução - Blog Roberto Lobato)
O senhor foi deputado federal e agora assumiu o cargo de vice-governador. Dá para fazer uma comparação entre estas duas funções públicas?
Em comum as duas funções têm a defesa e busca de melhorias para o povo do Maranhão. Agora, cabe ao parlamento propor e fiscalizar o executivo. Já na qualidade de Vice- governador o nosso papel é articular as ações, os programas federais e o diálogo com os movimentos sociais.

Antes de disputar eleições para deputado federal e vice-governador o senhor foi sindicalista e dirigiu por muito tempo o Sindsep. Esta trajetória, por exemplo, foi percorrida pelo ex-presidente Lula. Em que ela ajuda?
Sempre fui ligado às lutas em defesa da democracia e de melhores condições de vida para os trabalhadores. Este envolvimento fez com que eu esteja mais próximo das necessidades e da realidade dos trabalhadores. Ao longo de toda minha trajetória estive a frente de vários movimentos que buscavam justamente estas melhorias. E agora, na vice-governadoria, luto pelos direitos de todos os maranhenses. Esta trajetória ajuda no diálogo e na proposição de governo

No Maranhão, a aliança do Partido dos Trabalhadores com o PMDB da governadora Roseana para o governo do Estado vai se repetir em todos os municípios do Maranhão no próximo ano?
Claro que não. Sabemos que cada caso deve ser analisado separadamente, de acordo com a situação local.

E em relação às duas maiores cidades do Maranhão, São Luís e Imperatriz, na sua opinião quais os caminhos que sua sigla deve trilhar para alcançar a vitória nas urnas?
Como falei cada caso será analisado separadamente e ao seu tempo. Os companheiros de cada diretório estão cientes da situação e o que será melhor, para o Estado e para o partido. Não faremos alianças sem respeitar a dinâmica e sem que haja o dialogo com as direções partidárias.

Fonte: Frederico Luiz

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Movimentos pressionam por CPI do trabalho escravo no MA

Recebi por e-mail as informações bastante relevantes no tocante as articulações dos movimentos sociais que visa pressionar a Assembléia Legislativa para realização da CPI do trabalho escravo, algo em evidência nos grotões de Açailândia e que recebe o manto do faz-de-conta da justiça e/ou das autoridades políticas. Vamos a matéria:

(Foto: Reprodução)
Representando diversas entidades e movimentos sociais, o advogado Antonio Filho, do Centro de Defesa da Vida e Direitos Humanos de Açailândia (CDVDH) entregou um documento para a deputada estadual Eliziane Gama (PPS-MA) exigindo que seja instaurada uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) sobre o trabalho escravo no Maranhão.

Filho chamou a atuação do estado no combate ao trabalho escravo de hipócrita. “É muita hipocrisia dizer que o Estado priorizou o fim do trabalho escravo. Existem vários planos que só estão no papel e, dificilmente, é emitido voz de prisão a um fazendeiro”.

Nonato Masson, representante da seção Maranhense
da Ordem dos Advogados do Brasil (0AB)
(Foto: Reprodução)
Nonato Masson, representante da seção maranhense da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), apóia a instalação da comissão. “A CPI é justamente para investigar porque o Estado é refém do trabalho escravo, tão lucrativo para o fazendeiro”.

Masson afirma que é necessário destrinchar a relação de subserviência do Estado com esses crimes. “É um absurdo verificar que uma das práticas do Estado é negociar com esses fazendeiros, onde muitos ainda alegam que não podem pagar. Não se pode negociar com criminosos, existe todo um aparato legal que os pode julgar”, comenta o advogado.

Para instaurar a CPI do trabalho escravo no Maranhão são necessárias, pelo menos, 14 assinaturas dos deputados estaduais.

Conjuntura

No Maranhão apenas dois fazendeiros estiveram, por algum momento, presos sob a acusação de manter trabalhadores em situação análoga à escravidão, Max Neves Cangussu e Gilberto Andrade.

Cangussu recebeu voz de prisão em 6 de outubro de 2001 e foi conduzido até a Polícia Federal em Imperatriz (MA), onde foi autuado em flagrante pelo delegado Antônio Danúzio Teixeira Almeida.

Antonio Filho relata que na sede da Delegacia da Polícia Federal em Imperatriz, o fazendeiro foi indagado pela coordenadora de fiscalização sobre a data que efetuaria o pagamento dos salários dos seus empregados e respondeu o seguinte: “não vou pagar nem morto. Eles é quem estão me devendo. Veja os cadernos onde estão anotados as dívidas comigo”.

