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terça-feira, 31 de julho de 2012

Como vovó já dizia, Wilson Zara vai de Alforria, novo aeon na noite imperatrizense

Dr. Pacheco, Carpinteiro do Universo, Messias Indeciso, Carimbador Maluco Beleza, às vezes Al Capone, dificilmente Playboy nem O Santo, seja sua Brincadeira, Wilson Zara volta a Imperatriz para fazer não apenas um Som para Laio, mas para muitos Vampiros Doidões.

O show de Zara não será No Fundo do Quintal da Escola, mas no novo barzinho imperatrizense carinhosamente batizado de Alforria, da nossa amiga Loba e Angel, Lena.

Portanto, segure firme a Ditadura Postiça, alimente bem o Cachorro Urubu, pegue o Metrô Linha 743 ou Trem 103, talvez um Disco Voador e aterrisse na Rua Augusta, ops, digo, Rua Godofredo Viana próximo ao BASA, subesquina com Av. Getúlio Vargas. Apenas lembre-se de Não Andar na Contramão e apesar Movido a Álcool, não vale ser um Cowboy Fora da Lei.

Para quem conhece o trabalho de Zara, sabe que seu repertório não é uma Loteria da Babilônia, além Do Meu Amigo Raul, muito Rock do Diabo e das Aranhas também tem vez, um verdadeiro Tapanacara sem direito a Best Seller e sem reprise na Sessão das 10.

Dia 02, quinta-feira, estamos lá. Qualquer dúvida faça um D.D.I. (Discagem Direta Inter-estelar). Por aqui já fica o desejo de Um Minuto a Mais desse Dia da Saudade.


Alerta: Incêndio em pasto de fazenda ameaça residências no Santa Inês

O fogo começou por volta de 11h40 da manhã desta terça-feira e se alastrou por aproximadamente 400 metros no pasto de uma fazenda localizada na zona urbana de Imperatriz. O Corpo de Bombeiros foi acionado e conteve as chamas antes que atingissem residências e construções próximo ao local. O mato seco e a presença de materiais de fácil combustão no terreno contribuíram para que o fogo voltasse a ganhar força e velocidade. Os bombeiros foram acionados novamente.

Fogo se alastrou por aproximadamente 400 metros no pasto da fazenda
(Foto: Hemerson Pinto)

De acordo com o Cabo Luís Henrique, do 3º Grupamento de Bombeiro Militar, nesse período “muitas pessoas resolvem fazer a queima em seus terrenos e não fazem o acero, que é uma questão de segurança, por isso o fogo acaba se expandindo colocando em riscos às residências e fora a questão de poluição no meio ambiente”.

O Militar também não descartou a possibilidade de incêndio ter sido provocado pelos o que os bombeiros chamam de 'fogo espontâneo', característico em locais onde há vegetação seca. “A vegetação muito seca e detritos, animais, gorduras, com o sol intenso causa a combustão instantânea”, explica. O perigo maior, de acordo com o Cabo, era a proximidade do fogo com as residências e restos de construção, como pedaços de madeira.

O Corpo de Bombeiros de Imperatriz informou que nesse período tem recebido em média dez ocorrências diariamente, nas zonas urbana e rural. Incêndios em residências e pontos comerciais também estão na lista das chamadas.

(Hemerson Pinto - www.agoravainoticias.blogspot.com.br)

segunda-feira, 30 de julho de 2012

Me serve vadia, me serve: Dj imperatrizense bomba na internet com remix de Carminha e Nina

Do Portal Do Minuto

O DJ Masa, nascido em Imperatriz, criou um remix que tem feito sucesso no You Tube. Intitulado “Carminha e Nina-Me serve”, o vídeo foi postado no dia 27 de julho e até hoje pela manhã já possuía mais de 27 mil visualizações, 100 comentários, 365 pessoas gostaram, 10 não gostaram e 45 colocaram nos favoritos.

Da Terra do Frei para o mundo:
Carlos Henrique Brandão usa o codinome de DJ Masa
(Divulgação)
A ideia do remix foi baseada em uma das cenas mais esperadas por quem acompanha a novela “Avenida Brasil”: o início da vingança de Nina. A partir desta cena, o imperatrizense criou uma sequência baseada em diálogos de Nina (Débora Falabella) e Carminha (Adriana Esteves), o qual tem feito sucesso no You Tube.

O hit também está disponível no Sound Cloud do músico. Em menos de 24 horas a música foi ouvida mais de 130 mil vezes e compartilhada por mais de 15 mil pessoas no facebook.

