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quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Jovem Pan estréia oficialmente amanhã em Imperatriz

Depois de testar o sinal local durante os meses de novembro, dezembro do ano anterior e janeiro deste, a Jovem Pan Fm estréia amanhã oficialmente sua programação via rede no horário das 11 horas no programa Pânico, onde a turma vai dar boas-vindas a cidade de Imperatriz para todo o Brasil.

Com a Jovem Pan no ar em definitivo, o mês de fevereiro será intenso para somar parceiros comerciais, estruturação interna e externa e preparar uma campanha intensiva de lançamento para o mês de março, abrangendo um contato mais próximo dos ouvintes e empresas.

Equipamentos novos e completamente com tecnologia digital de última geração, a Jovem Pan 101,3 além de atingir toda a cidade de Imperatriz, possui também alcance no raio de 200km, o que possibilita um maior leque comercial e de audiência.

Fui convidado por Raphael Rasera (responsável pela implantação local) e pelo Grupo Livre (com negócios na área de Rádio e TV em vários Estados do Brasil, mas com sede em Marabá/PA), a ingressar esta grande iniciativa que é a Jovem Pan em Imperatriz.

Abaixo, notícia do site Tudo Rádio (www.tudoradio.com.br) sobre a instalação da JP na imperosa:

A mais nova afiliada da Jovem Pan 2 FM 100.9 de São Paulo, a Jovem Pan 2 FM 101.3 de Imperatriz, estréia oficialmente amanhã, às 12h00 (antes da abertura do programa Pânico, sendo onze horas no horário local). Será a primeira inauguração de uma afiliada em 2011 por parte da Jovem Pan 2, marca que soma 55 emissoras em rede, com FMs espalhadas por todas as regiões do país.

No ar em 101.3 FM, a Jovem Pan será transmitida para o segundo centro mais populoso do estado do Maranhão, sendo também um dos principais pólos econômicos da região Nordeste do país. A Jovem Pan também reforça a sua participação no interior dos estados da região Nordeste, mantendo também afiliadas em Feira de Santana (100.9 FM), Caruaru (101.3 FM), Arapiraca (103.3 FM), Sobral (91.3 FM) e agora em Imperatriz.

Imperatriz (cidade com cerca de 250 mil habitantes, segundo o Censo 2010 do IBGE) é estreante na rede Jovem Pan 2 e a rádio paulista será a única FM totalmente voltada ao público jovem/pop da cidade. O mercado FM de Imperatriz é dividido por emissoras de programação popular/ecléticas, com destaque para as rádios Terra FM 100.3, Nativa FM 99.5, Mirante FM 95.1, além da recém-criada Mais FM 102.7.

Inicialmente a Jovem Pan 2 de Imperatriz deverá trabalhar com uma programação 100% ligada à geração via-satélite da rede paulista, sem a inserção de horários locais. O trabalho local da rádio maranhense deverá ser restrito a ações comerciais e promocionais. A estréia da emissora acontece amanhã, dia 3 de fevereiro.

Além de Imperatriz, rede paulista conta também com outra afiliada no Maranhão, a Jovem Pan 2 FM 102.5 de São Luís (no ar desde junho de 2000).

O PT e o vitalício do Senado, Sarney

O blog Afinsophia publicou um post sobre as articulações do PT e de Sarney em torno das eleições do Senado. Vejamos:

A máxima relevante da dita política brasileira está calcada no maior truque do que se condicionou chamar poder (que em verdade é potestas: o governo pela força). “Para governar é preciso fazer alianças”. O que significa que nenhum partido político democrático pode governar sem se curvar aos interesses dos partidos fisiológicos. Os partidos, como dizia Weber, que vivem da política. O terceiro mandato do Partido dos Trabalhadores (PT) na Presidência da República fortalece esse condicionamento malsão à democracia.

Assegurada a presidência da Câmara Federal pelo deputado petista Maia, que conta com a maioria dos partidos políticos, principalmente o PMDB, o PT novamente resolve se mostrar, pelo menos no sentido parlamentar, um partido que não pretende quebrar a fórmula weberiana de conduzir o poder. Novamente se amesquinha diante do mais depreciativo para a democracia. A barganha do conluio que nega sua capacidade de construir outras formas de alianças. Uma deplorável prova de que, como partido político, não está fazendo a leitura mais elementar para sua sustentação como instituição política, que é conceber a inteligência da população brasileira, existindo hoje em estágio de maturidade social.

