Aos 32 anos, o escritor F. Aldebaran lança amanhã o livro “Calâmitas – A Odisseia da Luxúria”, em evento que será realizado no auditório da Academia Imperatrizense de Letras, na Praça da Cultura.
Colaborador do Correio Popular e autor de mais seis obras, F. Aldebaran considera o trabalho a ser lançado um dos principais da carreira. “É um apelo à liberdade, um livro que vem dizer as pessoas a evitar o destino malfadado dos nossos pais e avós, deixar essa tradição caduca, deixar de chupar nos ossos dessa tradição”, explica.
F. Aldebaran é nascido no Rio de Janeiro e radicado em Impertariz, onde vive com a esposa e a filha. Formado em letras pela Universidade Estadual do Maranhão, UEMA, também é funcionário público.
Mais sobre o autor
Nasceu no dia 26 de maio de 1980 na cidade do Rio de Janeiro. Filho de Pedro Honorato dos Santos (O Carioca) e Maria da Glória Fonseca dos Santos. Radicado em Imperatriz¬-MA, vive com Zélia Nuit (esposa) e Radharani Aldebaran (filha).
Autor dos livros: O Poder da Vontade; O Drama de Uma Mulher Indecisa na Alcova; O Mistério da Tarântula; e Calâmitas - A Odisseia da Luxúria. Atualmente trabalha na criação das obras intituladas Ubu; e A Casa dos Sete Ventos. É também servidor do Poder Judiciário do Maranhão, colaborador dos jornais O Progresso e Correio Popular, ambos de Imperatriz, e Tribuna do Tocantins, cursou Letras na UEMA, é amante da ciência psicanalítica, pesquisador de religião comparada, bonsaísta, pesquisador etnobotânico, e micetólogo autodidata.
Seus textos abordam temas que parecem polêmicos e obscuros, ao leitor incauto, no entanto, pode se observar através de sua escrita um estilo próprio e ousado de fazer textos “psico-oníricos”, sobre espiritualidade, política, delírios místicos, sexualidade, crises existenciais, realidade pervertida, sobre sonhos que parecem indecifráveis e enigmáticos, mas que apenas revelam sentimentos profundos e inconscientes, no eterno dilema doser individual e social.
A obra segundo o autor
No século XVII aconteceu em Lisboa uma terrível história de amor não correspondido, que atravessou o Atlântico e chegou ao Brasil, especificamente em São Luís, Estado do Maranhão. A jovem Dharmaíris foi expulsa de Portugal envolvida num processo judicial movido pelo Juízo Eclesiástico, que a condenou ao degredo.
Para o entendimento dessa condenação, este livro leva o leitor a uma incursão na vida social e psicológica de duas mulheres aristocratas: a sra. Magdalini, mãe de Dharmaíris, e a sra. Mitilene Eufrásia. As primas foram criadas e educadas no seio da realeza portuguesa, respeitando as normas de etiqueta social. No período de suas vidas, em que começou aflorar a fase de fantasias e descobertas, quando seus corpos deram sinais indicando a prontidão para receber um órgão masculino viril, Mitilene despertou o desejo por uma mulher, sua prima Magdalini.
Todavia, devido à forte repressão social e religiosa da época, ela não conseguiu realizar seu desejo mais íntimo e resolveu apelar para forças ocultas, chegando a pactuar com elas para conseguir o amor da prima.
Após esse pacto, uma terrível maldição recaiu sobre as gerações de Mitilene, a bruxa safada de Lisboa. Dela originaram-se os antagônicos irmãos, o perverso Aym Ronove, que recebeu como legado um livro sobre como realizar a vontade, intitulado Liber Mageia Magnus Opus; e o bom homem chamado Andras Volac, que sonhava ter descendentes para a glória de Deus, mas descobre que é impotente.
Os irmãos lutam pelo amor de Dharmaíris. Ela possui o dom da fé, o que atrai Aym, que monta uma estratégia maquiavélica para possuí-la, simplesmente para satisfazer seus desejos luxuriosos e malignos, de conquistar poderes que vão além do plano material.
A Santa Inquisição, orgias, traições, o uso do próprio corpo como meio para alcançar a realização da vontade, a fé inabalável e o amor são passos nessa jornada pelo caminho do meio, entre espírito-matéria, que acarretam em felicidade e sofrimento humano.
Dessa forma, facilmente pode se perceber que os atos sexuais narrados não são simples evacuações do organismo durante espasmos delirantes. (F. Aldebaran)
Por Hemerson Pinto