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sábado, 24 de outubro de 2009

Palestra de Caco Barcellos atrai multidão

A presença do público surpreendeu organização e a todos os demais presentes, incluindo até o próprio Caco Barcellos, o palestrante da noite. As poucas mais de 500 cadeiras não foram suficientes, pois havia mais pessoas em pé e/ou sentadas pelo chão no pátio do Centro de Convenções.

Não sei se por tratar de um nome global e a abrangência e influência que a TV Globo possui no dia-a-dia dos brasileiros, que motivou tanta gente em plena sexta-feira ficaram atentas às palavras de Barcellos. Miscigenação, pluralidade total... era gente de todo tipo. Aos que classificamos como mais “humildes”, parecia um dever cívico, estar presente por uma questão de ouvir o que o “seu doutô tinha pra falar”. E aos que autoentitulam formadores de opinião, foram surpreendidos por um palestrante sem papas nas línguas e corajoso, com uma visão audaciosa da relação entre bandido e polícia.

E esta linha tênue que Barcellos retratou em seu livro “Abusado” (2004) e a intrínseca convivência no morro Santa Marta no Rio de Janeiro, ninho do Comando Vermelho, foi o tom da palestra. Levantou uma questão que muitos não atentam que é como os moradores das comunidades vivem ao lado do crime, dividindo espaço com traficantes e suas crianças andantes na beira do abismo da marginalidade. Como jornalista reconhece que seus colegas de profissão não “sobem o murro” para noticiar o ângulo de 180° dos conflitos entre polícia e bandidos. Neste aspecto, a linha tênue rompe e confabula toda má sorte e desordem do que é criminoso com farda aparando pelo estado e o marginal como agente social aos que não possui outra assistência [a pública sucateada e corruptela] a não ser da própria cadeia alimentar que são os donos do morro.

O discurso de Barcellos incomodou, afinal de contas, outros pares militares, na ativa ou não, a paisana ou de serviço, estavam lá para ouvir toda esta “cultura da violência” tão comum por aqui em Imperatriz. A experiência amarga com a polícia teve origem na infância, pois cresceu na periferia de Porto Alegre. Em certo momento foi taxista, soma-se aí também a experiência antes da profissão repórter. Com o livro “Rota 66” (1992), que retrata a violência policial em São Paulo, Barcellos teve que morar no exterior para preservar a própria vida. Deste livro falou nas entrelinhas. Mas não deixou de disparar a seguinte frase: “os coronéis são os filósofos das execuções”. Aqui falava sobre os coronéis que inspiram à conduta da Tropa de Elite.

Encerrou a palestra com o vídeo da reportagem [Angola, a Agonia de um Povo] sobre a guerra civil angolana exibida pelo Fantástico em 2001. Explicou que fora convidado pelo exército para mostrar como o povo daquele país sofre com as guerras. Foi no mínimo um convite inusitado, levando em conta a origem e a fonte.

Após a palestra, Barcellos foi gentil em avisar que autografaria e posaria para fotografias. A fila enorme que se formou não adiantou em nada. A confusão e o tumulto foram grandes. Parecia que não se tratava de um jornalista, profissão distante do estrelado mundo dos artistas. Foi incrível o assédio da galera. O camarada bonitão e charmoso, diga-se, foi simpático até demais, então o povo aproveitou. Barcellos nem se dava conta dos livros que assinava, como na foto abaixo, autografou um livro da área jurídica sobre ética profissional.

Para o próximo ano a organização do Salimp tem que levar em consideração os profissionais que atuam na logística de eventos com artistas de renome como Gabriel O Pensador e Caco Barcellos. A falta de experiência e certa teimosia geram vários contratempos. Hoje, além da insuficiência de cadeiras, o serviço de telão foi horrível, com a filmagem exibindo as costas e às vezes a lateral de Barcellos. Para o público foram expostos refletores de luz que além de ofuscar a visão ainda criava sombra no rosto do convidado. Foi mambembe, como bem observou um atento expectador.

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Matadouro: um outro mundo

Parece que a sina do Matadouro Municipal é o caminho do privado. Dias destes uma equipe da Ascom da Prefeitura foi ao referido local para fazer algumas filmagens, só que como se fosse órgão particular, foram impedidos de realizar o devido trabalho. E não teve argumento que pudesse resolver o impasse, até levar, mais uma vez, o problema ao prefeito.

Há outro grupo político que excluí o secretário da pasta e inclui um outro secretário, articulando toda a sorte para em breve tornar o Matadouro privado.

É uma fábrica de dinheiro e ao mesmo tempo um barril de pólvora. Quem ficar por perto explode também.

