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sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

Outros tempos: Líder dos Engenheiros do Havaii se apresenta hoje em Imperatriz

Depois de anos de espera, os fãs dos Engenheiros do Hawaii finalmente poderão matar a saudade de assistir ao vivo os principais sucessos da banda gaúcha. Bem, não completamente.

Pela primeira vez, Humberto Gessinger, o líder, vocalista e principal letrista do grupo sai em turnê solo, lançado seu novo disco "Insular", na noite desta sexta-feira (13), ele se apresenta no estacionamento do Imperial Shopping.

Apesar de ter gravado na década de 1990 um álbum com o "Gessinger Trio", esta é a primeira vez que o músico grava um álbum solo, depois 28 anos de carreira. Em Imperatriz, é a segunda vez que o músico se apresenta. A primeira, no início dos anos 90 no antigo ginásio do Fiqueninho.

Durante os 24 anos em que Humberto Gessinger esteve à frente dos Engenheiros do Hawaii, 12 álbuns de estúdio foram lançados, além de várias coletâneas e registros ao vivo, imortalizando canções como “Infinita Highway”, “O Papa É Pop”, “3x4”, entre inúmeras outras. A última turnê dos Engenheiros da Hawaii foi a do Acústico MTV, percorrendo todo país por 2 anos.

Em 2012, Gessinger encerrou uma temporada de shows com o duo Pouca Vogal, ao lado de Duca Leindecker. Neste ano, o cantor, compositor e multi-instrumentista lançou seu primeiro álbum solo, intitulado “Insular”.

O show de Imperatriz inclui composições de todas as fases da carreira do músico. Para a turnê solo, o músico chamou o ex-Fresno Rodrigo Tavares para assumir a guitarra e Rafael Bisogno para a bateria. Gessinger é o responsável pelos vocais e ainda toca baixo, teclados, harmônicas e acordeon.

Primeira vez
“Insular” traz dez composições de Humberto Gessinger sozinho ou em parceria com nomes como Bebeto Alves, Duca Leindecker e os músicos do Jota Quest. A primeira música de trabalho é “Tudo está parado”.

O álbum tem a participação de nomes da música gaúcha, como Luis Carlos Borges, Bebeto Alves, Frank Solari, Nico Nicolaiewsky (do grupo Tangos e Tragédias), Esteban Tavares. Outros seis integrantes de duas fases dos Engenheiros do Hawaii também tocam em “Insular” – Luciano Granja, Lúcio Dorfman, Adal Fonseca, Fernando Aranha, Pedro Augusto e Gláucio Ayala.

“Insular” – show com Humberto Gessinger
Data: Sexta-feira (13)
Horário: 22h
Local: Estacionamento do Imperial Shopping
Ingressos: R$ 30 (pista); R$ 70 (open bar)
Promoção: Levada Elétrica

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Pequena Companhia de Teatro apresenta Velhos Caem do Céu como Canivetes no Teatro Ferreira Gullar

Dias 17 e 18 de dezembro a Pequena Companhia de Teatro apresentará sua mais nova produção teatral, Velhos Caem do Céu como Canivetes, no Teatro Ferreira Gullar. Serão duas sessões na terça-feira às 18h30min e 20h30min e uma sessão na quarta-feira às 19h00min. A entrada é franca e os ingressos serão disponibilizados uma hora antes na bilheteria do teatro.

O texto de Marcelo Flecha foi inspirado no conto de Gabriel García Márquez, Um Señor muy Viejo com Alas Enormes. A narrativa apresenta um ser alado que cai em um quintal e altera a rotina do morador da casa. Um ser alado e um ser humano: dois personagens no abismo de suas percepções, preconceitos, medos e dúvidas. Assim, o espetáculo disponibiliza um espaço para a reflexão e discussão sobre o direito às diferenças e as consequências produzidas pela miséria e pelo exílio, oferecendo ao espectador uma obra concentrada na utilização do teatro como instrumento de reflexão, formação e transformação social, onde o entretenimento é o meio, e não o fim.