“Essa foi a primeira prisão em flagrante pela prática do crime de sujeição de trabalhadores à condição análoga à de escravo no Maranhão e, estranhamente, continua sendo a única, apesar de tantas outras fiscalizações terem flagrado o crime nos últimos tempos”, lembra Filho.

“Nos últimos anos foram 200 flagrantes para apenas essa prisão”, complementa Masson.

Já Gilberto Andrade esteve preso em duas ocasiões, sendo até hoje o indivíduo que passou mais tempo detido preventivamente pela prática do crime, cerca de sete meses.

“Gilberto é de uma família de pecuaristas e grileiros tradicionais de Paragominas (município do estado do Pará), seu irmão Jairo de Andrade foi o primeiro tesoureiro nacional da União Democrática Ruralista (UDR). Essa família tem ficha grande em relação a conflitos com posseiros”, menciona Filho.

Além da prática do trabalho escravo, em 2000, o Ministério Público Federal solicitou que fosse decretada sua prisão preventiva diante de indícios de sua participação como mandante de mais de uma dezena de assassinatos de trabalhadores, mas naquele momento foi negado o pedido.

Em 2008, Gilberto Andrade foi acusado de torturar um trabalhador em uma de suas fazendas no Pará aplicando ferro quente em várias partes do corpo. “Esse ato foi base de fundamentação de novo pedido de prisão preventiva formulado pelo Ministério Público, que dessa vez prendeu o fazendeiro por sete meses, alojado a maior parte do tempo na sede do Corpo de Bombeiros do Maranhão ou em hospital particular em São Luís”, revela Filho.

Problemática

Se o Estado é omisso contra prática do trabalho escravo, sua ausência em outras instâncias culmina ainda mais para o agravamento da situação. A professora da Universidade Federal do Maranhão (UFMA), Flávia de Almeida Moura, autora do livro “Escravos da Precisão – publicado pela editora EDUFMA”, estudou os meandros da economia familiar, além das estratégias de sobrevivência de trabalhadores rurais do município de Codó (MA).

Ela afirma que, embora ainda exista a figura do chamado "gato", o aliciador que leva os trabalhadores às fazendas ou carvoarias, em certas localidades do Estado maranhense muitos trabalhadores rurais são escravos por necessidade. “Eles vão para o trabalho escravo pela necessidade, não porque são enganados pelo gato, mas por um problema estrutural, por falta de políticas públicas”.

Segundo a professora, não se pode generalizar o trabalho escravo em qualquer atividade rural, embora muitas ainda sejam degradantes. No entanto, a professora aponta que esse trabalho se concentra justamente nas duas principais atividades econômicas do momento: pecuária e na cadeia produtiva do minério.

"O trabalho escravo não pode ser entendido por uma atividade econômica opcional, pois são trabalhadores sem-terra ou sem condições de se manter no campo com seu pedaço de terra”, avalia a professora Moura.

Para o procurador do Ministério Público do Trabalho de Cuiabá, Rafael Garcia, que esteve presente em audiência pública na Assembléia Legislativa do Estado do Maranhão, no dia 31 de maio, só uma ação poderá acabar de vez com o trabalho escravo: “mexer na estrutura fundiária desse país".

Segundo ele, "enquanto tivermos pessoas sendo expulsas do campo pelos grandes projetos do agronegócio ou sem recursos para gerirem seus espaços, o que teremos é o trabalho escravo como consequencia”.

Fonte: Comunicação MST

João Macedo interlocutor entre Ildon e Madeira?

O professor e blogueiro Carlos Hermes repercutiu em seu blog com o título "Ildon Marques fora de vez!" um comentário que o vereador Edmilson Sanches fez no facebook: “Fonte segura repassa-me a informação: o ex-prefeito Ildon Marques mandou emissário ao atual prefeito para informá-lo de que não será candidato nas eleições de 2012. Nem vou comentar nada”.

Fonte revela que João Macedo foi
interlocutor entre Ildon e Madeira
(Foto: Tribuna do Tocantins)
Uma fonte nos informou que o emissário em questão é o ex-deputado estadual João Macedo, que nos últimos dias já declarou intenção a se candidatar a vereador em Imperatriz, apesar de que não esteja integrando nenhum partido atualmente.

Não é querendo desqualificar o trânsito do assessor especial do Governo do Estado nas hostes políticas, mas em se tratando de Ildon Marques, o perfil do ex-prefeito não é bem de usar, digamos, “peixe pequeno” nas articulações. Um dirigente de um partido em Imperatriz comentou ao blog que “nas últimas eleições foi ventilada uma possível aliança de Ildon com nosso partido, mas o operador das articulações foi Sérgio Macedo, então, vai por mim, ele [Ildon] não usa ‘menino de recado’ pra isso”.

