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sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Piada pronta: Com perda de aposta, Hamilton Miranda põe o pé na Av. Pedro Neiva de Santana

Hamilton Miranda: espetáculo circense entre
Imperatriz e João Lisboa
(Foto: Pinheiro)
No afã de defender o indefensável e acreditar no impossível, o presidente da Câmara de Vereadores de Imperatriz, Hamilton Miranda, apostou com um de seus pares (Buzuca), que se a governadora não entregasse até o final de 2011 as obras concluídas da Av. Pedro Neiva de Santana, iria percorrer a pé toda sua extensão, de Imperatriz a João Lisboa, no total de 12km.

O percurso é pouco. Miranda já andou essa distância diversas vezes no cair da tarde na Av. Beira-Rio, muitas delas ao lado do secretário de infraestrutura da cidade, o senhor Roberto Alencar.

De qualquer forma, para ele essa caminhada é um ensaio para as próximas eleições. Com um baixo rendimento como vereador, onde quase nada significativo de atuação traduziu em beneficio para a comunidade, Miranda tem uma reeleição difícil pela frente.

É claro, por presidir àquela casa de leis e de lambuja ser o mediador entre seus colegas de paletó e os governos (municipal e estadual), uma saída ou outra da sala fria possa lhe reservar algo de bom em outubro. Gastos com sola de sapato serão mínimos.

Enquanto isso, aguardemos essa pequena realização circense (o nariz de palhaço, já não é novidade para ele), com direito a pipoca e um sem número de bajuladores para servir e cortejar o presidente fanfarrão.

A título de informação, quem faz a lembrança da esdrúxula aposta é o anônimo blogue Wikileaks Itz. Clique aqui e confira.

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

No tropeço do clichê, mas crime compensa?

A expressão “vem fácil, vai fácil”, apesar de nem sempre valer na prática pelas leis dos homens ou da natureza, não compila apenas uma situação de padecer na vida mansa e tomando de assalto o que pertence ao outro. Retribuir pela fadiga ou pelo viés da falta de oportunidade é um mero subterfúgio que não pondera entre o que é certo e errado, mas venenosamente consolida-se de má índole, gene ruim, gênero difícil e do desdenho vicioso para com aqueles que de uma forma ou de outra, aquilo que chamamos de sociedade, classifica como homens de bem.

O ano de 2012 em Imperatriz começou com vários assassinatos. Quase todos, frutos do caminho não meramente errante, mas de um sem número de indolência vultosa travestida de simples marginalidade. Nesse turvo turbilhão de sangue e desespero familiar, a morte, como diz um velho adágio, “tem tanta certeza de sua vitória que nos dá uma vida inteira de vantagem”.

Nesse universo da criminalidade da aparência e no espetáculo da barbárie de usurpar e humilhar outras vidas, não resta dúvidas quanto o saldo final. Quando não se diferencia mais o real do abstrato e que a rotina de erros vira uma prática normal, os olhos cegam e o coração esfria.

Nesses casos, não há erro no livre-arbítrio, por isso é em vão a palavra de fé jogada aos ventos. Em situações assim, não é somente a casa que cai, mas os corpos também hão de tombar.

Dona do Mar: Vale barra deputados para verificar real situação de navio

Há um mês a embarcação da empresa coreana STX Pan Ocean arrendada para a Vale pelos próximos 25 anos, apresentou rachaduras no casco e ameaça afundar na costa maranhense. Rebatizado de Vale Beijing, o navio estava sendo carregado com mais de 360 mil toneladas de minério de ferro no porto da Ponta da Madeira, em São Luís.

Até o presente momento nenhum dos envolvidos informaram de fato qual a gravidade do problema. Nem a empresa coreana, nem a Vale e muito menos a Capitania dos Portos, que faz corpo mole sobre o assunto. O descaso e o desencontro de informações motivaram a Comissão do Meio-Ambiente da Assembleia Legislativa do Maranhão a empreender uma visita ao navio, mas tiveram a solicitação negada.

Não é de estranhar que os envolvidos ignorem tal pedido e a revelia, apesar das movimentações do deputado Leo Cunha (PSC) que preside a Comissão, protelam quaisquer fiscalização que comprometa as operações da Vale, como se, afora esse caso em particular, as inúmeras denuncias de crimes ambientais cometidas por tal, arranhasse o casco da companhia, privatizada pelos solfejos políticos.

