No último dia 19, alunos da Unisulma acompanhados do professor Witembergue Zaparoli em comemoração ao dia do índio estiveram presentes na aldeia São José, tribo Apinayé, em Tocantinopólis (TO). A iniciativa faz parte de um projeto desenvolvido pelo Núcleo de Estudos e Pesquisas Sociais (NUEPS) possibilitando a ampliação dos debates realizados em sala de aula. Ao todo, 78 estudantes participaram da visita.
Com o objetivo de aproximar os alunos da vida indígena e quebrar paradigmas entre as culturas, eles vivenciam o momento por meio de uma experimentação, com observação direta do cotidiano da aldeia. O convite é aberto aos acadêmicos do 1º e 2º período que fazem a disciplina de Antropologia. Cada grupo tem um foco, Direito, por exemplo, aborda as relações jurídicas; Serviço Social, enfatiza as políticas públicas, inclusive a Bolsa Família Indígena que eles ainda não recebem; Nutrição, busca tratar as práticas das comidas tradicionais e a intervenção de outros alimentos que não garantem uma qualidade nutricional para os indígenas; Enfermagem, observa as condições de acesso a saúde e Educação Física e Ciências Biológicas realizam um movimento de educação em torno de propagação do conhecimento para os índios.
As visitas acontecem desde 2006 e são realizas duas vezes por ano, em dois momentos festivos, uma no dia do índio e outra no dia da cultura, no mês de agosto. Segundo o professor, os índios se organizam enquanto comunidade para receber visitantes de várias instituições, seja de ensino superior como de outros níveis da educação. Ele ressalta que muitas de suas práticas tradicionais ainda são comuns.
Segundo o pesquisador e mestre em Educação e Cultura, Witembergue Zaparoli, a comunidade Apinayé vai ser impactada por um projeto da construção da hidrelétrica de Serra Quebrada, em que a obra vai tomar um espaço de 37% da área e sete tribos terão que se deslocar para outro local. “A tribo foi escolhida devido os impactos sofridos com as questões econômicas, como instalação de empresas e da hidrelétrica. Vários movimentos sociais já estão sendo feitos em favor dos indígenas”, ressalta o docente.
Para a acadêmica do 1º período de Enfermagem, Soelane da Silva participar desta experiência proporciona mais conhecimento para a atuação profissional. “É uma visita super interessante que nos faz entender suas práticas e rotinas agregando um intenso aprendizado para a nossa formação”, conclui.
(ASCOM/William Castro)
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