Se a informação procede ou não, há dois pontos que devem ser observados. O primeiro é que se Ildon Marques sinalizou para Madeira, não custa lembrar que quando era interventor disse a mesma coisa naquela época e, para surpresa dos incautos, lançou-se candidato e comeu a paca. Em segundo lugar, comenta-se em muito nos bastidores que João Macedo é dono de fazer estas “articulações”, no sentido de se inserir no processo. Em resumo: cruzeta no ar.

A título de informação, Macedo papou um bom trocado com a venda de seu terreno para o Grupo Carrefour. Dinheiro pra sua campanha de vereador, ele tem de sobra.

terça-feira, 7 de junho de 2011

Rodoviária de Imperatriz recebe nome oficial de Governador Jackson Lago

Nada mais do que justa e representativa a rodoviária receber o nome do falecido ex-Governador Jackson Lago. As informações da aprovação na Assembléia foram publicadas no blog do Frederico Luiz:

Vista parcial da nova rodoviária de Imperatriz
(Foto: Reprodução)
A nova estação de passageiros de Imperatriz já tem um nome: Rodoviária Governador Jackson Lago. O projeto de autoria do deputado estadual Carlinhos Amorim, depois de tramitar na Assembléia seguiu para sansão do poder executivo e está publicado no diário oficial.

“É uma justa homenagem ao nosso eterno governador que mostrou a todos nós que é possível melhorar a vida da brava gente tocantina, como ele carinhosamente se referia a Imperatriz e as cidades adjacentes”, disse Carlinhos que é líder do PDT na Assembléia Legislativa.

Integrante da Comissão de Obras da Assembléia, o deputado demonstrou preocupação com a demora na entrega da nova estação rodoviária.

Segundo ele, pela modernidade do projeto inicial, efetuado na gestão do ex-governador Jackson Lago, a estação de passageiros terá o mais avançado projeto arquitetônico do Maranhão e do Meio-Norte Brasileiro.

“Porém, o tempo está passando. Depois da Ponte que liga Imperatriz ao Tocantins, a nova rodoviária será importante para dinamizar a nossa economia e também será um novo cartão postal para toda a Região, pois ela atende a toda a área metropolitana do Oeste Maranhense”, concluiu.

Imagem reproduzida do fac-símile que informa a publicação no Diário Oficial

Burburinho: o que diz a nota do PSDB?

A entrevista concedida ao jornal Correio Popular pelo Deputado Estadual Carlinhos Amorim (PDT) no último domingo e republicado nas redes sociais parece ter atiçado os humores da cúpula do PSDB local. Como se estivéssemos em campanha, declarações do Deputado repercutiu não apenas nos eleitores, mas também nos bastidores políticos.
Célio Louza voltou atrás e pediu não publicação da nota
que rebatia declarações de Carlinhos Amorim
(Foto: Pinheiro)

Para rebater as declarações de Carlinhos, o presidente do PSDB local, Célio Louza, enviou para a redação do jornal Correio Popular e para O Progresso uma nota que entre outras alfinetadas, classifica Carlinhos como “ingrato” e demonstra ter “completo desapego pelo maior dos sentimentos que um homem público deve cultivar, que é o sentimento de gratidão”. No final da tarde de ontem, os editores de ambos matutinos foram surpreendidos com um telefonema de Louza pedido a não mais publicação da nota.

Se as declarações de Carlinhos provocaram insatisfação, a contra-resposta do presidente do diretório municipal dos tucanos poderia render ainda mais mal estar. No entendimento do prefeito Madeira, Carlinhos e o PDT ainda podem caminhar juntos para a reeleição. A nota fora enviada, como citou nossa fonte, impulsivamente (“você sabe como ele é”, disse a fonte) por Louza e que o prefeito foi alertado por telefone pela publicação que estava no site do Correio Popular [graças ao cache do Google, conseguimos obter boa parte da nota]. Desta feita, Louza foi orientado a cancelar a veiculação da nota de desagravo a Carlinhos Amorim.

Carlinhos Amorim na Convenção Municipal do PSDB
(Foto: Pinheiro)
Não há de questionar a atitude de Célio Louza em sair em defesa de Madeira, partidarismo é isso mesmo. Louza também participou efetivamente da campanha de Carlinhos Amorim para prefeito e, não é difícil perceber que ele guarda certos dissabores daquele momento. Porém, o que é curioso no ninho tucano é que em nenhum momento levante-se um questionamento (pelo menos publicamente) do noivado de Hamilton Miranda e Roseana Sarney, este que na semana passada ouviu o canto do curió na varanda de Sarney em Brasília e que nas últimas eleições, enquanto Madeira e PSDB marchavam ao lado de Jackson Lago, Miranda suava a camisa e declarava amores a Roseana.

