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sábado, 31 de dezembro de 2011

Em 2012: deixe girar a roda do tempo....

Muitos dos meus conhecidos sabem que não sou muito ligado as datas comemorativas, ritos, tradições. Esse post é para agradecer não a eles, pois poucos deles freqüentam o blogue, mas é para retribuir a um número significativo de ilustres desconhecidos que aqui passam, ainda que a maioria não comentam e nem opinam, todavia de alguma forma estão dando um "bizu", o que aumenta em muito a responsabilidade e o cuidado de escrever.

O blog não é meu instrumento de trabalho, de longe tenho com ele um compromisso periódico de escrever. Tenho uma extrema dificuldade de conciliar isso, não por ideologia e nem por postura, é desleixo mesmo. O blog funciona como uma ferramenta que ainda estou aprendendo utilizar, sem nenhuma pretensão de fazer manutenção em algo ou fazer algum reparo. É uma janela, que oscila entre andares, muitas vezes de vidro frágil, outras na egocentricidade de vidraça blindada.

Portanto, aos leitores esporádicos e/ou constantes, aos parceiros de primeira linha e as saudáveis divergências, discordâncias e suspiros de aborrecimento, meu muito obrigado. É muito bom saber que por esta janela podemos nos comunicar. Apenas isso basta.

Estejam em paz, não por uma contagem de tempo contabilizado em 345 dias futuros, mas sim pela dádiva de ter vivido toda uma vida até aqui.

Valeu! Vamos de La Renga... a tradução, segue logo abaixo do vídeo:



Fiz do meu corpo amigo do céu e da distância
E fui buscar uma verdade para meu coração
Algo tão grande como o céu e as montanhas
E tão pequeno como uma gota de lágrima
E já não estava mais comigo meu coração
Foi pousar em cada uma das coisas
E já não estava mais comigo meu coração
Se foi fundir com a essencia e a sabedoria

E agora só um caminho hei de caminhar
Qualquer caminho que tenha coração
Atravessando todo seu caminho sem alento
Deixando para trás mil razões no tempo

E morrer querendo ser livre, encontrar o meu lado selvagem
Dar asas a meu destino,
Romper os dentes desta engrenagem

Fiz um lugar no refúgio dos meus sonhos
E guardei alí meu tesouro mais precioso
Onde não chega o homem em suas jaulas
Nem a maquinária da sobrevivência
E foi mais fácil tentar viver minha vida,
Que vendê-la à razão e conformidade

(Hablando de La Libertad - La Renga)

Produção da Tribo de Jah esclarece sobre cachê em Imperatriz

Recebemos e-mail encaminhado pela produção da Tribo de Jah que esclarece sobre o cachê cobrado na cidade de Imperatriz. Em muito me preocupou algo feito supostamente de forma leviana.

Há um mês conversei por telefone com Fauzi (líder da banda), e um simples "insight" descompromissado, comentei que iria sugerir o show da Tribo para o reveillon da cidade. Finalizado a conversa, fiz algumas ligações. Em um espaço de 20 dias, não tive mais nenhum contato com a banda e nem com os organizadores da festa. Fui até pego de surpreso quando fiquei sabendo por Élson Araujo (secretário de comunicação da prefeitura) que a Tribo ia realmente fazer o show da virada.

Mesmo não compondo o governo municipal, acredito que um show alternativo, fugindo os velhos padrões casaria bem para Imperatriz, contemplando um estilo até então marginalizado por diversos setores da mídia e da sociedade. Existe um público na dita periferia que vai além do jurassiano Reginaldo Rossi... um público jovem que há muito tempo não é contemplado com uma apresentação digna e de nível internacional como a Tribo de Jah. Sem mais delongas, vamos a nota e aguardar o Titãs para o aniversário da cidade:

Façamos informar à opinião pública Imperatrizense, que não existe nada de errado no valor do CACHÊ cobrado pela Banda TRIBO DE JAH, para realizar o show hoje a noite, dia 31 de dezembro, na virada do ano, na cidade de IMPERATRIZ.