Escotomizado diante da inteligência da população brasileira, principalmente a que votou em Lula, e agora em Dilma, o PT afirma que vai apoiar qualquer candidato à presidência do Senado que seja do PMDB. Uma afirmação que confirma sua escotomização, porque o PT sabia e sabe que o único candidato do PMDB para o cargo é Sarney. Não tem outro.

Mas o mais deplorável é que, em sua escotomização política, o PT não concebe que a população sabe que ele já sabia que Sarney seria o candidato à presidência do Senado, e que, se usou essa ilógica – para o PT lógica –, era só para dissimular perante à população, que não tinha Sarney como seu candidato.

E o grande blefe fisiológico comandado pelo PT e o PMDB/Sarney, e que se configura de forma claramente incontestável, é quando Sarney afirma que não colocou seu nome para reeleição no Senado. “Não desejava ser presidente do Senado. Estou fazendo com grande sacrifício, mas apenas porque busquei que encontrassem outra solução e, em face do partido não ter encontrado, comuniquei que ele podia e tinha concordância para submeter meu nome à bancada”, afirmou Sarney, o vaidoso parlamentar que só perde em vaidade para Fernando Henrique, esse imbatível.

O PT sabia que seria Sarney o candidato, e que não há nenhum sacrifício para ele ser mais uma vez presidente do Senado, mas quis inverter para a população tudo como inverdade. Só porque o PT ainda não sabe de sua importância política para o país. E o quanto que pode coordenar decisões sem precisar ser cúmplice de posições antidemocráticas, como se submeter ao personalismo sarneyano, um personagem muito rejeitado por grande parte da população, que conhece sua biografia de homem que veio da ditadura militar, passando por todas as formas de articulações espúrias, tanto como senador quanto como ministro, e por três vezes presidente do Senado.

Mais uma vez o PT, ao apoiar Sarney, fortalece a máxima antípoda da democracia. A máxima dos que vivem de uma forma ou de outra da democracia, e não dos que vivem para a democracia.

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Imperial Shopping: Nota de Esclarecimento

No post "Desabamento de prédio em Belém: tragédia anunciada", citei que um leitor comentou sobre o alagamento que ocorre nas proximidades da construção do Imperial Shopping. A assessoria de imprensa do empreendimento entrou em contato com o blog, visando esclarecer o fato. Publicamos a nota abaixo:

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NOTA DE ESCLARECIMENTO

Em relação ao texto postado nesse blog, onde é citado o alagamento na BR-010, a construtora do shopping esclarece que o problema na rodovia existia antes do início da obra devido à inexistência da rede de drenagem, dificultando a captação da água da chuva. A infraestrutura das ruas não é responsabilidade da construtora.

O shopping reafirma seu compromisso com o bem-estar da população imperatrizense e ressalta que não realiza nenhuma obra que não seja em benefício da população de Imperatriz.

ASSESSORIA DE IMPRENSA


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No post citei também que "não há nenhuma sinalização informando aos motoristas do risco que ali se encontra", obviamente a sinalização e a infraestrutura da rodovia não são de responsabilidade da empresa, mas por outro lado não custa lembrar que anos atrás a rede Mc Donald's realizou uma campanha de "limpar" as ruas que ficam próximas ao ponto comercial até virar hábito nas pessoas, clientes ou não, provocando também a prefeitura agir com mais eficiência na limpeza urbana. Este é só um dos muitos estudos de casos que administradores devem conhecer e tomar como referência para suas atitudes empreendedoras.

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Morre Ulisses Braga

Tive mais intimidade com “doutor” Ulisses Braga nos tempos de Júpiter, quando ele já dividia suas idas e vindas entre Imperatriz e Carolina, cidade do qual fixou residência. Eu que sempre fui meio avesso à política, tentava entender o que foi a dita “revolução de Janeiro”. Batíamos longos papos, muitos deles meio confuso e, não esqueço quando comentou de sua decepção que as coisas seguiram após a “revolução” e a política naquele momento. Na época recebi dele o livro Da "Revolta Cidadã" à Utopia Brasil.

Foto: Acervo Livaldo Fregona
Ulisses já era um senhor, o respeito era natural, mas na empresa onde trabalhei, ficou bastante emblemático o seu cabelo branco que às vezes (não sei nem explicar, mas ele chegou a explicar isso também) tinha certo tom cor-de-rosa ou azul, porém bem clarinho. A gente se divertia disso, e certa vez comentei que quando o olhava, tinha vontade de comer algodão doce. Ele se abria na risada, apesar do seu jeitão sério e sisudo.

