A convite do jornalista Marcos Franco fui acompanhá-lo ao aeroporto de Imperatriz para a entrevista coletiva que Ciro Gomes concedeu à imprensa e em seguida a prosa que proferiu no Ponto da Picanha.
A presença de várias personalidades políticas era naturalmente aguardada. Aliás, de várias siglas partidárias e no bom-senso meio que peculiar, estava lá o prefeito Madeira, que todos sabemos marcha ao lado de José Serra para presidência da República, além do fato de Ciro e Madeira se conhecem de outros carnavais.
De Ciro Gomes enumerei 10 pinceladas rápidas:
1 - é declarado candidato a presidente;
2 - vai trabalhar para ir para o segundo turno;
3 - não aposta no modelo econômico adotado pelo PSDB;
4 - acredita que seria saudável uma união entre algumas cabeças do PT e do PSDB, mas que infelizmente o entrave político em São Paulo atrapalha tudo;
5 - ser deputado federal outra vez é algo que não faz parte dos seus planos tão cedo;
6 - é descrente quanto ao processo político na Câmara Federal;
7 – não conhece praticamente nada do projeto Maranhão do Sul, sinal que ele não ver algo relevante na separação territorial [a não ser do Pará] ou o assunto lá em Brasília de verdade verdade nunca fora levado a sério para que pudesse ter alguma posição sobre;
8 – se fosse presidente e tivesse o escândalo no Senado, chutaria o pau da barraca. Afirmou que não “teria paciência com Sarney”;
9 – é de fato um cara esquentado e tenta compensar com tiradas sutilmente engraçadas;
10 – não soube me dizer qual a próxima novela da Patrícia Pillar.
No mais, só estranhei o fato de Madeira não ter composto a mesa na entrevista coletiva e de Zé Reinaldo e Marcelo Tavares [presidente da Assembléia do Maranhão] não ter proferido sequer uma palavrinha.