Começa hoje a II Conferência Municipal de Cultura

Começa hoje a II Conferência Municipal de Cultura. A informação foi prestada pelo presidente da Fundação Cultural de Imperatriz (FCI), Antonio Mariano Lucena Filho. Segundo ele, a solenidade oficial de abertura do evento acontecerá no Teatro Ferreira Gullar, às 18h, com a presença do prefeito de Imperatriz, Sebastião Madeira.


A iniciativa da Prefeitura Municipal, através da Fundação Cultural de Imperatriz (FCI), é uma das etapas preparatórias para a II Conferência Nacional, a ser realizada em Brasília, de 11 a 14 de março de 2010. Lucena Filho enfatizou que serão debatidos cinco temas que nortearão a realização da II Conferência Municipal de Cultura de Imperatriz.


De acordo com Lucena Filho, foram convocados para participar do evento artistas, agentes e produtores, grupos e entidades culturais, professores e estudantes, representações de movimentos relacionados à promoção da cultura, da paz, da juventude, do meio ambiente, do turismo, do desenvolvimento social, bem como todas as pessoas interessadas em contribuir com o processo de formulação e implementação de políticas culturais. “Vamos discutir sobre a Produção Simbólica e Diversidade Cultural; Cultura, Cidade e Cidadania; Cultura e Desenvolvimento Sustentável; Cultura e Economia Criativa e a Gestão e Institucionalidade da Cultura”, enumerou.


O presidente da Fundação Cultural de Imperatriz explicou ainda que, após serem debatidos os eixos, serão escolhidos os delegados que representarão o município na Conferência Estadual de Cultura, que será realizada em São Luís. “Estamos com tudo preparado para que nossa conferência seja um verdadeiro sucesso. Além das atividades de praxe, teremos grandes apresentações culturais que mostraram a riqueza da nossa cultura e identidade”, afirmou Lucena Filho.

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Link da entrevista com Palmério Dória

Conforme prometido, segue link para a entrevista com Palmério Dória publicada no jornal Pequeno.

Espero que gostem!

Clique aqui e confira.

Conferência de Comunicação de Imperatriz

A I Conferência de Comunicação de Imperatriz será aberta hoje (22), às 19h30, na UFMA, com a palestra “Comunicação: meios para a construção de direito e de cidadania na era digital”, ministrada pelo professor doutor em Comunicação Social, Francisco Gonçalves da Conceição, do curso de Jornalismo da UFMA São Luís.


Após o debate, será lançado o livro “Entrevozes: enredos midiáticos e institucionais”, organizado pelo professor Francisco Gonçalves, também coordenador do Núcleo de Estudos em Estratégias de Comunicação. O livro reúne artigos de vários pesquisadores maranhenses da área da comunicação.


A abertura será precedida pelo lançamento do projeto ComCultura, ação do curso de Comunicação Social – Habilitação Jornalismo, às 18h, que visa promover eventos culturais na Universidade e valorizar a cena artística da cidade. Irão se apresentar o grupo de dança Kizomba, além do cantor Chico Martin e do grupo de Hip Hop de Fábio Bonfim. Estes últimos foram vencedores do Festival de Música de Imperatriz 2009.


Inscrições – As inscrições para a I Conferência de Comunicação de Imperatriz continuam abertas até a manhã de hoje (22) e poderão ser feitas na Coordenação do Curso de Jornalismo da UFMA. Podem participar do evento todos os segmentos da sociedade e os interessados em colaborar com a formulação de novas políticas públicas de comunicação a serem adotadas no país.


O evento faz parte da mobilização popular para a 1ª Conferência Nacional de Comunicação, que terá como tema “Comunicação: meios para a construção de direitos e de cidadania na era digital” e será realizada no período de 14 a 17 de dezembro, em Brasília-DF.


(Lúcia Pacheco – ASCOM/UFMA–Imperatriz)

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Novidade sobre a palestra de Caco Barcellos

Deu no que deu os contratempos que envolveram a passagem de Gabriel O Pensador no Salão do Livro de Imperatriz. A organização, atenta à repercussão nos blogs da vida e o povo batendo panela com razão, mudou a estratégia e abortou a distribuição de senha para a palestra de Caco Barcellos.

Agora em área livre, no estacionamento do Centro de Convenções, contará com mais de 500 cadeiras e dois telões. A estrutura também conta com som suficiente para o tamanho do local. As informações foram dadas por um membro do Salimp em primeira mão ao blog.

Barcellos é autor de livros como Rota 66: a história da polícia que mata e Abusado: o dono do Morro Dona Marta. Com previsão para iniciar às 20 horas, sua palestra em Imperatriz leva o sugestivo tema de “Cultura da Violência”.

