O blogueiro Carlos Hermes jogou o veneno primeiro, tornando público certa insatisfação de alguns membros do PDT em relação ao governo tucano, principalmente naquilo que diz respeito aos acordos não honrados por Madeira na época da campanha política. O caldo engrossou também na última campanha governamental, onde pedetistas alegam que o prefeito fez corpo mole na campanha de Jackson Lago e de Carlinhos Amorim, este último para deputado estadual.
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Carlinhos Amorim: PDT, PT, Lobão e
Roseana, todos querem a bola da vez. |
A coluna Bastidores do jornal O Progresso comprou a idéia da defesa, e gerou uma espécie de ping-pong entre Coló Filho (que assina tal coluna) e Carlos Hermes, assando a batata do rompimento ou não, tendo o personagem principal Carlinhos Amorim como candidato a prefeito de Imperatriz. Hoje mais uma vez Coló afirma que “ele teria que ter coragem para romper com Madeira. Segundo, para se candidatar teria que sair do PDT, porque Jackson Lago não deixaria o partido ficar contra Madeira.”.
Agora o ex-vereador e também blogueiro Rui Porão informa em seu blog que “tentando levar ao conhecimento da comunidade o que esta se passando, o vice Jean Carlo e alguns da executiva do partido, não estão conseguindo espaço para dar entrevistas em alguns órgãos de comunicações (...) sem o apoio do PDT, Madeira jamais seria Prefeito de Imperatriz.”.
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| Jackson Lago e Madeira: rompimento anunciado? |
Na verdade, a leitura é outra: sem o apoio de Jackson Lago, Madeira não seria prefeito de Imperatriz. O PDT por si só, em especial de Imperatriz, não tem gordura política ou representatividade de massa. O nome de Jackson Lago vai além da sigla partidária. O ex-governador e membros da executiva dormiram no ponto em não estruturar o partido localmente e nem abrir precedentes para um nome forte do PDT aqui, o que convenhamos, não há nenhum de fato.
Agora tentam desenhar um cenário onde Carlinhos Amorim possa ser o candidato a prefeito, onde pedetistas orquestram também uma aliança com o PT imperatrizense e o PCdoB de Flávio Dino. Na teoria, o plano é maravilhoso. PDT, PT e PCdoB, correm o sério risco de ter as duas maiores prefeituras do Maranhão nas mãos e em futuro próximo, o governo do estado. Na prática, as articulações políticas cambaleiam em detrimento dos interesses e projetos pessoais.
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Jean, vice-prefeito: se permanecer calado,
será posto como pivô de toda a "confusão" |
Apesar de Carlinhos vislumbrar a prefeitura de Imperatriz, ele não quer carregar o fardo dos interesses dos outros (principalmente de piabas), ainda mais que a decisão dele pesa para dois lados, sendo uma delas ligada a Lobão e a proposta tentadora de Roseana. Os pedetistas que estão de bico e os petistas que querem aproveitar o momento, estes são estão nos planos de Carlinhos.
Por fim, o que menos se ver nestas discussões políticas é uma discussão sobre a cidade. A queda de braço promovida por agentes políticos e de suas siglas, são norteadas por uma espécie de loteamento da coisa pública, onde a distribuição de cargos e benesses do poder é mais importante. Não há nenhuma contraproposta do modelo vigente; nenhum projeto estruturado divulgado. A quem interessa o rompimento do PDT com o governo Madeira? A ladainha continua a mesma: matar o rei e gozar com a coroa... Neste caso, com a viúva.