O CACHÊ inicialmente cobrado pela Banda, era no valor de R$ 50.000.00 (cinqüenta mil reais), que por insistência nas negociações feitas pelo Sr LUCENA com a produção da Tribo, este insistiu em um desconto do Cachê e ofereceu, R$ 40.000.00 (quarenta mil reais), por tando abaixo R$ 10.000.00 (dez mil reais) do valor que estávamos cobrando. Consideramos um mérito, do negociador da Prefeitura, no caso o Sr. Lucena, assessorado pelo jornalista Élson Araújo, que também me ligou insistindo para que aceitássemos a proposta no valor de R$ 40.000.00 (quarenta mil reais).

Sem consultar o líder da banda Tribo de Jah, Fauzi Baydeoun, bati o martelo e fechei o contrato com a Prefeitura de Imperatriz, pelo cachê proposto pelos representantes da Prefeitura de Imperatriz, os Srs Lucena e Élson Araújo, tendo sido questionado pelo próprio Fauzi, por ter eu dado um desconto alto, para o Show em uma data especial que é o Revellion.

Todos os artistas e bandas, cobram cachês dobrado, no dia 31 de Dezembro, o que é uma regra de mercado, que não foi inventada, pela banda Tribo de Jah.

O que não está focado com esta realidade, passam a ser especulações maldosas de terceiros, que por não conhecerem a realidade do mercado musical, devem está fazendo política rasteira, com o bom nome que a TRIBO DE JAH tem hoje no mundo inteiro, inclusive ajudado pela cidade de Imperatriz, que sem
pre acolheu bem a banda, desde o seu início de carreira.

E para fechar, o cachê oficial da Banda TRIBO DE JAH, fora a data de REVELLION é de R$ 25.000.00 (vinte e cinco mil reais).

Frazão Oliveira, produtor executivo e empresário da Tribo, no Estado do Maranhão.
E-mail: frazãooliveira@hotmail.com / celular: 98-8155-7078 / 98-9906-5627.

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Pesquisa revela empate técnico entre Madeira e Ildon Marques na disputa pela prefeitura de Imperatriz

Resultado de pesquisas, ainda mais no final do ano, são mais do que divertidas, coincidem com os "contos de Natal" que flutuam pelo período festivo. Alguns levam a sério, outros duvidam. Seja qual for a interpretação da fé, a leitura é saudável antes a discussão dos diversos analistas políticos.

Abaixo, postagem do blogue Entreatos do jornalista Marcos Franco:

Uma eleição indefinida com dois nomes empatados tecnicamente na disputa da primeira posição. É o que revela pesquisa do Instituto Amostragem realizada dias 17, 18 e 19 deste mês para saber a opinião dos eleitores de Imperatriz. O prefeito Sebastião Madeira (PSDB) lidera com vantagem média de 2 pontos percentuais sobre o ex-prefeito Ildon Marques (PMDB). Os dois são seguidos dos pré-candidatos Pastor Porto, Carlinhos Amorim e Edmilson Sanches. “Há um nítido equilíbrio na disputa de Imperatriz, com tênue favoritismo do atual prefeito”, informa relatório da pesquisa.

No primeiro cenário, Madeira desponta com 27%, seguido por Ildon Marques com 25%. O ex-vice governador Pastor Porto(PPS) ocupa a terceira posição com 13%, seguido do deputado estadual Carlinhos Amorim (PDT) com 12,5% , do vereador Edmilson Sanches (PCdoB) com 10,67% e do radialista Justino Filho (PTC) com3,17%. O professor Expedito Barroso (PT) ficou abaixo de 1% neste cenário.

No segundo cenário, com o empresário Ribinha Cunha (PR) no lugar de Ildon Marques, Madeira mantém a dianteira com 28,17% dos votos. Carlinhos Amorim aparece em segundo lugar com 18,17% seguido do Pastor Porto, 17,33%; Edmilson Sanches, 13%; Justino Filho, 3,83%; Ribinha Cunha, 2,33%; e Expedito Barroso, 1%.

Num cenário mais enxuto, sem os nomes do Pastor Porto, Expedito Barroso e Carlinhos Amorim, Madeira chega a 33,5% contra 32,67 de lldon e 16,33% de Edmilson Sanches. O pré-candidato do PCdoB fica na segunda colocação, com 23% dos votos, na hipótese de Ildon Marques não ser candidato. Neste cenário Madeira sobe para 39,5%, Justino Filho pontua com 6,83% e Ribinha Cunha fica com 3,67%.