Veja o vídeo:



Dj Masa – Carlos Henrique Brandão usa o codinome de DJ Masa. Nascido em Imperatriz- MA, atualmente reside em Belém-PA. Ele é graduado em Administração e Comunicação Social/ Habilitação em Jornalismo. Carlos Henrique desenvolve um trabalho musical através da Internet. Fascinado pela música pop produzida em países como Japão, Coréia do Sul e China, decidiu aprender, utilizando a internet, como operar softwares de produção musical. Começou divulgando os trabalhos em fóruns específicos dos artistas envolvidos nas mixagens.

A carreira de produtor musical e DJ começou despretensiosamente em 2005, quando ele lançou o primeiro trabalho no Fórum Internacional, na época usando o nick Masamune. Em 2006, fundou o blog Masa Mixes, onde passou a compartilhar os trabalhos. Em 2009, começou a tocar em festas de amigos. Em 2010, assumindo a identidade de DJ Masa, começou uma nova etapa: levar as produções para festas de eletrônicos do Brasil e do Mundo.

Candidatos apostam nas redes sociais para fazer campanha

Karoline Damião

A largada para as eleições municipais foi dada no último dia 6, com a autorização das campanhas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), mas as campanhas pelas ruas ainda são tímidas. Boa parte dos candidatos a prefeito e vereador vê nas redes sociais uma nova ferramenta para transmitir suas mensagens e chegar até os eleitores de forma mais rápida.

De fácil acesso e grande poder de persuasão, a internet virou alvo de campanha da maioria dos candidatos de Imperatriz, sobretudo dos vereadores. O maior foco dos candidatos tem sido as redes sociais Twitter, Orkut, Youtube e, principalmente o Facebook, onde eles podem divulgar detalhes da campanha, apresentar suas propostas e participar de grupos de discussão.

A linguagem informal presente nas redes sociais acaba criando uma maior proximidade e interação do candidato com os eleitores. Embora a televisão e o rádio ainda sejam os principais veículos para informação de quem vai votar, as redes sociais acabam possibilitando ao candidato a estabelecer um contato com o público mais jovem, já que a chamada geração online costuma acompanhar tudo via internet.

Observando algumas ruas mais movimentadas da cidade, a reportagem consegue perceber de forma ainda discreta as equipes de candidatos a prefeito e vereador em conversa com a população e fazendo distribuição de panfletos. Alguns motoristas já começaram a estampar em seus veículos a propaganda de candidatos.

O músico Berkson Junior é a favor de que os candidatos façam campanha eleitoral na Internet. “Hoje creio que uma rede social como o Facebook, por exemplo, é o meio mais fácil de se atingir um numero maior de pessoas, dando espaço inclusive pra que os eleitores divulguem e postem suas opiniões sobre cada candidato”, afirma o músico. Anna Paula Paiva partilha da mesma opinião. “A internet é um meio de comunicação livre, visto que na nossa Constituição todos têm direito à liberdade de expressão”, diz a professora.

Apesar dos candidatos serem presença quase que unânime nas redes sociais, ainda existe quem desaprove a forma de propaganda. É o caso do empresário Wallysson Oliveira. “Tenho cinco parentes que são candidatos em outros municípios, e não fico publicando fatos das suas campanhas. Apesar de saber que todos possuem direito de liberdade de expressão, acho muito chato quem fica publicando toda hora sobre a campanha. Quando vejo que é propaganda política, eu sempre apago”, desabafa Wallysson.

O estudante Kildare Duarte acha que os candidatos devem usar sempre do bom senso na hora de utilizar o Facebook como ferramenta de disseminação de campanha. “A gente percebe quando o candidato está desesperado, ele começa a publicar uma informação atrás da outra, na página de todo mundo, e muitas vezes nem se preocupa com o feedback das pessoas. Outra coisa que não devemos aturar é candidato trocando farpas com outro candidato em plena rede social”, opina o internauta.

(Correio Popular)

MPF denuncia major da reserva por sequestro e morte no Araguaia

O Ministério Público Federal (MPF) denunciou à Justiça o major da reserva Lício Augusto Maciel pelo sequestro do militante do PCdoB Divino Ferreira de Souza, o Nunes, capturado ilegalmente pelo Exército em 1973 e desaparecido desde então.

O major da reserva Lício Augusto Maciel, conhecido como doutor Asdrúbal
(Reprodução Correio do Brasil)
Também conhecido como Doutor Asdrúbal, o militar participou, há 40 anos, da Operação Marajoara, que pôs fim à Guerrilha do Araguaia, a maior ação de resistência armada à ditadura militar brasileira. Assassino confesso de pelo menos quatro guerrilheiros, Lício Maciel permanece impune.

A denúncia do MPF segue determinação da Corte Interamericana de Direitos Humanos que, em sentença de 2010, condenou o Brasil a apurar os crimes de lesa-humanidade ocorridos durante a guerrilha. Como a interpretação que o Supremo Tribunal Federal (STF) faz da Lei da Anistia, de 1979, impede que militares sejam punidos por crimes como assassinato e tortura, o MPF enquadrou o Doutor Asdrúbal pelo sequestro de Divino, considerado imprescritível.