Por mais irônico que possa ser, em reportagem do portal iG pode-se ler “A Vale, que encomendou 35 navios do mesmo modelo, conhecidos como Valemax, afirmou que não vai se pronunciar sobre o assunto pelo fato de a embarcação pertencer a outra empresa”.

Prepotência pouca é bobagem.

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Menor infrator: um debate que não ganha eco

Belizio Ribeiro, quanto participava de reunião
com a comunidade onde morava.
O assassinato de Belizio Ribeiro da Costa, vice-presidente da Associação de Moradores do bairro Beira-Rio, ocorrido na última segunda-feira no bairro da Caema por um adolescente que fora preso em um dia por portar um revolver calibre 32 e em liberdade por meio de fuga da frágil Funac noutro dia, não vai ganhar a mesma reverberização que outros crimes ocorridos em Imperatriz.

O debate é delicado... esquiva-se toda sorte de conceito quanto ao sistema de punição no que diz respeito aos menores infratores. Poucas pessoas ditas da sociedade civil organizada levantam uma bandeira favorável sobre a redução da maioridade penal no país. Afora isso, não há efetivamente nenhum projeto de políticas públicas de medidas sócio-educativas que faça valer a reintegração do infrator ao seio da sociedade. A estrutura capenga da Fundação Nacional de Assistência a Criança (FUNAC) aqui mesmo em Imperatriz é um exemplo nefasto de discursos aos ventos e da tríade da insegurança pública: causa, efeito e casualidade.

Não será de estranhar que o crime não ganhe grande repercussão. Belizio que era técnico em enfermagem no Hospital Municipal, além de morador da periferia, era homossexual. Adjetivos comuns, corriqueiros, mas ainda cheio de má interpretação e preconceitos. Apesar dos serviços prestados na saúde local e na atuação na AGIR (Associação de Gays de Imperatriz e Região), onde já testemunhei participar de campanhas de prevenção às DST, infelizmente em pouco tempo cairá no esquecimento da opinião pública.

Segundo informações da própria polícia, o adolescente assassinou Belizio por ter denunciado o mesmo à polícia. O menor infrator é daquelas típicas figuras marginal padrão, que toca o terror na comunidade. Belizio Ribeiro da Costa rompeu o silêncio, mas a inconsequência juvenil rompeu com sua vida.

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Na peneira do TSE, Hamilton passa, mas Chagão fica sem filiação partidária

Hamilton, à esquerda, de olhos aberto. À direita
Chagão Sem Partido, de olhos fechados
(Foto: Tribuna do Tocantins)
Vamos primeiro recapitular a peripécia desses meninos:

No ano que se passou o presidente da Câmara Municipal de Imperatriz, o vereador Hamilton Miranda, trocou o ninho tucano (PSDB) para migrar ao PSD, o dito “partido do Kassab”. De lambuja, Mirando levou consigo o seu fiel escudeiro Chagão, levado outrora a reboque ao PT por Valdinar Barros.

Ambos tinham (por lei eleitoral) até o dia 05 de outubro de 2011 para efetuar a mudança partidária, a fim de disputarem as eleições desse ano. Em uma ratada daquelas, a dupla, uma espécie de faísca e fumaça da política local, prestou informação quanto à mudança de sigla partidária ao Tribunal Regional Eleitoral somente dia 26 daquele mês, o que caracterizaria duplicidade de filiação, ou seja, com tal irregularidade não estão aptos para concorrer a nenhum cargo eletivo.

Pois bem, eis que agora a decisão do Tribunal Superior Eleitoral apenas certifica o vereador Hamilton Miranda de fato filiado ao PSD, com data de 29/09/2011. A imagem abaixo informa:

(clique na imagem para ampliar)

Já o vereador Chagão, não passou pelo crivo do TSE. Em certidão emitida pelo órgão, confirma que ele “NÃO ESTÁ FILIADO A PARTIDO POLÍTICO”. Vejamos a imagem da consulta feita diretamente no site do TSE:

(clique na imagem para ampliar)

Uma das questões que se levanta agora é o fato de Hamilton e Chagão terem feito as mudanças em conjunto, e como somente um deles teve o beneficio de não ser certificado com dupla filiação? Será que o sistema do Tribunal Superior Eleitoral é tão falho, ao ponto de retardar informação?

Pelo jeito o “canto da cigarra” começou mais cedo na tempestuosa política imperatrizense. Feliz 2012 ;-)