Em outros dois cenários, Madeira mantém a dianteira, porém com vantagem sobre Ildon Marques dentro da margem de erro, que é de 3% para mais ou para menos. Num desses cenários, Pastor Porto ocupa a terceira colocação com 18,83%. No outro, Carlinhos Amorim obtém 16% das intenções de votos dos imperatrizenses.

Rejeição – Entre os principais pré-candidatos, aqueles melhor pontuados, o prefeito Madeira lidera o índice de rejeição, com 25,33%. O segundo mais rejeitado é o ex-prefeito Ildon Marques, com 23,33%. Na outra ponta o que tem a menor taxa de rejeição é o vereador Edmilson Sanches, com 8,17%.

Perguntados se o prefeito Madeira merece ou não ser reeleito, 52% dos 600 entrevistados disseram que ele não merece um novo mandato. E 40,33% afirmaram que ele merece ser reeleito.

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Palmério Dória: "Internet virou uma cadeia da legalidade"

Claudio Leal
A eleição presidencial de 2010, vencida pela petista Dilma Rousseff, começa a ganhar os primeiros relatos históricos. Um dos lançamentos editoriais sobre a campanha política, o livro "Crime de imprensa" (Plena Editorial), de Palmério Dória e Mylton Severiano, analisa o comportamento dos grandes grupos midiáticos durante a sucessão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Repórteres veteranos, Palmério e Severiano (o Myltainho) atuaram na imprensa alternativa e também em grupos como "Estado de S. Paulo", "Folha de S.Paulo", "Realidade", "Rede Globo" e "TV Record". No livro, provocantemente "prefaciado" pelo escritor Lima Barreto, os autores sustentam que a mídia nacional assumiu as bandeiras de partido político e apoiou a candidatura de José Serra (PSDB).
- A Dilma enfrentou, durante a campanha, uma espécie de túnel de trem fantasma. A cada curva, havia uma cilada, um sobressalto, uma chamada "bala de prata". Hoje a imprensa continua assim, apesar de ela ser uma das três mulheres mais poderosas do planeta - afirma Palmério Dória, autor do best-seller "Honoráveis Bandidos - Um retrato do Brasil na Era Sarney" (Geração Editorial), em entrevista a Terra Magazine.
Craque da reportagem e frasista veloz, sempre a denunciar uma rica formação literária, Palmério Dória recorre ao humor - essa escopeta às vezes subestimada - para confrontar os velhos fantasmas da Nova República. O livro sobre o senador José Sarney, que frequentou por meses as listas dos mais vendidos, iniciou uma trilogia da vida política brasileira. A internet, pondera o jornalista, ajudou a balançar o previsível coreto.
- A Globo chegava a dominar 100% da audiência, nos anos 70 e 80. Ainda outro dia, a Globo dominava. Isso mudou. (...) Agora tem a força da blogosfera, que, de repente, se articula numa espécie de cadeia da legalidade, para citar o episódio do Brizola (em 1961)... Mas também tem os dois lados. Pode ser a internet do bem e do mal. A internet do mal procovocou aquela peste emocional que levou a eleição para o segundo turno, trazendo questões como o aborto, questões que eu achava que já tinham desaparecido - lamenta Palmério.
Confira a entrevista.
Terra Magazine - Você pôs um trecho de "Recordações do Escrivão Isaías Caminha", de Lima Barreto, como prefácio de "Crime de imprensa". Ele tinha uma visão bem ácida do jornalismo. De lá pra cá, a coisa tem piorado? 
Palmério Dória - A situação é praticamente a mesma. Porque ele verifica as famílias e constata que o domínio dos "Grandes Irmãos" já prevalecia. Isso piorou porque há uma concentração maior do poder da mídia. A Globo chegava a dominar 100% da audiência, nos anos 70 e 80. Ainda outro dia, a Globo dominava. Isso mudou. Existe uma abertura maior. Agora tem a força da blogosfera, que, de repente, se articula numa espécie de cadeia da legalidade, para citar o episódio do Brizola (em 1961). Isso melhorou. Mas também tem os dois lados. Pode ser a internet do bem e do mal. A internet do mal procovocou aquela peste emocional que levou a eleição para o segundo turno, trazendo questões como o aborto, questões que eu achava que já tinham desaparecido.
No livro, vocês sustentam que os principais grupos de comunicações do País apoiaram a candidatura de José Serra e se comportaram com parcialidade nas eleições. Essa postura tem se refletido na cobertura do governo Dilma ou houve uma mudança?