A ironia e beleza da vida política é que “sentimento de gratidão” tem interpretações bem diferentes da prática e do discurso partidário.

Wilson Leite entrevista Paulo Negrão

Seguindo o propósito de entrevistar os blogueiros da grande Imperoza, desta feita Wilson Leite entrevista o figurinha carimbada da imprensa local o apresentador Paulo Negrão, que há tempos também lança mão do blogspot como complemento da sua atividade profissional. Vamos assistir turma:

Eleições 2012 - Mais uma...

O camarada Paulo Negrão publico em seu blog:

A juíza aposentada Maria das Graças Carvalho Sousa informou esta semana que está conversando com alguns partidos de esquerda para a viabilização de um projeto que possa levá-la a prefeitura de Imperatriz. Ela que no inicio do governo Jackson Lago ocupou a secretaria adjunta de assuntos penitenciários, era tida como nome certo no governo do prefeito Sebastião Madeira; seria uma das pessoas que assumiria uma das secretarias a serem criadas. Com o passar do tempo a secretaria não foi criada e ela ficou de fora do governo. Agora por meio de um projeto político partidário, Maria das Graças pretende chegar à prefeitura. Semana passada conversou com dois partidos que tem projetos próprios e até o mês de agosto deve continuar a rodada de conversa com outros partidos da cidade. O certo é que a magistrada aposentada está com toda disposição para assumir as responsabilidades de uma campanha rumo à prefeitura, inclusive o desgaste, visto que ela sempre transitou em outra esfera do poder que combate justamente os desmandos dos políticos que estão no poder nas mais variadas esfera.

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Não há de questionar não apenas a legitimidade da ex-juíza colocar seu nome na disputa, além do mais enquanto exercia sua função, sempre demonstrou austeridade quanto a coisa pública. Todavia, além de engrossar as bases da oposição, Maria das Graças tem que "vender" uma outra imagem: mais leve e menos suscetível.

Eleições 2012 - Mais um...

Nota publicada na coluna Bastidores do jornal O Progresso:

Ontem à tarde o professor Marco Aurélio visitou a redação de O PROGRESSO para anunciar a sua decisão de se lançar pré-candidato a prefeito pelo PCdoB. Segundo ele, a decisão foi tomada depois de uma reunião do partido, realizada no último sábado, em que muitos correligionários concordaram. Marco Aurélio observou que pesquisas realizadas mostraram o seu potencial eleitoral que o coloca em condições de disputar a prefeitura. Aurélio foi candidato a deputado estadual em 2010 e obteve 11.203 votos somente em Imperatriz. Ficou atrás apenas de Carlinhos Amorim.

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O professor Marco Aurélio deve entender que eleição de deputado é uma coisa e para prefeito são outros 500. De qualquer forma, tem todo o direito de colocar seu nome no debate.

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Beira-Rio: novo horário de circulação de veículos

As reivindicações dos praticantes de atividades esportistas (caminhada, cooper e ciclismo) quanto a mudança de horário de circulação de veículos na Av. Beira-Rio foi atendida pela Secretaria de Trânsito de Imperatriz, conforme informou o secretário Cabo J. Ribamar. O vereador Rildo Amaral (que também utiliza o espaço público para algumas pedaladas), oficializou o pedido na Câmara Municipal.

O objetivo da mudança de horário [passando das 16h às 20h, para até às 22h] consiste no fato de evitar acidentes naquela área das lagoas. Muitas pessoas que utilizam o espaço para caminhar ou correr, possuem atividades profissionais ou acadêmicas, e chegam ao local após às 19 horas, ficando com o tempo limitado. Depois das 20h, ocorre uma “disputa” no espaço entre pedestres, ciclistas e demais veículos. Para moralizar ainda mais o uso do espaço, uma demarcação na pista será feita, destinando um lado para atender ciclistas e outro espaço para a caminhada.

Fotos: Raoni Dantas
Diariamente, considerando o período da manhã e da noite, mais de 300 pessoas utilizam o espaço para correr, caminhar ou pedalar. Há mais ou menos dois meses, alunos do curso de Educação Física da Unisulma realizam atividade extracurricular e interagem com as pessoas ali presentes. Aliás, iniciativa da qual deveria receber apoio do poder público e de empresas também.