Extra: Jornal Pequeno publica entrevista com Palmério Dória




Na edição desta quarta-feira, 21, o Jornal Pequeno publica na página 8 a entrevista com Palmério Dória feita por este blogueiro de primeira viagem.

Resolvi fazer a entrevista com Palmério levando em conta o bafafá de “Honoráveis Bandidos”; a preciosidade que é o livro em si e contemporaneidade; aproveitar o ensejo do Salimp e claro, colocar mais lenha na fogueira, coisa de menino traquino.

O autor de “Honoráveis” é um senhor solicito, jornalista sem frescura e sem pose, atendeu em primeira mão a solicitação da entrevista. Antes de publicar no blog, a principio pensei em algum jornal local, mas seria chover no molhado algo do tipo ser veiculado por aqui, por razões diversas, completamente explicáveis. Mas ficam por conta da imaginação do leitor tais motivos.

Palmério Dória estará em São Luís de 4 de novembro, na sede do Sindicato dos Bancários, para o lançamento do livro. Seria uma bela oportunidade de fazer uma ponte aérea para Imperoza, e termos o lançamento de “Honoráveis” também. O contato é fácil, fácil.

A entrevista na íntegra, vou colocar depois no blog, pois acho de vital importância os nobres leitores adquirirem a versão impressa, já que o papel ainda apresenta muito mais magia do que os bytes.

Agradeço ao senhor Oswaldo Viviani e Jornal Pequeno pelo espaço cedido e a todos que estiveram comigo nesta pequena empreitada.

Tenho a informação que a Livraria Athenas receba hoje ou quinta alguns exemplares de “Honoráveis” e expor lá no Salimp.

Gabriel Pensador: show de estórias e histórias

Surfista, cantor, compositor, escritor e outras multifacetas que um bom carioca respira em cultura, é a pura personificação em Gabriel, o Pensador. A palestra nesta terça-feira no Salimp “bombou” como bem disse o prefeito Madeira.

O bate-papo foi descontraído, sem cerimônia, nada de formalidade e até bem interativa, do ponto onde participantes recitaram poemas para Gabriel, e de forma eletrônica, quando o mesmo ligou para uma amiga no Rio de Janeiro e pelo viva-voz do aparelho celular também mandou uma poesia para a galera de Imperatriz. Aliás, o próprio Gabriel, atento as ferramentas on-line, registrou momentos para postar no seu blog: http://bloglog.globo.com/gabrielopensador

Obviamente, a movimentação foi grande por parte do público, uma fila enorme se formou. Inclusive, este que vos escreve, numa brincadeira que levaram a sério, deu o pontapé para organizar a fila. A falta de sintonia da organização do evento estava evidente. Não houve coletiva para imprensa, sessão de autógrafos para quem tinha o livro... afora outros pormenores que afloraram devido a falta de experiência de alguns envolvidos do Salimp ou talvez, falta de reconhecimento para com os profissionais especialistas em articular e fluir o tráfego entre artista, imprensa e público. Uma pena!

Na “palestra” Gabriel relembrou seus primeiros rabiscos no que poderia se tornar poesia ou letra de música. Quando criança através de bilhetes para a mãe, tirando o corpo fora da briga com o irmão caçula, e depois quando adolescente, querendo colocar o corpo dentro de uma paixão não retribuída, com uma poesia que nunca entregou. Era tímido, diz ele. Já moço, as diferenças sociais, culturais e desigualdade racial e o envolvimento com as comunidades carentes, foram os esboços para a música já presente em rimas e protestos.

Daria para escrever um sem-número de coisas, contos e causas. Desde o bacana que foi assistir vídeo de um garotinho mandando ver numa música de Gabriel, a mesma música que já como Pensador emendou numa “roubação de cena” em seminário na faculdade, a inquietação da platéia com as “otoridades”, a sauna que virou o pequeno auditório etc. Enfim, foi um encontro que rendeu e valeu a experiência.

Depois da palestra, através de contatos feitos por “Alan, ohhh Produtor” [aquele profissional não reconhecido por aqui], tive acesso ao Gabriel, já que agora me incumbiram à missão de integrar a equipe de produção do novo programa de Hélio Oliveira, a estrear em breve numa TV local. Gabriel sangue-bom, atencioso, simpático e visivelmente cansado, falou que volta para show no próximo ano e disse ter ficado surpreendido com a movimentação de um evento voltado à cultura do livro.