Essa postura não mudou. A Dilma enfrentou, durante a campanha, uma espécie de túnel de trem fantasma. A cada curva, havia uma cilada, um sobressalto, uma chamada "bala de prata". Hoje a imprensa continua assim, apesar de ela ser uma das três mulheres mais poderosas do planeta. Pra mim, é a segunda mais poderosa, porque Hillary Clinton (secretária de Estado dos EUA) é uma empregada. Apesar de ser presidente do maior país do hemisfério sul, Dilma é tratada como uma qualquer. A imprensa vai engolir. De maneira geral, não mudou a atitude. Ela não era um poste, não era e não é uma laranja, ela segurou a base política, a fisiologia, e de uma maneira geral os números estão comprovando que ela caiu até no gosto popular. Agora, descaradamente, só o "Estadão" assumiu que apoiava o Serra, através de um editoral. Os outros, não. A "Folha" gosta de parecer isenta, coisa que ela não é. Essa pluralidade é tão artificial quanto perna de pau.
Mas até que ponto assumir um candidato é positivo? Isso não pode influenciar, negativamente, o leitor ou o telespectador?
É positivo, sim. A Carta Capital também assumiu. É tocada por um grande jornalista (Mino Carta), que foi diretor da revista Quatro Rodas, da Veja, e que já foi um dos mais poderosos editores da imprensa. Não se pode dizer que a revista é pequena imprensa. A imprensa americana, que é nosso padrão, assume os candidatos. Isso é muito bom. O problema é dividir a notícia do editorial.
Discute-se muito o "silenciamento" da chamada grande mídia sobre temas que, em tese, desagradariam os grupos partidários com que os jornais e televisões mais simpatizam. Isso teria ocorrido, neste mês, com o livro "A privataria tucana". Para não cair numa teoria conspiratória, você acha que essas omissões ocorrem de forma inercial ou vertical, como uma determinação? 
Esses "grandes irmãos" parecem que combinam entre si. É inexplicável. No caso do livro, o timing foi o mesmo. Eles mantiveram o silêncio total, que durou uma semana. É pendular. Eles saíram juntos do silêncio total: a imprensa e o partido atingido (o PSDB). E agora partiram para o berro, esquecendo que bom tucano não berra. Se eu fosse pauteiro de um jornal, e já fui, veria que saiu a Carta Capital (com capa sobre o livro de Amaury Ribeiro Jr.), falando de corrupções numa escala de bilhões. Sendo pauteiro, é natural que você diga: pega um repórter para apurar isso. Mas, não. Todo o exército da grande imprensa estava dedicado a perseguir (Fernando) Pimentel, o amigo da Dilma. Não estou discutindo a corrupção, a escala da grana, nem o caso do Pimentel. Mas o exército todo estava caçando Pimentel. São essas contradições que mostram que não há isenção. Há um acordo tácito.
Os repórteres não podem ousar mais? Não ocorre também aqueles casos em que os repórteres imaginam o que o patrão gostaria que eles fizessem?
Acredite, mas eu já fui moleque e até jovem repórter. Havia nas redações os repórteres que faziam o trabalho sujo. Nós até agradecíamos. O "Estadão" tinha seus homens que faziam esse trabalho, "vamos pegar fulano de tal", de interesse da empresa. A gente sabia quem fazia isso claramente. Hoje, pegam esses meninos "trainees" pra fazer capa da "Veja" demonizando o MST. Bem jovens, e já estão mandando brasa, mora. Trabalhei na imprensa alternativa e sei que nós éramos bois de piranha, fazíamos as matérias que a grande imprensa não poderia publicar, como a matéria do "EX" sobre a morte do Vlado (Herzog). Depois essa matéria, Ricardo Kotscho ampliou os limites da liberdade de imprensa, coordenando uma matéria sobre a mordomia (publicada em "O Estado de São Paulo"). Ele me disse: "Porra, aquela matéria do EX ampliou os nossos limites". Tanto que as duas disputaram o Prêmio Esso. Vendeu a da mordomia, mas ficamos com os votos de Castelinho (Carlos Castelo Branco) e de Cláudio Abramo. Cada repórter vai conquistando sua margem de liberdade. Mas, cada vez menos os repórteres dizem: "não, isso eu não faço".
Você falou rapidamente, no início da conversa, sobre a presença política da internet. De que forma ela alterou o debate público?
No livro, citamos o editor do "The Guardian". Ele falou que, hoje em dia, temos uma gráfica em casa. Quando há temas muito complexos, até para os padrões ingleses (poderes podres ou grandes poderes), ele vai jogando pitadas no Twitter dele. Isso num grande jornal, com um grande editor... Desde Gutenberg não vejo nada tão espetacular. Não dá ainda para medir. O buraco é muito embaixo.

