O texto abaixo é de autoria desconhecida. Recebi no "in box" do Facebook assim, acredito eu, como outros tantos que utilizam a rede social. Todavia, desde que fora enviado (sexta-feira 13), até o momento não olhei a republicação do mesmo em nenhum outro meio.
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Roseana Sarney e base de apoio dos deputados maranhenses
(Foto: Reprodução Blogue Robert Lobato) |
O conteúdo é bem pertinente e versa sobre uma possível orquestração do governo do estado em desgastar a Assembleia do Maranhão na mídia nacional. O tema apesar de ser corrente, parece ter pouco fôlego justamente na internet, uma seara de propagação de toda sorte e derivados de assuntos.
Vale a leitura:
A democracia na lição de José Afonso da Silva é “um processo dialético que vai rompendo os contrários, as antíteses, para, a cada etapa da evolução, incorporar conteúdo novo, enriquecido de novos valores e, como tal, ela nunca se realiza inteiramente, pois, como qualquer vetor que aponta a valores, a cada nova conquista feita, abrem-se outras perspectivas, descortinam-se novos horizontes ao aperfeiçoamento humano, a serem atingidos”.
E no desenvolvimento da democracia uma das grandes conquistas da sociedade foi retirar dos monarcas, dos reis, dos governantes a legitimidade de expressar a vontade geral dos membros da sociedade através da sua representação nos parlamentos e nas assembleias populares.
A representação política brasileira evidentemente tem graves problemas, dentre os quais, pode-se destacar o alto custo financeiro dos mandatos eletivos. A representação política fica muito setorizada daí a bancada dos ruralistas, dos empresários, dos parentes de quem já teve acesso ao poder, enfim, de quem tem condições financeiras e políticas de chegar aos mandatos do poder legislativo. Essa grave distorção não é equacionada pelo sistema jurídico eleitoral brasileiro. Em geral essa distorção acompanha o parlamentar aonde ele vai.
Abre-se com isso uma profunda fenda, uma completa falta de sintonia entre o povo (mandante) e os vereadores, deputados e senadores (mandatários). O primeiro não se sente efetivamente representado pelos segundos e estes não se sentem realmente representantes daqueles, mas presentantes de si próprios de interesses setoriais, familiares e próprios. Isso não tudo, mas é boa medida da democracia representativa brasileira.
Há outras distorções, como o sistema jurídico, a composição dos Tribunais Regionais Eleitorais muito fragilizadas em termos institucionais e éticos. Veja-se, por exemplo, o processo de escolha dos juristas que integram os regionais.
O financiamento das campanhas eleitorais pode-se afirmar é o principal problema da democracia brasileira, basta que se veja os escândalos nacionais do mensalão e mais recente do bicheiro Carlinhos Cachoeira.
Aqui no Maranhão, além dos problemas gerais acima apontados, há um problema específico: o Poder Executivo estadual, que aqui se confunde com a Governadora Roseana Sarney, tem o domínio acachapante de todos os meios de comunicação. Jornais, rádios, TV Mirante, SBT, blogs de maior audiência. Só sobrava o Jornal Pequeno que segundo as más línguas também se rendeu em parte ao poder constituído, sob o argumento de propagandas institucionais.
Sob a ótica da mídia, a Governadora Roseana Sarney é imbatível e fora sua mídia sobram uns gatos pingados de blogueiros, jornais e rádios que vivem no fio da navalha: entre a independência e sobrevivência.
O Poder Judiciário tem suas especificidades que não permitem ao Poder Executivo dominá-lo por inteiro, mas ninguém desconhece a influência da família Sarney (e, pois, do Poder Executivo) sobre a toga maranhense, mas a população nunca acreditou muito mesmo no Poder Judiciário.
Agora uma coisa é certa. Desde que a Governadora Roseana Sarney voltou ao Palácio dos Leões, especialmente a partir de 2011 que ela desenvolve uma campanha autoritária e sórdida contra o Poder Legislativo maranhense.
Qualquer analista minimamente sério já percebeu que um dos objetivos claros do governo Roseana Sarney é desmoralizar, desmantelar, enfraquecer, subjugar, vilipendiar mais ainda todos os deputados e deputadas estaduais, quer sejam o de sua base aliada quer sejam os da oposição. A determinação é para tornar mais ainda a Assembléia num mero carimbador de projetos nascidos no Palácio dos Leões.