O professor Isnande Barros comentou no Facebook que o horário na parte da manhã não está sendo respeitado por parte dos condutores de veículos e que, pior, a autoridades fazem vista-grossas: “De manhã a coisa tá feia. Carros circulando normalmente. E a policia ali do lado e nada... Motos e carros circulam normalmente. E os caras que bebem até amanhecer, ainda dão uma volta na lagoa com a latinha na mão”. Sobre o mesmo assunto, ainda no Facebook, o servidor público Carlos Brandão observou: “vale a pena lembrar com muita tristeza que foi numa manhã como comentou o Prof. Isnande que foi atropelado e morto o Dr. Milton Lopes. Alguém se lembra?”.

A mudança de horário, a demarcação da pista, são super bem-vindas e moraliza o uso do espaço público. As pessoas contrárias, vai a sugestão de experimentar estacionar seu veículo e esticar as pernas numa caminhada ou corridinha básica entre as lagoas.

domingo, 5 de junho de 2011

Carlinhos Amorim e seus muitos nós

Domingo (05/06), o jornal Correio Popular publicou uma entrevista com o Deputado Estadual Carlinhos Amorim, onde reforçou a tese de sair candidato a prefeito de Imperatriz no próximo ano. Cauteloso como sempre, Carlinhos sabe que o debate da sucessão começou muito cedo, por isso prefere falar jogando panos mornos, deixando claro que o seu nome é ventilado por questões de desempenho de Madeira daqui pra frente. Cautela por um lado, provocativo por outro, ao afirmar que “se ele [Madeira] não conseguir a recuperação da credibilidade, a possibilidade de uma candidatura é bem real”.

Carlinhos Amorim, Deoclides Macedo e Flávio Dino:
articulações avançam para 2012
(Foto: Blogue do Frederico Luiz)
Mais dois pontos são bastante relevantes na entrevista. O primeiro é a assumir que seu projeto político não é meramente individual, depende do fortalecimento do PDT e composição também com outras siglas de oposição. O segundo ponto é a compreensão de que mesmo que o PDT faça valer o direito da candidatura própria, sair em conjunto com o PCdoB de Flávio Dino é algo quase inevitável.

O caminho de Carlinhos não é fácil. O PDT em Imperatriz há tempos perdeu a chance enquanto Jackson Lago em vida de se fortalecer como partido. A ida para o governo Madeira ficou resumida em cargos sem muita expressão ou sem condição de mostrar trabalho. Membros como Fernando Antunes parece ter se esquecido da postura como oposição. Vejam bem, as conversas entre Madeira e Roseana Sarney não ficou limitada apenas no campo político-administrativo e o vice-prefeito Jean Carlo [no momento o único integrante do PDT na cidade com maior evidência] é o único que questiona tal aproximação e desta forma é fritado a torto e a direita. Se a exposição contrária de Jean parece precipitada, ecoou em Deoclides Macedo, que não esconde o desejo de colocar o PDT nos trilhos na Região Tocantina. Ao eleger sua irmã [Valéria Macedo] como deputada, provou sua capacidade de articulação política. Portanto não foi de estranhar as declarações de Deoclides em relação à candidatura de Carlinhos para o próximo ano.

Vice-prefeito Jean Carlo: a ponte entre
Carlinhos e Flávio Dino
(Foto: Blogue do Carlos Leen)
O percurso de Carlinhos Amorim ainda passa pela parceria com o PCdoB de Flávio Dino. O deputado já declarou abertamente apoio a Flávio rumo ao Governo do Estado, sabendo que é um aliado de primeira linha. O detalhe é que o PCdoB ainda falta emergir politicamente na cidade... Tem uma missão tão árdua quanto o PDT por aqui no campo da oposição. Seu primo político, o PT, parece ter uma “política de veto” a Carlinhos, lançando mão do expediente de que Lobão tem uma aproximação efetiva com o deputado. Carlinhos chegou a declarar que “exageram [o PT de Imperatriz], pois ele [Lobão] mantém muito pouco contato comigo. Conhecer as pessoas é uma coisa, ser comprometida com ela é outra. Esta aproximação foi forte no passado quando meu pai era prefeito e ele atuava bem na região como deputado federal. Nenhum problema nisso! Agora também, não posso dispersar manifestações simpáticas à minha pessoa”.

Fortalecer o PDT, firmar a aliança com o PCdoB de Flávio Dino, superar a “política de veto” do PT local, ter visibilidade da sua atuação parlamentar e aproximar-se mais das pessoas que estão nas periferias de Imperatriz, são apenas alguns dos muitos nós que Carlinhos Amorim têm que desatar ou atar no cenário político que se desenhou com a oposição fragilizada após a partida de Jackson Lago da política maranhense, em especial da Região Tocantina.