Ulisses Braga foi um daqueles camaradas sonhadores, que entrava em lutas certas, mas com alguns combatentes errados. É um personagem da nossa história, que vale conhecer sua passagem por aqui.

Abaixo texto publicado no site Só Cultura (seção Espaço das Letras) mantida pelo escritor Livaldo Fregona, companheiro de Ulisses na Academia de Letras de Imperatriz.

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Depois de sentir-se mal, o confrade Ulisses Braga foi levado a um hospital de Araguaína. Lá, o problema agravou-se e ele acabou falecendo, na UTI, às 18 hora. É o segundo membro fundador que nossa Casa perde no curto prazo de um mês. Ulisses será sepultado amanhã, em Carolina, sua terra natal.

Carolina - MA, dia 30, filho das almas gêmeas Antônio Braga Noleto e Jeny Azevedo Braga, professora, ele comerciante, intelectuais por apego ao vício do ler, escrever e saber, espiritualistas de opção. É divorciado, três filhos; netos, idem. l8 anos, zap! Rio de Janeiro, num cargueiro da FAB, o primário na mala de pau de arara, em busca de “futuro”; Em 1952, apenas 4 anos de Cidade Maravilhosa, dentro da Câmara dos Deputados, como auxiliar legislativo e, em 55, taquígrafo de debates, por concurso público nacional. Só com 32 anos, pôde concluir Direito na famosa Faculdade Nacional de Direito da Universidade do Brasil. Em 60, acompanhando a Câmara dos Deputados para Brasília, onde foi advogado, conselheiro da OAB-DF, seu secretário e vice-presidente. Teve infinitas oportunidades de “poder” (inclusive, muito depois, em Imperatriz). Sem vocação e sequer jeito para ele, nenhum proveito tirou desses contactos.
Foto: Acervo Livaldo Fregona

Depois do “aposento”, voltando às origens tocantinas, em 87 sentou praça em Imperatriz, ela em extraordinário ritmo de progresso, mas também de graves conflitos e contradições. Aí foi advogado, jornalista, radialista e defensor da comunidade, principalmente da ética e da cidadania na vida pública. Escreveu intensamente artigos, crônicas e poesias. 89, o primeiro livro, Neocapitalismo Social - A Revolução Branca Brasileira, sua última fantasia com o capitalismo, mesmo diferenciado pelo social.

Por tais atividades foi convidado para integrar o primeiro grupo de fundadores da Academia Imperatrizense de Letras e, muito depois, para membro do FORUM DA SOCIEDADE CIVIL DE IMPERATRIZ, a primeira sociedade civil rigorosamente cidadã do Maranhão, da qual foi o presidente primeiro, após, como se quisesse afastar um cálice amargo em caminho, procurar obstinadamente alguém para a função... Depois de intensa pregação civilista, foi também aclamado presidente do MOVIMENTO S.O.S IMPERATRIZ, em cuja função assumiu o comando da revolta ética e de cidadania que derrubou um prefeito municipal corrupto, além de interromper um longo ciclo de poder retrógrado e criminoso do grupo a que ele pertencia. Além de depor o prefeito, a insurreição elegeu sumariamente uma “Câmara de Vereadores da Cidadania”, que passou a legislar tal como deveria fazer uma Câmara realmente representativa do povo, fato e fasto jamais visto na história da cidade e do Maranhão.

Ocupou a cadeira do prefeito deposto, durante três dias, com apoio do que de mais expressivo havia na cidade, inclusive da imprensa falada e escrita, e também da O.A.B., Ministério Público e Poder Judiciário, só deixando a cadeira para nela sentar, como de direito, o interventor nomeado pela governadora, a quem entregou, na frente da multidão rebelada, a chave da cidade e uma flor, símbolos da elevação e pureza de intenções da revolta e de seu comandante. Pergunta-se: Por que você saiu de Imperatriz para Carolina e obteve apenas 200 trocadinhos de votos em Imperatriz, em 2002, para deputado estadual?

“Foi o “choque-de-retorno” da máfia derrubada pela revolução que, na primeira oportunidade em que abri a guarda, me durrubou, o que aconteceu quando me aproximei da política convencional. Porém, nem antes, nem depois, fui um político no sentido comum da palavra, mas, sem crítica à função, necessária, nunca tive em mira o poder, mas quem devera ser seu dono, o povo. O que acontece com um homem da cidade que se aventure a penetrar na selva e lá permanecer entre feras? Não deve sair ileso!

