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sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Plebiscito no Pará chega à TV; saiba os argumentos de cada lado

Começa nesta sexta-feira (11) a campanha no rádio e na TV das frentes contra e a favor a criação dos estados de Carajás e Tapajós. O plebiscito que vai definir se os paraenses querem ou não o desmembramento do estado será realizado no dia 11 de dezembro.

Os eleitores do Pará irão à urnas para responder a duas perguntas: “Você é a favor da divisão do estado do Pará para a criação do estado do Carajás?” e “Você é a favor da divisão do estado do Pará para a criação do estado do Tapajós?”.

Em um possível cenário de divisão do Pará, o futuro estado de Carajás será composto por 39 municípios, tendo Marabá como capital; o estado de Tapajós, 27 municípios, e Santarém como capital; e o novo Pará, 77 municípios, e Belém continuaria sendo a capital.

Os paraenses que defendem o “não” afirmam que todo o Pará sairá perdendo com a separação. Já os moradores de regiões distantes de Belém, como Marabá e Santarém, defendem que só um governo mais próximo poderá gerar mais emprego e melhorar a infraestrutura básica, diminuindo a pobreza e a violência.

Caso haja a separação, o novo Pará fica com 64% da população em apenas 17% da área do atual estado. Já Tapajós será o maior em extensão, com 59% da área territorial, e abrigará a futura Usina Hidrelétrica de Belo Monte, mas com uma população e um PIB menores. Carajás, com 24% do território, abriga cidades com alto fluxo migratório devido às riquezas minerais e aos movimentos rurais. Segundo dados do Ministério da Justiça, o avanço do crack e do oxi fazem com que o estado já nasça contendo as cidades mais violentas do país.

Na região metropolitana de Belém, o “não” à separação está estampado em faixas e cartazes. “Acho que o estado deve continuar unido para crescer. Se dividir, todo mundo vai perder, porque vão separar todas as riquezas do estado e só vai gerar mais cargos para os políticos”, acredita a professora Maria Teodora, de 59 anos. No mercado público Ver-o-Peso, próximo ao porto, moradores da região discutem o tema. “É claro que quem mora em Belém sai perdendo. As riquezas ficariam todas com Carajás. Eu vou votar no não”, diz o vendedor Roberto Gomes Menezes.

Já o pescador Clementino da Silva Lisboa diz que deve estar pescando dourado no Amazonas no dia do plebiscito. "Sempre fico semanas longe da terra. Acho que não devo votar. Mas meus filhos vão", afirma.

No interior do estado, o “sim” parece prevalescer. As campanhas pró-Carajás e pró-Tapajós trabalham juntas e defendem que só a separação fará com que haja desenvolvimento nas regiões onde a população reclama principalmente de problemas nas áreas de saúde, segurança e transportes.

Para vencer nas urnas, apesar do menor número de eleitores nessas regiões, os defensores da criação dos dois novos estados apostam no feriado de Nossa Senhora da Conceição, em 8 de dezembro. Acreditam que a população do novo Pará, principalmente de Belém, deve viajar no feriado e ficar longe do domicílio eleitoral.

Em Carajás, a dúvida é se a alta porcentagem de moradores procedentes de outros estados vota no Pará. Segundo o IBGE, quase um terço da população de Marabá não nasceu no estado. Na região, até mesmo os “estrangeiros”, a maioria procedente de Maranhão, Piauí, Goiás e Tocantins, defendem a separação. “É um absurdo o atraso em que vivemos, sem asfalto, sem esgoto, nessa violência. O dinheiro vai todo para a capital”, diz o cearense Jai de Sá Crato. “Não tem como piorar separando. Se os impostos que arrecadarmos ficarem aqui na região, terá mais investimento. Só pode melhorar. Marabá não tem nada”, desabafa o comerciante Raimundo Nonato, que expunha em frente a sua mercearia a carne de um porco recém-abatido.

