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sábado, 2 de março de 2013

Dívida contraída por Roseana dá para construir 92 Vias Expressas

O deputado Marcelo Tavares (PSB) criticou veementemente, na manhã de quarta-feira (27), o projeto de lei nº 011/2013, de autoria do Poder Executivo (Mensagem nº 014/2013), que autoriza o Poder Executivo a contratar operação de crédito com instituição financeira para reestruturar dívidas do Estado perante a União.

O projeto de lei encaminhado pelo Governo do Estado – aprovado em plenário nesta quarta-eira – autoriza o Executivo a contratar operação de crédito com o Bank of America para restaurar dívidas no valor de R$ 1,5 bilhão.

“Este é o quinto pedido de empréstimo que a governadora Roseana Sarney faz. É o quinto porque, em sua última mensagem, eram dois pedidos em um só, o que já é uma ilegalidade. É o quinto pedido de empréstimo. A governadora Roseana impõe aos maranhenses, aqueles que são os mais pobres do Brasil, o dever de pagar mais esta dívida”, enfatizou Marcelo Tavares.

Ele frisou que, somando todos estes empréstimos que a governadora Roseana Sarney está contraindo para o Maranhão, a cifra supera R$ 6 bilhões. O deputado salientou que o dinheiro deste quinto empréstimo daria para construir 92 Vias Expressas e daria para pagar o Bolsa Família no Maranhão durante cinco anos.

“Essa dinheirama que Roseana pediu emprestado, cinco anos de Bolsa Família, ou seja, ela além de não pagar o Bolsa Família impõe a cada maranhense uma dívida que se fosse dividida por cada cidadão dava R$ 912,58 para cada habitante, e dava para fazer 100 mil casas populares”, declarou Marcelo Tavares.

HISTÓRICO DO ENDIVIDAMENTO
Com base em documentos oficiais do próprio Poder Executivo, o deputado lembrou que em 2001, ano em que Roseana Sarney era governadora do Estado, a dívida do Maranhão representava 210% da receita corrente líquida do Estado. Ou seja, o Maranhão precisava de duas vezes e mais um pouco da sua receita anual para pagar a dívida.

“José Reinaldo assume, em 2002, e essa dívida vai diminuindo porque o governo pagava a dívida, não contraía novos empréstimos e a arrecadação crescia pelo trabalho naquela época de Azolini na Secretaria de Fazenda. E o Maranhão veio: 2002, 186%; 2003, 180%; 2004, 174%; 2005, 155%; 2006, 118%; 2007, 95%; 2008, já com Jackson Lago, saudoso Jackson Lago, 73%. Ou seja, o Maranhão já não precisava mais de dois anos da sua receita para pagar a dívida, mas apenas de mais ou menos nove meses da sua receita para pagar o que devia. E aí vai: 2009, Jackson e Roseana continuam caindo essa proporção; 2010, continuam caindo essa proporção até chegar ao menor número de 32%”, explicou o deputado.

Ele assinalou que, logo em seguida ao trabalho de saneamento das finanças feito pelos governadores José Reinaldo Tavares e Jackson Lago, a governadora Roseana Sarney começou a inverter a lógica do Maranhão saneado, e passou a pegar dinheiro emprestado.

“O Maranhão já voltou a dever 40% da receita corrente líquida. O governo Roseana pegou o Estado saneado e vai entregar o Estado quebrado. E mais este empréstimo, este quinto empréstimo, só tem uma beneficiada. É a governadora Roseana Sarney, que passará dois anos sem pagar dívidas e o próximo governador vai pagar muitas dívidas. E não terá aumento para o funcionalismo público, não vai poder aumentar os vencimentos da Polícia Militar, não vai poder aumentar o dinheiro do professor, não vai poder fazer muita coisa o próximo governador, seja ele de que partido for”, advertiu Marcelo Tavares, ao encerrar seu pronunciamento.

(Agência Assembleia)

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Presa suspeita de integrar quadrilha que sequestrou Pedro Paulo Lemes

A Secretaria de Segurança Pública do Maranhão divulgou, na manhã desta quarta-feira (27), que foi presa a mulher que teria cuidado do menino Pedro Paulo Lemes no cativeiro. O menino foi sequestrado em Imperatriz no dia 27 de junho de 2012.

Maria Alves Sandes da Silva, conhecida como Tina,
teria ajudado a cuidar do menino Pedro Paulo Lemes no cativeiro.
Criança foi sequestrada em junho do ano passado.
(Foto: Reprodução / TV Mirante Imperatriz)
Maria Alves Sandes da Silva, conhecida como Tina, foi presa em Araguaina, no Estado do Tocantins, por uma equipe de policiais do Serviço de Inteligência da SSP, comandadas pelo delegado Thiago Bardal. Segundo a secretaria, a suspeita era a última integrante da quadrilha que estava sendo procurada.