Para registrar o momento de tietagem e o olhar por trás das câmeras, segue algumas fotos abaixo. Trechos da entrevista, bastidores, logo em alguns dias no YouTube.






terça-feira, 20 de outubro de 2009

Vereador Rildo Amaral envia versão sobre “possível cassação”

O vereador Rildo Amaral enviou comentário no post anterior a respeito da “possível cassação” de seu mandato no legislativo. O blog não citou o nome do nobre vereador, pois não havia nenhuma informação oficial sobre o caso. De qualquer forma, publicamos como post os comentários de Rildo, fazendo jus a divulgação:

“Afirmo a você que meu processo de rejeição de prestação de conta, não tem nada haver com o mesmo processo dos vereadores de São Paulo, os de lá foram cassados por abuso de poder financeiro, minha prestação de conta foi rejeitada por erro formal, de não preenchimento de recibos eleitorais, que não é previsto cassação, e sim, caso eu perca em todos os tribunais do país, perca de direitos políticos (não podendo me candidatar em até 04 anos).

Acho que o Sr. Wilson Leite, não quis ter o trabalho de abrir o código eleitoral, pois é bem claro. No mais um grande abraço pra você e parabéns pelo seu blog, aos demais que o senhor DEUS acompanhe-os em todos os momentos inclusive nos momentos menos lúcidos. Abração, Rildo Amaral vereador legítimo, se DEUS quiser e me preservar no mínimo até o final de 2012.”

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Possível cassação de vereador em Imperatriz

Pode ser uma simples especulação, mas o cochicho já começou a rondar os bastidores do parlamento mirim em Imperatriz. A cassação de 13 vereadores em São Paulo e ainda aguardando um lote de 17 para a justiça avaliar quanto à prestação de contas da campanha, preocupou um vereador de primeiro mandato em Imperatriz, que já movimenta assessoria jurídica a se prevenir caso o TRE bata em sua porta, pois a justiça andou fazendo algumas visitas anteriores.

Vamos aguardar as novidades até o final da semana, é provável que algo aconteça de fato... ou não, é claro!

Salimp: O Arquivista Acidental traz “virtudes” de Sarneys nas entrelinhas

A família Sarney são personagens com outros nomes no livro “O Arquivista Acidental” do escritor maranhense Antonio Guimarães de Oliveira. A obra de ficção conta a história de Arquimedes do Espírito Santo, que após falecer se entediou da rotina no céu e faz um acordo com o anjo Gabriel para passar uma temporada no inferno. Lá começa a colocar em prática as ações de outrora com funcionário público e voltar a ter contato com um poderoso camarada de bigode chamado Bento Maquiavel e sua “república” Mbarãnhana.

O livro é cheio de simbolismos e utiliza algumas referencias de línguas mortas e orientais. O autor do livro encontra-se no Salimp até terça-feira e explica os detalhes no stand da Vozes Editora, aquela que vende “Honoráveis” na surdina.

O escritor Antonio Guimarães já foi processado pelo clã por ter utilizado nas primeiras edições os nomes meio que abertamente dos envolvidos, tendo que criar outros nomes mais distantes, nada tão longe também. O próprio autor aconselha o leitor à “abstrair, nas entrelinhas, o implícito”. O livro teve um ligeiro boicote nas livrarias de São Luís, e aqui em Imperatriz duvido que alguém soubesse da publicação.

Minha cópia já foi garantida, devidamente autografada. Depois da leitura, faço a devida resenha aqui no blog. Não deixem de tomar um café com Antonio Guimarães e saber um pouco mais das “virtudes” ocorridos no Maranhão.

domingo, 18 de outubro de 2009

Honoráveis Bandidos é vendido nas "intoca" no Salimp

“Honoráveis Bandidos” de Palmério Dória não deu pra quem quis no Salimp. Apenas “míseros” 25 exemplares estavam disponíveis no stand da Tambores Livraria. Esgotaram antes das 20 horas de sábado! A editora Selecta que enviou informação ao blog avisando que teria o livro disponível, não teve nada de fato.

Mas eis que sondando dali e acolá, fomos informados que a Livraria Vozes também possui algumas cópias. O curioso é que o livro não é exposto, por isso os visitantes passam despercebidos. Se perguntar para um dos vendedores, ele encaminha então para uma outra pessoa, que pega o livro atrás de um balcão. É uma típica compra nas "intoca" – nem no mercadinho é assim! No stand, ainda que sem burburinhos, apenas 3 exemplares estavam disponível.

Da Tambores recebi a informação que aguarda novas cópias de “Honoráveis” para terça-feira. “Estou tentando com a distribuidora, mas não ta sendo fácil”, foi assim que o camarada falou sobre a esperança de ter o livro novamente no Salimp.

Cowboy Fora da Lei


Mil novecentos e oitenta e lá vai fumaça... Período Cowboy Fora da Lei lá em Cidelândia. O Durango Kid aí é do lado esquerdo é o Márcio, que há tempos vive nas embrenhas do interior do Pará. Ainda bem que esta égua não fala!