Em Santarém, a discussão gerou análises sobre os pontos positivos e negativos nas comunidades e a campanha pela criação de Tapajós está estampada em casas e é tema de conversas em barcos na orla. “Eu vou votar no sim. A maioria do povo viaja de barco, mas para o dia do plebiscito nos programamos para ficar na comunidade”, diz ao G1 a dona de casa Mariluce Branco, enquanto embarca para uma viagem de sete horas pelo Rio Tocantins até a comunidade ribeirinha de Lago Grande.

Políticos
O economista Celio Costa, contratado pelas campanhas pró-separação para analisar a viabilidade de Tapajós e Carajás, diz que, caso haja a divisão, “os três estados terão sobrevivência financeira e os dois novos receberão recursos da União que hoje não têm acesso”. Pelos cálculos de Costa, do total do orçamento do Pará em 2010 (aproximadamente R$ 10,54 bilhões), cerca de 88% foram gastos na área do novo Pará; 8%, em Carajás; e 4%, em Tapajós, que é o maior em área.

Quando se analisam os investimentos (cerca de R$ 1,03 bi em 2010), 83,5% foram feitos no novo Pará, na região metropolitana de Belém; 11,5% (cerca de R$ 150 milhões), em Carajás; e 5% (R$ 69 milhões), em Tapajós, diz o economista com base no balanço do governo do Pará divulgado no Diário Oficial do estado.

Líder da frente pró-Carajás, o deputado Giovanni Queiroz (PDT-PA) afirma que o desmembramento trará desenvolvimento. “Se separar, o progresso chegará nestas regiões. É um absurdo a situação de pobreza e falta de esgoto e asfalto nestas áreas. 40% da população do Pará vive abaixo da linha da pobreza e 20%, na miséria, com menos de R$ 70 por mês”, afirma.

Defensor da criação de Tapajós, o deputado estadual João Salame (PPS) diz que só com a separação “o governo ficará mais próximo do povo, entendendo os problemas e podendo aplicar melhor os recursos”. “Nossa arrecadação fica toda com o que é o novo Pará”, diz.

Para o deputado estadual Celso Sabino, que chegou a ingressar no STF contra a realização do plebiscito e está à frente da campanha do “não”, a hipótese de maior desenvolvimento caso haja a divisão não procede. “O erro começou com o desenho dos dois novos estados, que foi decidido em um grupo de políticos e não feito a partir de estudos antropológicos sobre o anseio da população. Os três estados acabarão mais pobres do que estamos hoje. Não é dividir, mas sim, endividar”, acredita.

Em Belém, as sedes dos comitês contra a separação funcionam dentro da Associação Comercial do Pará. “Achamos que o plebiscito só vai acirrar os ânimos, jogar a população contra si mesma e não trará progresso. Não existe nada que comprove que o novo Pará irá perder com a separação, mas o que estudamos é que todo o estado deixa de ganhar”, diz Sérgio Bitar, presidente da entidade.

Plebiscito
Segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a votação no dia 11 de dezembro será feita nas seções eleitorais das 8h às 17h e a apuração do resultado será iniciada após a conclusão do pleito, de acordo com os moldes das eleições tradicionais.

(G1)

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Pastor Porto afirma que não é a primeira vez que o PPS deixa de filiá-lo

Luiz Carlos Porto, o Pastor Porto, falou pela primeira vez sobre a tempestade que seu nome foi envolvido por não constar na base de dados do TSE de não ser filiado a nenhum partido político. Melhor, não falou, escreveu no mural do seu perfil no facebook.

A emenda do soneto começa com “Está nos blogs do MA o registro da minha não filiação a nenhum partido político, portanto eu não poderia ser candidato a prefeito de Imperatriz no próximo ano. Isso tudo é verdade”, para depois relembrar: “Mas não é novidade para mim. Já até cassaram o meu mandato de vice-governador! Em 2003 esconderam minha ficha de filiação e não colocaram meu nome na lista de filiados entregues no cartório eleitoral”.

Fora a recente cassação de Jackson Lago, que fora arquitetada pela família Sarney, Porto se refere ao próprio PPS, à época quando estava por lá pela primeira vez. Porto saiu “brigado” do PPS, patinou pelo PSDB e voltou há pouco tempo ao PPS, sigla que parece não aceita-lo de bom agrado. É claro que isso não traduz o pensamento de todo o diretório municipal ou estadual, mas não tem como perceber que uma fumaça sinaliza certa barreira para com seu nome.