Entenda o caso
Pedro Paulo Lemes, de cinco anos, foi sequestrado de dentro de casa, no centro de Imperatriz, a 626 km de São Luís, no dia 27 de junho de 2012. Dois homens em uma moto levaram a criança e a babá como reféns. A quadrilha foi presa após ações das polícias do Maranhão, Pará e do Tocantins. O menino foi libertado no dia 10 de julho no distrito de Cicilândia, na cidade de Palmeirante, no Tocantins.

No dia 11 de julho, o secretário de Segurança Pública do Maranhão, Aluísio Mendes, afirmou em entrevista coletiva, que o principal mandante do sequestro do menino Pedro Paulo Lemes, seria um ex-funcionário do pai da criança, o empresário Jurandir Mellado.

As primeiras testemunhas do caso do sequestro do menino Pedro Paulo Lemes, começaram a ser ouvidas no mês de novembro do ano passado, em Imperatriz. Os acusados que respondem pelos crimes de sequestro qualificado e formação de quadrilha estão presos na central de custódia de Davinópolis. A pena dos envolvidos pode chegar a 20 anos de prisão.

(Do G1 MA)

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Irmã da Branca? Mulher afirma que é filha de José Sarney

POR OSWALDO VIVIANI

Há quase dez meses, tramita sob sigilo no Tribunal de Justiça do Distrito Federal (TJ-DF) um processo de Ação de Investigação de Paternidade (AIP) envolvendo o ex-presidente da República e do Senado Federal José Sarney (PMDB-AP).

Silene do Socorro Nogueira Araújo, de 54 anos,
servidora federal natural do município de Itapecuru Mirim (MA),
já teria pedido a realização de um exame de DNA.
(Foto: Jornal Pequeno)
O processo foi aberto em 4 de maio de 2012, na 2ª Vara de Família, em Brasília, sob o número 2012.01.1.063782-8. Na inicial do processo, documento a cujo teor o Jornal Pequeno teve acesso, a servidora federal Silene do Socorro Nogueira Araujo, de 54 anos, nascida no município maranhense de Itapecuru Mirim (a 120 quilômetros de São Luís), afirma, por meio de seus advogados, ser filha biológica de Sarney e pede a realização de um exame de DNA.

No documento, os advogados da proponente, Helbert Maciel e Leonardo Augusto Raulino Pereira – com escritório em Teresina (Piauí) –, relatam que José Sarney teve um envolvimento com a mãe de Silene, Izaura Nogueira Araujo, em Itapecuru, “nos idos de 1957”, sendo que, como fruto desse relacionamento, segundo a inicial do processo, nasceu Silene, em 18 de maio de 1958.

Diz a inicial:

“O vistoso jovem de Pinheiro (MA), radicado em São Luís, aos 27 anos já titular da cadeira 22 da Academia Maranhense de Letras e promissor deputado federal pela UDN, além de advogado de escol, se engraça e se encanta com a linda morena que conhecera por essas viagens políticas.

Em outubro de 1958, haveria eleições para a Câmara dos Deputados, e ele tentaria obter o primeiro mandato próprio, não mais suplente como então.



Católico fervoroso, inteligente, culto, sagaz no trato político, habilidoso com o sexo oposto – o que, por certo, herdado do pai –, não foi difícil ao jovem deputado conquistar o coração de Izaura, quiçá ‘Saraminda’.

José Sarney passou a visitar com frequência, não apenas por interesses políticos-eleitorais, Itapecuru Mirim. Izaura, por vezes, em períodos de eleições, oportunidades para encontros, ia de avião a comícios em cidade próximas, muito embora fato incomum, mormente naquela época, a pessoas de poucas posses”.

Hoje divorciada, Silene Nogueira Araujo tem duas filhas – uma de 33 outra de 34 anos –, e mora atualmente num bairro de classe média de Recife (Pernambuco).

De férias em São Luís (onde tem parentes), Silene aceitou falar ao JP:

“Minha mãe, até sua morte, em 2003, aos 72 anos, guardou segredo sobre quem era meu pai. Ela nunca me falou nada. Mas eu cresci ouvindo as pessoas que conviviam com ela sempre mencionando seu relacionamento com o Sarney, que ele a levava nas campanhas políticas, até de avião. Também falam até hoje da minha semelhança física com Roseana [Sarney, filha do senador, atual governadora do Maranhão]. Minha infância e adolescência foram normais. Só achava estranho minha mãe nunca me falar nada sobre meu pai. Cresci sem essa referência da figura paterna, mas sempre fui tratada como uma princesa. Nunca me faltou nada, embora minha mãe fosse muito pobre. Tanto que aos 15 anos pude sair de Itapecuru para frequentar o Liceu Maranhense, em São Luís, onde terminei o Segundo Grau”.

