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sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Quem são eles? Quem eles pensam que são?

O novo, a mudança, aquilo que chega de repente, são coisas que o ser humano fica sempre com o pé atrás, talvez por ter levado tanto na muleira, qualquer coisa diferente soa estranho. Aliás, todos nós sabemos disso e acabamos preferindo a zona de conforto e algo que já conhecemos, mesmo que seja cheia de falhas e problemas.

É assim que me vem à idéia dos novos pretendentes a político, pipocando é claro neste ano eleitoral. Muitos deles por serem marinheiros de primeira viagem, acabam iludidos pelo ouro da terra prometida. Mas, do jeito que são as figuras de hoje em dia, duvido muito que alguém se envolva neste processo inocentemente. Sempre tem algo há mais, um bônus, um extra, que encanta a todos nós, esta danadinha chamada “mosca azul” do poder.

Alguns novos nomes, vai lá, não são tão novos assim. Talvez para o mais comum do cidadão, mas se formos analisar o DNA, sabe-se a origem deles e pra onde vão também, e não é necessariamente que esta tese meio esdrúxula seja o principio da evolução, de forma alguma. Alguns filhos herdam “os pecados do pai”, já outros apenas enveredam para outros campos, ainda que políticos. O nosso problema é que uma hora ou outra vamos analisar unilateralmente.

O pé atrás fica na esfera destes discursos que não representa coisa nenhuma ou nenhuma coisa. É pela língua, entoando versos de uma cartilha rasurada, que não preenche e não desperta nenhuma novidade genuína, apenas o continuísmo das velhas práticas dantescas da politicagem. Quando não se tem história prática e efetiva em comunidades, associações de classe, movimentos sociais e estudantis, lançam mão de planos mirabolantes, do assistencialismo ou então criam estórias do além mundo, desconhecidos por nós, pequenos seres insignificantes, longe deste universo paralelo que a mídia ajuda a criar na maioria das vezes. E daí vem às perguntas: Quem são eles? Quem eles pensam que são?

De qualquer forma, não sou contra o novo e não me baseio pelo estudo do DNA. Não vejo a política como a religião, que precisa da história para sustentá-la. Ou talvez, quem sabe, em ambos os casos, se tornou algo pessoal, sem cor, sem sigla, sem enquadramento nenhum. A título de exemplo, o professor Carlos Hermes postou em seu blog um comentário pertinente sobre Daniel Macedo, que de uns tempos pra cá, vem aparecendo na mídia e com as claras pretensões políticas estabelecidas. Após analisar o biótipo do garoto, Carlos escreve “Digas com quem andas que te direi quem és.”. Como a política é um circo onde a pipoca é mais cara, Carlos Hermes que é membro do PT, só esqueceu de mencionar que Daniel Macedo deu assistência jurídica ao vereador Chagão do PT no ano passado, quando da época a pauta era Marquise versus Limpfort. E honestamente, não vejo problema nenhum nesta ligação, mas cada um tem seus motivos para ocultar seus cadáveres, afinal de contas na política é assim mesmo, pois nem sempre o que você diz com quem andas, terei como dizer quem tu és.

E como a roda vai girando, já tenho as respostas das minhas perguntas, porém é saudável ventilar, quem sabe, elas podem ter outro significado algum dia.

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Propina? Aperte “rec” para gravar

Corre a conversa à boca miúda que um secretário municipal teve a infelicidade de pedir propina a um empresário, que por sua vez gravou toda a conversa. A fonte que revela todo o esquema, afirma que já se sabe o nome do camarada e da empresa em questão, que não é daqui de Imperatriz e estaria em processo licitatório.

A denúncia é grave, mas como quase tudo que se apura na cidade, a poeira acaba sendo varrida pra baixo do tapete, a não ser é claro, que os vereadores tomem pé da situação e o prefeito tenha pulso forte para cortar na pele mais um problema de sua gestão.

Criado o Bloco do Imprensa

Depois dos disse me disse superados, os profissionais da Imprensa fizeram o encontro para fundação do seu bloco. Apesar de não ser jornalista e nem militante da área, fui convidado a participar. A grande sacada do “Bloco do Imprensa” é o slogan adotado: Me adiciona que lhe sigo!

A matéria abaixo é assinada por Domingues César.

Na noite da última quarta-feira (3) cerca de treze profissionais de vários órgãos de comunicação desta cidade e região estiveram reunidos no Bar do Olímpio, situado na Avenida 15 de Novembro, com o objetivo de fundar a Agremiação Carnavalesca Bloco do Imprensa.

Na ocasião, o jornalista Marcos Franco, explicou sobre os objetivos da entidade, ressaltando que, apesar desta ser ligada à categoria, a entidade recebe todas as pessoas de outras classes trabalhadoras que desejam dela fazer parte. Para tanto, todos os participantes, necessariamente, tem que doar dois quilos de alimentos não perecíveis os quais serão repassados para uma entidade filantrópica de Imperatriz.

Ficou definido, que a primeira entidade a ser beneficiada será o Lar São Francisco, por seu reconhecido trabalho social, mas que outras entidades filantrópicas também serão beneficiadas futuramente.