O mais curioso é Porto afirmar que esse recente golpe para ele não é novidade. Poxa camarada, se não é novidade, deveria ter dado mais atenção para não ser pego, outra vez, de surpresa. Na primeira puxada de tapete, Porto escreve que “Tinha todas as provas. Entrei na justiça e juiz DETERMINOU que meu nome fosse incluído. Fui candidato a vice-prefeito com o Jomar. A mesma situação foi repetida agora. Meu nome não está na lista de filiados. Hoje, chefe de cartório, promotor, juiz e desembargador riram quando viram meus documentos de filiação. Tudo em ordem. Estou e sou filiado no PPS. Esta semana o juiz eleitoral DETERMINARÁ a inclusão do meu nome”.

Naquela época Porto entrou com recursos dentro do prazo que permite a justiça eleitoral. Dessa vez é um pouco diferente: o prazo para apresentar recursos já havia se esgotado. Se o juiz eleitoral reconsiderar sua filiação fora do prazo no PPS, qualquer cidadão pode entrar no Ministério Público para questionar tal decisão, ou seja, mais dor de cabeça pela frente.

Por fim em seu texto, Porto assegura que tem novamente todas as provas de integrar de fato o PPS, que é vice-presidente, presidente de honra da sigla no estado e estará até dezembro aparecendo nas propagandas do partido. Encerra agradecendo ao debochado Justino Filho (também candidato a prefeito de Imperatriz) e enviando um recado aos incautos, como ungido da política maranhense: “Aos que festejaram antes do tempo, lamento dizer pra vocês: continuo de pé”.

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

BOMBA! Pastor Morto: PPS deixa de filiar Luiz Carlos Porto, excluindo-lhe da disputa municipal

Por essa nem o próprio Luiz Carlos Porto, ex-vice-governador do Maranhão, esperava: consta no Sistema de Filiação Partidária do Tribunal Superior Eleitoral que ele “NÃO ESTÁ FILIADO A PARTIDO POLÍTICO”. Ou seja, Pastor Porto deixou o PSDB para o PPS, mas, acreditem, ou o partido “esqueceu” de filiar de fato o então pré-candidato a prefeito de Imperatriz ou então ele mesmo, dormiu no ponto e não informou a “nova” filiação ao TSE.


Agora Porto fica numa situação mais do que delicada. Sem ter filiação a nenhum partido, não pode se candidatar a nada nos próximos dois anos. Há tempos vem defendendo seu nome como prefeito de Imperatriz e como não bastasse, participando de encontros nacionais do PPS, sem ao menos compor efetivamente a sigla.


O último prazo para filiação foi 7 de outubro, portanto, teria o PPS agido de má fé com Porto? Se assim for, é uma rasteira daquelas de deixar qualquer um atordoado.


O detalhe é que, vejam só, para quem pensa administrar uma cidade como Imperatriz, não se atentar a própria situação no TSE é no mínimo, digamos, desleixo com a própria causa política. É não advogar para si mesmo.
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Porto é mesmo uma figura emblemática. Não apenas por sua folclórica camisa da bandeira do Maranhão. Nos bastidores políticos, a maioria dos seus pares lhe ver como deveras espaçoso, muito das vezes prepotente. É claro que, grosso modo e publicamente, ninguém fala disso abertamente, mas o fato de vender uma imagem de substituição ao trabalho político de Jackson Lago, não é visto com bons olhos.


Hoje, um mês depois do prazo final de filiação, era o último dia de tentar recorrer ao TSE para provar a filiação partidária. É bem provável que Porto não esteja sabendo disso e nenhum partidário, daqueles que dão tapinha nas costas, lhe informou. É muita maldade.


Como diria o júris filósofo-político Japonês, já não bastasse o deboche de dizer que “Porto é um pastor sem igreja” e “professor sem escola”, agora é um político sem partido. E assim se desenha as próximas eleições de Imperatriz.