O espetáculo concentra sua experimentação e pesquisa no desenvolvimento de uma dramaturgia que aborde a dificuldade humana em lidar com as diferenças, utilizando em seu escopo, temas como miséria, exilio, fé e desesperança.

A encenação se utiliza, na sua montagem, da metodologia desenvolvida pela Pequena Companhia de Teatro durante a última década, sistematizada no instrumento denominado Quadro de Antagônicos. O treinamento, através desse instrumento, que indica os caminhos da dramaturgia e encenação, partindo da oposição física como fundamento para o desenvolvimento do repertório gestual do ator e a construção final das personagens. Nós compreendemos o teatro como a arte do ator. Assim, a encenação tem o ator como centro gerador de linguagem.

No elenco Cláudio Marconcine e Jorge Choairy vivem o ser humano e o ser alado, respectivamente. A direção é de Marcelo Flecha e a produção de Kátia Lopes. Estes quatro nomes integram a Pequena Companhia de Teatro, grupo que tem mantido atividade desde 2005 e que concentra em sua trajetória o desenvolvimento de uma linguagem que potencializa seus conteúdos e democratiza o acesso a esses resultados através de debates, oficinas e circulação dos seus espetáculos.

Uma das poucas companhias maranhenses que possuem sede própria – um prédio de 600 m² no centro histórico de São Luís, tombado como patrimônio cultural da humanidade – é nela que serão produzidos, ensaiados e apresentados os espetáculos, oficinas, leituras dramáticas, performances e demais atividades do coletivo.

Os espetáculos da Pequena Companhia de Teatro são desenvolvidos para dispensar qualquer recurso técnico oferecido pelos espaços onde se apresentem: cenários, iluminação artesanal e sonoplastia estão inseridos nas encenações e são adaptáveis a qualquer tipo de espaço seja ele alternativo ou palco italiano. Todas as atividades e a forma de pensar da Pequena Companhia de Teatro também podem ser acompanhados acessando na internet o blog pequenacompanhiadeteatro.blogspot.com.br

Recentemente a Companhia circulou com o espetáculo Pai e Filho, livre adaptação da obra Carta ao Pai de Franz Kafka, pelo interior de São Paulo como o único grupo fora do eixo Rio-São Paulo a integrar o projeto Viagem Teatral 2013 do SESI. Em 2012 este mesmo espetáculo circulou o País no projeto Palco Giratório do SESC - Rede SESC de Difusão e Intercâmbio das Artes Cênicas.

Assim como Pai e Filho, a montagem da peça Velhos Caem do Céu como Canivetes é resultado de mais uma premiação da Pequena Companhia no Prêmio Funarte Myriam Muniz de Teatro para montagem de espetáculos. Em setembro a companhia obteve mais uma contemplação no Prêmio Myriam Muniz 2013, o projeto Teatralidades, de manutenção das atividades, como ensaios, oficinas, leituras dramáticas, intercâmbios e manutenção de repertório dos espetáculos Pai e Filho, Velhos Caem do Céu como Canivetes e a remontagem de Entrelaços.

A temporada de estreia da peça nova aconteceu no início de outubro em São Luís e em mais três cidades do interior do estado: Balsas, Caxias e Fortaleza dos Nogueiras. Em Imperatriz a Pequena Companhia de Teatro encerrará sua turnê de estreia.

Faz parte do projeto de circulação a realização da oficina O Quadro de Antagônicos, ministrada pelo encenador Marcelo Flecha, no campus da UFMA, no dia 18 das 09h00min às 12h00min e das 13h00min às 16h00min. A oficina é para atores e a inscrição é gratuita.

Mais informações: (99) 8133 9390 / 9147 69 28 (Nice Rejane)

SERVIÇO:
Velhos Caem do Céu como Canivetes
Texto e Direção: Marcelo Flecha
Elenco: Cláudio Marconcine e Jorge Choairy
Produção: Kátia Lopes
Dias: 17 (18:30 e 20:30) e 18 de dezembro (19:00)
Local: Teatro Ferreira Gullar
Entrada Franca