Foto: Acervo Livaldo Fregona
Mas tudo o que de aparentemente contraditório aconteceu foi para colocá-lo no lugar onde hoje está. Onde? “Nem sei eu ainda, pois, mal transcorridos três anos desde que tudo começou, ainda me encontro naquela de esfregar os olhos, a ver se o que vejo é realmente verdadeiro! Mas uma coisa eu sei: o meu “adeus às armas”.Agora, é preciso também saber que uma são as cúpulas políticas da cidade, por natureza interesseiras e passageiras; outra, Imperatriz, eterna. Aquelas podem ter-me expulso da cidade, mas Imperatriz sempre teve e tem por mim respeito, gratidão.”

Inspirado nessa vivência, escreveu ainda Carta Urgente, da Revolta Cidadã à Utopia Brasil, sistematizando idéias sobre o que sempre chamou “cidade cidadã”, se posicionando por um socialismo cidadão e reconhecendo o papel reservado ao PT, na época o partido da cidadania, na mudança da sociedade brasileira. Como se vê, nela ainda cometeu um pecado capital: acreditar em homens e partidos “salvadores da pátria”, erro em tempo corrigido diante da crise sem precedentes que o país está carpindo de um ano para cá.. “Depois do fim da divisão de esquerda e direita, só restam de pé duas idéias-força capazes ainda de unir pelo menos a maioria da humanidade: a Cidadania, como emergente poder civil, diante da falência do Poder político e a Ecologia, como defesa do planeta gravemente ameaçado – e exatamente a elas dedicou estes recém-passados anos de sua vida.

Depois de purificação de toda ordem, foi levado a trocar o idealismo humano por uma procura do auto-conhecimento, da alma e de Deus, dizendo-se hoje um cristão-esosterista-livre pensador. Nessa nova fase, acaba de escrever um livro: “CELECINO – Se não estamos sós...” sobre a vida de um iluminado e de uma cidade predestinada, que é Carolina, a cidade natal do autor.


domingo, 30 de janeiro de 2011

Desabamento de prédio em Belém: tragédia anunciada

Foto: Tarso Sarraf/AE
O que aconteceu na tarde de sábado em Belém é algo que chama atenção não somente pelo fato assustador de uma construção de cerca de 30 andares desabar em uma época onde as construções de prédios possuem tudo um aparato moderno e há uma fiscalização rígida e inúmeros procedimentos para empreendimentos como tais acontecer, ainda mais numa capital.

Mas tem um detalhe curioso que foi noticiado por todos os meios de comunicação e parece algo incompleto nas mesmas notícias veiculadas: o Ministério Público, segundo o próprio governador do Pará, já havia recebido denúncias sobre supostas irregularidades na obra, além de outras que também foram citadas. E pronto, não se explica mais nada.

É chato falar isso, todavia no Brasil algumas coisas sofrem tanta morosidade por parte do poder público, que algumas tragédias são anunciadas, mas ninguém parece levar muito a sério à primeira vista, apenas depois que a mer... toda aconteceu. Se o MP e seus promotores estão sobrecarregados, que haja então concurso público. Em uma relação mais simples, é semelhante chegar ao banco e ter aquelas enormes filas, e quando você olha para os balcões dos caixas, há três ou quatro sem atendente, só a cadeira e o computador de enfeite.

Esta semana um leitor do blog comentou algo que ocorre na construção do Imperial Shopping, onde por estar drenando água do local, a rodovia naquele trecho fica constantemente alagada e causando buracos na pista. Não há nenhuma sinalização informando aos motoristas do risco que ali se encontra, mas até o momento ninguém parece se importar com isso. O leitor disse que iria documentar o fato e denunciar oficialmente o caso.

Construções aquecem a economia local, qualifica a mão-de-obra e movimenta o mercado, blá blá blá, são coisas que tudo sabe e entende isso de bom grado. O que aconteceu em Belém, o que muitas vezes acontece em Imperatriz, é que tenta ignorar riscos, abusar da ocupação dos espaços públicos, tratando tudo como casa da mãe Joana, onde tudo é permitido, acaba mesmo resultando numa casa mortuária ou de penhora, conforme seja o beneficiado ou o prejudicado.