Definiu-se, também, que nesta sexta-feira (5) os fundadores e todas as pessoas que desejam integrar o bloco voltam a se reunir a partir das 18h00 no mesmo local e no sábado (6) a partir das 16h00 para a primeira concentração que sairá pelas ruas da cidade puxada pela bandinha municipal.

O nome Bloco do Imprensa, de acordo com seu criador, é uma alusão à vida do profissional de imprensa, que quase sempre é desprovido de recursos financeiros, ou seja, está sempre “imprensado”.

Tanto que, no período carnavalesco, enquanto as pessoas se divertem esses profissionais trabalham para levar a seu público os desfiles dos blocos e escolas de samba.

Secretariada pelo jornalista Domingos Cezar, a reunião de fundação do Bloco do Imprensa contou com a presença dos seguintes profissionais: Samuel Souza (Blog do Samuka), Mauro Assunção (Open-Door), Léo Costa (TV Difusora), Antonio Pinheiro (SECOM e Assessoria da Câmara Municipal), Marcos Franco (Correio de Imperatriz) e Claudir Porcino (Assessoria de Comunicação da Prefeitura de Imperatriz).

Também se fizeram presentes, os jornalistas Josué Moura (Assessoria de Comunicação da Prefeitura), Ozias Pânfilo (Open-Door e AIRT), Tereza Eugênia (Jornal e TV Capital), Domingos Cezar (Jornal do Maranhão e Assessoria de Comunicação da Prefeitura), Dennis Lopes (TV Difusora), Josafá Ramalho (TV Difusora) e Carlos Henrique Gaby (SECOM).



terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Rildo Amaral diz ter graves denúncias na Saúde de Imperatriz

Um leitor do blog informou que o vereador Rildo Amaral (PV-MA) fez de sua participação na abertura das sessões da Câmara Municipal com sérias denúncias sobre a Saúde municipal. Ele alega que recebeu documentos que comprovam, entre outras coisas, que uma cidadã teria feito a mesma cirurgia duas vezes no mesmo mês por médicos diferentes. Alguns vereadores estão especulando que uma das cirurgias seria de “reparo” e não a mesma. Rildo alega que falhas deste tipo são de responsabilidade não apenas do então secretário Mamede, mas também do Controlador Cândido Madeira, que se tornou uma espécie de bola da vez na “caça às bruxas”.

Tentei sem sucesso (é claro) ter contato com o nobre vereador sobre o assunto, que retornou minha mensagem com um prestativo e atencioso “kkkkkkkkkkk”. Só espero que Rildo leve as denúncias ao Ministério Público e não as use como barganha, como costumam fazer alguns edis menos ébrios, não necessariamente desta ou local legislatura, diga-se.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Marchinha de Carnaval

Aproveitando o enredo, percebi que de uns tempos para cá, alguns órgãos da imprensa e até mesmo de forma isolada, alguns jornalistas que outrora defendiam o governo municipal, começaram a noticiar os problemas que a cidade passa, que antes, claro, eles faziam de conta que não existia. Ainda bem que este jornalismo capcioso, do bater pra depois receber, já é visível pela população e tem dias contados com a renovação da categoria. Fique claro, não estou generalizando, mas como expectador e cidadão que precisa da imprensa para ser informado, prezo muito pela qualidade e honestidade da informação.

E como já entramos no clima carnavalesco, segue uma pequena marcinha:

Tô de fora, tô de fora... da prefeitura não posso mamar.
E agora? E agora? Vou começar a detonar...

Tô de fora, Tô de fora... da prefeitura eu quero mamar.
E agora? E agora? Vou falar com Cândido pra me arrumar...

Nestes dias de bonança, fiquei sem a boquinha
Onde vou armar a minha barraquinha?
Do leite da viúva quero tanto me lambusar
Como fui deixar, a jardineira passar?

Tô de fora, tô de fora... da prefeitura não posso mamar.
E agora? E agora? Vou começar a blogar...

Tô de fora, Tô de fora... da prefeitura eu quero mamar.
E agora? E agora? Vou falar com Elson pra me arrumar...

Começou o Carnaval

Com o objetivo de arrecadar doações para creches municipais, a Associação Maranhense de Imprensa (AMI) realiza em São Luís há mais de dez anos a atividade beneficente com seu bloco de rua no período do Carnaval. Da mesma idéia para Imperatriz, o presidente da referida associação, o jornalista Marcos Franco, organiza o “bloco da imprensa”, onde é preciso contar com alguns parceiros para efetivar de fato a ação social. Franco imaginou ter “a banda municipal” com apoio da Ascom/Prefeitura, mas o que a principio poderia ter acontecido, acabou melando por conta de alguns assessores municipais, que não aceita que uma Associação presidida por um jornalista de oposição receba beneficio da prefeitura, mesmo que seja para uma ação social. É o tipo de retaliação que perdem os colegas da área e perdem também as creches municipais para quem seriam feitas as doações.

Agora, meu amiguinho Marcos Franco foi inocente em procurar apoio do governo municipal, sabendo que ele, por ser editor do Correio de Imperatriz, jornal que expõe toda a problemática do município, teria alguma chance de suporte para AMI. Infelizmente, quando existe a relação de crítica e governos, não há separação do que é institucional, pessoal e coletivo. Desse liquidificador, só resta o sumo da indiferença.