O novo, a mudança, aquilo que chega de repente, são coisas que o ser humano fica sempre com o pé atrás, talvez por ter levado tanto na muleira, qualquer coisa diferente soa estranho. Aliás, todos nós sabemos disso e acabamos preferindo a zona de conforto e algo que já conhecemos, mesmo que seja cheia de falhas e problemas.
É assim que me vem à idéia dos novos pretendentes a político, pipocando é claro neste ano eleitoral. Muitos deles por serem marinheiros de primeira viagem, acabam iludidos pelo ouro da terra prometida. Mas, do jeito que são as figuras de hoje em dia, duvido muito que alguém se envolva neste processo inocentemente. Sempre tem algo há mais, um bônus, um extra, que encanta a todos nós, esta danadinha chamada “mosca azul” do poder.
Alguns novos nomes, vai lá, não são tão novos assim. Talvez para o mais comum do cidadão, mas se formos analisar o DNA, sabe-se a origem deles e pra onde vão também, e não é necessariamente que esta tese meio esdrúxula seja o principio da evolução, de forma alguma. Alguns filhos herdam “os pecados do pai”, já outros apenas enveredam para outros campos, ainda que políticos. O nosso problema é que uma hora ou outra vamos analisar unilateralmente.
O pé atrás fica na esfera destes discursos que não representa coisa nenhuma ou nenhuma coisa. É pela língua, entoando versos de uma cartilha rasurada, que não preenche e não desperta nenhuma novidade genuína, apenas o continuísmo das velhas práticas dantescas da politicagem. Quando não se tem história prática e efetiva em comunidades, associações de classe, movimentos sociais e estudantis, lançam mão de planos mirabolantes, do assistencialismo ou então criam estórias do além mundo, desconhecidos por nós, pequenos seres insignificantes, longe deste universo paralelo que a mídia ajuda a criar na maioria das vezes. E daí vem às perguntas: Quem são eles? Quem eles pensam que são?
De qualquer forma, não sou contra o novo e não me baseio pelo estudo do DNA. Não vejo a política como a religião, que precisa da história para sustentá-la. Ou talvez, quem sabe, em ambos os casos, se tornou algo pessoal, sem cor, sem sigla, sem enquadramento nenhum. A título de exemplo, o professor Carlos Hermes postou em seu blog um comentário pertinente sobre Daniel Macedo, que de uns tempos pra cá, vem aparecendo na mídia e com as claras pretensões políticas estabelecidas. Após analisar o biótipo do garoto, Carlos escreve “Digas com quem andas que te direi quem és.”. Como a política é um circo onde a pipoca é mais cara, Carlos Hermes que é membro do PT, só esqueceu de mencionar que Daniel Macedo deu assistência jurídica ao vereador Chagão do PT no ano passado, quando da época a pauta era Marquise versus Limpfort. E honestamente, não vejo problema nenhum nesta ligação, mas cada um tem seus motivos para ocultar seus cadáveres, afinal de contas na política é assim mesmo, pois nem sempre o que você diz com quem andas, terei como dizer quem tu és.
E como a roda vai girando, já tenho as respostas das minhas perguntas, porém é saudável ventilar, quem sabe, elas podem ter outro significado algum dia.