O Poder Executivo estadual maranhense, através seu braço midiático formado por jornais, blogs, TVs, rádios, tem executado uma campanha sistemática de desmoralização política e institucional do Poder Legislativo estadual desde o início do ano de 2011.
Só para exemplificar vejam-se algumas matérias destacadas no jornal O Estado do Maranhão: Em 13/2/2011 foi publicada ampla matéria denominada de “Deputados custam R$ 90 milhões anuais para o contribuinte maranhense”. Em 17 de abril de 2011 “Assembléia registra baixo índice de produção legislativa no primeiro trimestre de 2011”. Em 16 de maio de 2011 “Em 100 dias de mandato há parlamentares que se mantêm calados em plenário”. O coroamento da campanha deu-se com ampla matéria veiculado em rede nacional pela rede globo e depois por outros canais de TV.
Basta que se faça um levantamento da imprensa sarneysista de fevereiro de 2011 até os dias correntes, para que se perceba clara e sem nenhuma dúvida que realmente há uma sistemática campanha midiática de desconstrução política e institucional do já combalido parlamento estadual maranhense.
O que é curioso é que o governo não perdoa nem mesmo os deputados da base aliada, que formam a maioria acachapante na assembleia. A campanha de desmoralização chegou ao ápice com matérias televisivas divulgadas pelo Fantástico e em várias edições do Jornal Nacional.
Depois de muita taca e já com um desgaste político, eleitoral e institucional praticamente sem recuperação política os deputados governistas começaram a ir timidamente para o contra-ataque.
O Deputado Raimundo Cutrim condenou da tribuna o que chamou de “campanha sórdida da Mirante contra os deputados do Maranhão”, conforme matéria veiculada no Jornal Pequeno de 12/04.
Em 13/04 o próprio jornal o Estado do Maranhão publicou matéria intitulada “Deputados voltam a criticar imprensa após corte de três salários na Assembléia”, fazendo repercutir pronunciamento do deputado governista Tatá Milhomem e da Deputada pedetista Graça Paz, mas com o intuito de enquadrar Tatá Milhomem e assim dar o recado aos outros do que mesmo de divulgar a matéria.
Mesmo Tatá Milhomem não aguentou a taca e desabafou na tribuna “Então a TV Globo, a TV Mirante, a Rádio Mirante e os blogueiros, se assim quiserem, podem continuar com a luta porque, se for para falar de imoralidades, eu acredito que muitas imoralidades existam no sistema de televisão brasileira”. O deputado depois de muita taca junto com todos os outros não resistiu e fez ameaça sutil como quem diz se for aberto este sistema de comunicação aí tem muita imoralidade, mas com medo preferiu falar do “sistema de televisão brasileira”.
Mas uma coisa é certa: Roseana já conseguiu produzir queimaduras de terceiro grau na imagem do Legislativo maranhense. Alguns deputados desavisados foram tão prejudicados que dificilmente conseguirão nova eleição, tamanha foi à queimação política em rede nacional e estadual.
Agora cá para nós: que esta Assembléia merece taca, ah! Isso merece mesmo, pois ao invés de enquadrar como faz o Congresso Nacional no chamado presidencialismo de coalizão o Poder Executivo aqui no Maranhão Roseana é quem enquadra todos os deputados que mais se parecem com vereadores das pequenas urbes maranhenses, que os prefeito não dão qualquer valor.
Este Poder Legislativo é tão submisso, tão covarde, tão descumpridor de seu papel político e institucional, que permite que a Governadora Roseana Sarney vete todos os projetos aprovados pela Casa que não são oriundos do Palácio dos Leões. Ela veta praticamente tudo o Legislativo aprova que não saia do Palácio dos Leões. O Legislativo é tão pérfido e ignóbil que depois aprova os vetos da Governadora de projetos nascidos nele e aprovados por ele próprio.
Um Poder Legislativo infame deste naipe merece mesmo é muita taca porque não cumpre sua missão institucional e política. O problema disso tudo é que voltamos às avessas a época das Monarquias aqui no Maranhão, onde essa história de outros poderes independentes e harmônicos é conversa fiada de lunáticos que ignoram a realidade maranhense.
Bem feito. Mais taca Roseana nesses deputados e deputadas que não se respeitam e nem respeitam os votos que receberam do povo maranhense. Eles devem ficar mesmo apenas com dois direitos na máxima castrense: “Não ter direito algum e não reclamar do direito que tem”. É isso!