Não é mais novidade que sistematicamente uma cúpula de políticos que ironicamente batizaram seus projetos-pessoais em PDI (Partido de Imperatriz) vem realizando reuniões na casa do médico e empresário Antonio Leite, presidente do diretório municipal do PMDB.
O murmúrio inicial partiu na descrença no fato de Ildon conseguir passar pela dita “lei da ficha limpa”. Os ânimos chegaram a até mesmo imaginar um cenário composto por Davi Junior, disputando à majoritária e a reboque trazer outras siglas como DEM, PSD, PTC e outras mais, formatando um bloco oficial de oposição a Madeira.
Porém, no último domingo o discurso já mudou. Pelo menos é o que querem deixar ventilar nos meios de comunicação. Agora o fogo-amigo afirma que Ildon Marques é o plano A. Veja o que noticiou o jornal Correio Popular:
“(...) O nome de Ildon Marques, do PMDB – fisicamente ausente da reunião -, que ocupou 90 da pauta de discussões. O ex-prefeito foi defendido como o plano A do partidão”.
O jornal informa também alguns nomes envolvidos nesse paladino encontro: “Comandado pelo deputado estadual Antonio Pereira, do Democratas, (...) Estavam lá pretensos candidatos: Rosângela Curado, do Dem; Hamilton Miranda, do PSD; Roberto Cassemiro, do PMDB; Chico Brasil, do PV; Ribinha Cunha, do PR; e um representante do deputado federal Davi Alves Silva Júnior.”.
Desculpem-me os nobres coleguinhas, mas isso não passa de uma piada pronta. Ou então, querem apenas tumultuar o processo que eles mesmos alimentam.
Veja o caso de Hamilton Miranda do PSD. Toma café da manhã com Madeira, almoça com Ildon e pede benção para Chiquinho Escórcio. Nos corredores da Câmara já recebeu o apelido de vereador-caçamba. Leva e trás... Leva e trás... Leva e trás.
Rosângela também pouco ou nada possui autonomia política. Já fora indicada por Ricardo Murad a ser vice de Madeira. Vai para onde for determinada. Por mais que se queixe, não tem voz ativa.
Antônio Pereira, apesar de ser uma máquina de fazer votos (como deputado estadual, e só), o óleo que alimenta as suas engrenagens depende umbilicalmente da família Sarney.
Para ficar apenas nesses três nomes, é fácil perceber que eles podem até espernear - como se tivessem vida política própria – mas é sagrado que a decisão de lançar um nome depende de cima para baixo.
Vejam só: Na próxima quinta-feira João Alberto chega a Imperatriz para acalmar o coro dos descontentes do PMDB. Na próxima semana é a vez do PSD local receber um carinho do ministro Lobão.
O recuo do tal PDI não é por menos, afinal quem vai questionar o “carcará” e o “magro velho”, ambos defensores do nome de Ildon a prefeitura de Imperatriz? Quem? Quem?
O mais engraçado disso tudo é que nessa mesma reunião no último domingo, fora citado à possibilidade de ter Carlinhos Amorim como candidato deles ao pleito municipal, inclusive com um suposto aporte financeiro dos empresários ali presentes. Isso, ninguém comenta, até mesmo por que essas reuniões já estão soando como um “samba de crioulo-doido”.
Por fim, não custa lembrar que em entrevista recente ao mesmo jornal, Ildon Marques ecoou no meio político sua frase: “eu sou candidato de mim próprio, eu vou apoiar eu próprio.”.