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Contra o Maranhão do Sul, Dr. Pádua propõe capital do estado ser transferida para Grajaú

Existem figuras políticas que não bastasse o acaso da inércia do mandato, vez por outra lançam propostas que beiram a desaire. Partindo da premissa que a divulgação de tais feitos possa convencer o mais simples eleitor de um suposto dinamismo político, não é de estranhar que o velho ditado popular “a gente pensa que se benze e arrebenta as ventas”, faça valer para alguns casos inusitados na política maranhense.

Para o deputado estadual Antonio de Pádua, uma das soluções encontradas para a descentralização da administração pública no Maranhão é transferir a capital do estado para a cidade de Grajaú, alegando que por se encontrar na região central, haverá melhor logística na aplicação dos recursos.

O deputado de primeiro mandato (provavelmente, de um só), disse a reportagem do iMirante (leia aqui) que buscou inspiração “no ex-presidente Juscelino Kubitschek, que mudou a capital do país do Rio de Janeiro para Brasília”. Por tabela, o parlamentar deixa claro que é contra a proposta do Maranhão do Sul ao afirmar: “não sou muito a favor desses projetos que desintegram o Maranhão. Acho que temos de melhorar nosso interior”.

É claro que a proposta do Dr. Pádua não tem nenhum estudo cientifico, nem embasamento de viabilidade econômica. Pior, é ilógico no que diz respeito à estrutura de governo. Ele mesmo reconhece isso: “Não vai deixar de ter custos, mas gastaria muito menos que um novo estado. Não teríamos em Grajaú uma nova Assembleia, por exemplo, mas apenas os setores administrativos”.

É nobre deputado, como diria seu vulto tropeço inspirador JK: “É inútil fechar os olhos à realidade. Se o fizermos, a realidade abrirá nossas pálpebras e nos imporá a sua presença”.

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

PSOL tem nova direção no diretório imperatrizense

Com presença expressiva dos filiados do PSOL de Imperatriz aconteceu ontem, na Universidade Estadual do Maranhão, a Convenção Municipal do partido que elegeu e deu posse à sua nova direção municipal. A convenção municipal acontece após a realização dos congressos estadual e nacional do Partido Socialismo e Liberdade e reflete um novo momento da construção partidária. “O nosso maior desafio é fazer o PSOL crescer e se tornar uma referência de luta para os trabalhadores e setores populares em Imperatriz, tudo isso sem perder nossa identidade política e respeitando o programa do partido”, disse o novo presidente do PSOL de Imperatriz, Alcindo Holanda.

Além da eleição da direção municipal, houve a aprovação de resoluções políticas que nortearão as ações do partido e de sua direção municipal para o próximo período. Dentre as resoluções aprovadas, há a definição de rechaçar alianças eleitorais com partidos da base dos governos de Dilma, Roseana e Madeira e que o PSOL em Imperatriz trabalhará para a construção da Frente de Esquerda com PCB e PSTU.

Estiveram presentes também dois membros do Diretório Estadual do PSOL. “O momento que vive o PSOL em Imperatriz é ímpar, pois se abrem muitas possibilidades de construção para o partido na cidade. Os companheiros estão muito dispostos a essa tarefa e isso deve ser respeitado e valorizado pela direção estadual e é nessa condição que nos fazemos presentes nesta Convenção”, ressaltou Denise Albuquerque, membro da Executiva Estadual do PSOL.