Divino foi emboscado no dia 14 de outubro de 1973, na região do município de São Domingos do Araguaia (PA). De acordo com o MPF, ele e os companheiros André Grabois, o Zé Carlos, João Gualberto Calatroni, o Zebão, e Antônio Alfredo de Lima, o Alfredo, foram cercados quando abatiam porcos e não tinham nenhuma chance de reagir. Grabois, Calatroni e Lima foram executados na hora e Divino, sequestrado e levado com vida para a base militar da Casa Azul, em Marabá. Apesar de ferido, foi interrogado e submetido a grave sofrimento físico. Nunca mais foi visto.

Dez dias depois, Lício Maciel seria responsável pela morte da guerrilheira Lúcia Maria de Souza, a Sônia, executada imediatamente após reagir ao ataque dos militares e ferir o major no braço e no rosto. Bem antes, já havia se notabilizado pela prisão do também guerrilheiro José Genoíno, que viria a se tornar presidente do PT.

O ódio do militar pela esquerda é tamanho que, em 2005, chegou a insinuar que Genoíno foi o verdadeiro responsável pelas mortes dos companheiros, já que, quando preso, delatou como funcionavam as bases da guerrilha, mesmo sem sofrer tortura ou ameaça. “Genoino, olhe no meu olho, você está me vendo. Eu prendi você na mata e não toquei num fio de cabelo seu. Não lhe demos uma facãozada, não lhe demos uma bolacha – coisa de que me arrependo hoje”, disse ele, em discurso proferido na Câmara dos Deputados, durante sessão solene em homenagem aos militares que atuaram no Araguaia.

Tratado como um verdadeiro herói de guerra por outros militares de ultradireita, Maciel sempre se gabou de sua participação na guerrilha. “Tenho imenso orgulho de ter participado dessa luta, por ter agido positivamente para evitar que os guerrilheiros do PCdoB implantassem no país um regime comunista igual ao de Cuba, com paredão e tudo”, declarou ele, no mesmo discurso de 2005.

Em 2010, voltou a confirmar os assassinatos e prisões em depoimento à Justiça. Entretanto, disse que os guerrilheiros foram mortos em combate e se eximiu da culpa pelo desaparecimento de Divino que, segundo ele, foi devidamente entregue à base militar. Pelo menos duas testemunhas rechaçam a tese: o militar José Vargas Jimenez, que escreveu um livro sobre a repressão à guerrilha e depois confirmou as informações em depoimento oficial às autoridades brasileiras, e Manoel Leal Lima, o Vanu, que servia de guia para o grupo de militares durante a emboscada. Ambos ressaltam que os militares armaram uma emboscada para os militantes. E, ainda, que Divino foi submetido à grande tortura.

- Nessa etapa houve o deliberado e definitivo abandono do sistema normativo vigente, pois decidiu-se claramente pela adoção sistemática de medidas ilegais e violentas, promovendo-se então o sequestro ou a execução sumária dos militantes. Não há notícias de sequer um militante que, privado da liberdade pelas Forças Armadas durante a Operação Marajoara, tenha sido encontrado livre posteriormente – esclarece a denúncia do MPF.

Memória
Divino nasceu em Goiânia, em 1942, e, em 1961, se tornou membro da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes). Em 1966, deixou o país, retornando um ano depois para viver na clandestinidade, na região do Brejo Grande, próximo ao Rio Araguaia. Foi nesta época que, atuando como agricultor e comerciante, passou a ser conhecido como Nunes.

Sua irmã, Terezinha Souza Amorim, afirma que a família jamais deixou de buscar a verdade sobre o que aconteceu, sem sucesso. “Em 2004, minha mãe faleceu sem ter obtido informações do Estado brasileiro sobre o que aconteceu com o Divino, após lutar até o fim da vida para o encontrar. Hoje, a minha luta e de outros familiares de mortos e desaparecidos é para que a sociedade conheça a verdadeira história, para que o estado nos esclareça o que aconteceu com nossos entes queridos e para que os responsáveis por todos esses anos de angústia e desespero sejam responsabilizados”, esclarece.

Justiça
Lício Maciel é o terceiro militar denunciado por crimes de lesa-humanidade cometidos durante a ditadura. O primeiro foi justamente o seu parceiro de combate à guerrilha do Araguaia, Sebastião Curió Rodrigues, o Major Curió. A ação foi recusada pela primeira instância, mas o MPF recorreu e aguarda decisão. O segundo é o ex-diretor do DOI/CODI, coronel Brilhante Ustra.

A denúncia contra Lício Maciel foi distribuída para a 2ª Vara Federal do Pará e, desde 19 de julho, aguarda decisão da juíza Nair Pimenta de Castro.

(Jornal Correio do Brasil)