Silene fez questão de enfatizar ao JP que seu maior interesse com o processo para investigação de paternidade “não é financeiro e sim para esclarecer a verdade”.

Também afirmou que só está quebrando o segredo de Justiça – que ela mesma pediu – porque “o senador Sarney está tentando obstaculizar o processo de todo jeito, usando de todo o seu poder para que ele não vá adiante”.

O JP apurou que José Sarney, por meio de seu advogado, Eduardo Antonio Lucho Ferrão, já comunicou à Justiça que não aceita fazer o exame de DNA voluntariamente, e entrou, em setembro, com um agravo regimental para interromper a tramitação do processo. Os advogados de Silene recorreram e ambas as partes aguardam a decisão judicial sobre o agravo.

Outro lado – Contatado pelo JP, o advogado Eduardo Ferrão respondeu, por e-mail enviado no início da tarde de sexta-feira (22):

“É regra legal inafastável que o advogado não pode comentar quaisquer processos por ele patrocinados e que tramitam sob segredo de Justiça”.

Silene encontrou Sarney numa igreja, em São Luís, e lhe disse: ‘Sou tua filha’

Num trecho da inicial do processo de investigação de paternidade envolvendo José Sarney, os advogados da proponente, Silene do Socorro Nogueira Araujo, relatam um encontro que ela teve com o senador, na Igreja de São Luís Rei de França, no Calhau, em 2011. Veja:

“Igreja de São Luís Rei de França, Calhau, São Luís, 4 de junho de 2011. Missa comemorativa dos 100 anos [que teria, caso viva] de dona Kyola, mãe do senador José Sarney.

Presente, a autora [Silene Araujo], que já juntara os fatos, dirigiu-se à autoridade ali posta: ‘Sou tua filha, filha de Izaura!’

Um sorriso brotou no semblante firme do presidente do Senado Federal. Sorriso terno, sob o vistoso e característico bigode.

Mas também sorriso intrigante, seguido por passos seguros – entre familiares, assessores e seguranças –, por cumprimentos efusivos, partidos de amigos, transeuntes e políticos.

E do sorriso restou a certeza. É a autora filha do réu!

A prova pericial científica assim esclarecerá”.

(Jornal Pequeno)

domingo, 24 de fevereiro de 2013

Justiça determina exumação do corpo do ex-prefeito Davi Alves Silva

Dema de Oliveira

A Justiça, através do juiz titular da 3ª Vara da Família, Marcelo Testa Baldochi, determinou a exumação do corpo do ex-prefeito Davi Alves Silva.

O trabalho dos médicos legistas do Instituto Médico Legal (IML), sob o comando do diretor Alair Firmiano, seria feito na manhã desse sábado, no cemitério da cidade de Davinópolis, distante 18 km de Imperatriz. Entretanto, a exumação não aconteceu, tendo em vista que não compareceram ao cemitério os familiares de Davi Alves Silva, como também a parte interessada ou o seu advogado e, principalmente, o oficial de justiça para que a ordem judicial fosse cumprida.

Em função disso, o diretor do IML, o médico legista Alair Firmiano, manteve contato com o juiz Marcelo Testa Baldochi e disse que a exumação não seria realizada ontem em função da ausência dos interessados.

O magistrado autorizou a exumação mesmo sem essas pessoas. Mas, depois de ter ouvido as ponderações do médico legista Alair Firmiano, resolveu que uma outra data seria remarcada para o trabalho.

Segundo informações, o motivo da exumação do corpo do ex-prefeito Davi Alves Silva é para que sejam retiradas partículas para um exame de DNA para possível reconhecimento de paternidade de um filho do ex-prefeito.

Normalmente, nesses casos é feita a exumação em função de que familiares se negaram a fornecer o material. Quando acontece isso, a Justiça, através do juiz da Vara da Família, autoriza a exumação do corpo.

Assassinato
Davi Alves Silva foi assassinado no dia 23 de setembro de 1998, quando se encontrava no pátio do Posto Esplanada, de sua propriedade, localizado às margens da rodovia Belém-Brasília, no bairro Coco Grande.

Davi Alves Silva foi assassinado com um tiro pelo ex-cunhado, Abraão Ribeiro da Silva, que em seguida se suicidou.

Carreira política
Deputado estadual, 1983-1987
Deputado federal, 1987-1989
Prefeito de Imperatriz, 1989-1993
Deputado federal, 1995-1998

(O Progresso)