(ASCOMPSOLITZ)

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Imperatriz Fotos: site para olhares e visão de mundo

O amigo Daniel Sena (acadêmico de Comunicação Social na UFMA/Imperatriz) e sua mina, Rosana Barros (graduada em História e Jornalismo), tiveram uma brilhante iniciativa: formatam um espaço virtual para divulgar fotografias de Imperatriz. O site www.imperatrizfotos.com.br, prima por uma forma colaborativa, ou seja, o visitante pode enviar seus registros fotográficos.

Ainda dando os primeiros passos, o Imperatriz Fotos possui um design agradável e leve. Além dos olhares, o site também publica notícias e artigos correlacionados ao tema. Segundo Daniel, as visitas, em maioria, são de estrangeiros.

Com os preços mais acessíveis das câmeras fotográficas digitais, além da convergência em dispositivos moveis, fotografar ficou de certa forma, uma mão na roda. É claro que nenhuma parafernália moderna ou recursos, substitui o sentimento em captar imagens. Independente do nível do aparelho são o fator humano e sensibilidade que fazem a diferença. A técnica vem depois.

Isso posto, é mais do que bem-vindo um site como Imperatriz Fotos, que não engessa de forma cátedra a individualidade de fotografar. Parabéns Daniel e Rosana, que o site cresça e apareça.

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Justiça manda cassar todos os vereadores de Estreito

O bicho tá pegando lá por Estreito. Vejamos a reportagem da TV Mirante:

A Justiça de Estreito, a 750 quilômetros de São Luís, manda cassar todos os vereadores do município por improbidade administrativa.

A cidade só não está sem vereador porque os parlamentares já haviam sido afastados por irregularidades na aplicação dos recursos públicos. No início do ano, os suplentes tomaram posse e com a decisão da Justiça devem continuar no poder. Nenhum dos vereadores cassados foi encontrado na cidade.

A Câmara inteira é acusada de desviar quase R$ 200 mil dos cofres públicos, dinheiro que teria sido repassado pela prefeitura. Por causa do escândalo a Câmara Municipal de Estreito ficou sem sessão por uma semana. Os nove suplentes tomaram posse, o processo passou a ser analisado pela Justiça.

A denúncia foi feita pelo Ministério Público Estadual em fevereiro deste ano. De acordo com a ação civil pública os nove vereadores daqui de estreito respondiam por improbidade administrativa. Dez meses depois o resultado da sentença, todos eles foram condenados, e tiveram a perda da função.

No esquema os vereadores, segundo o Poder Judiciário, estão Benedito Torres Salazar; Manoel Barbosa de Souza; José Rômulo Rodrigues dos Santos; Bento Cunha de Araújo; Elton Pasa; a vereadora e tesoureira Reginalva Alves Pereira; e o presidente da Câmara na época, Edivandrio Gomes Pereira. Eles teriam recebido nove cheques no valor de R$ 22 mil cada.

O resultado do julgamento foi recebido por alguns eleitores como uma resposta contra a corrupção. Ainda de acordo com o juiz Gilmar de Jesus Everton Vale, titular da 1ª Vara e que responde, também, pelo cartório eleitoral, além de terem sido cassados os vereadores tiveram os direitos políticos suspensos por um período de oito a dez anos.

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Comandante Geral da PM descumpre acordo firmado por Roseana Sarney

Nesta manhã de quinta-feira, 15 de dezembro de 2011, o presidente da Associação de Cabos e Soldados da Região Tocantina, cabo PM, Deusivan Silva Sousa, formaliza, em São Luis, denúncia à Ordem dos Advogados do Brasil, Seccional do Maranhão, noticiando que o Comandante Geral da Polícia Militar do Estado, Cel. Franklin Pacheco Silva, está descumprindo o acordo firmado pela Governadora Roseana Sarney e as entidades representativas de policiais e bombeiros militares do Maranhão.

O documento, endereçado a entidade mediadora do conflito, revela que “paradoxalmente ao combinado, o comandante geral da Polícia Militar do Estado do Maranhão, que, com a devida vênia, pouco ou quase nada fez para solucionar o gigantesco e complexo conflito, esse mediado pela Ordem dos Advogados do Brasil no Maranhão, iniciou, pasmem, a chamada “caça as bruxas”, instaurando Inquérito Policial Militar (ex vi Portaria IPM 042/2011/DP3) e Sindicância (ex vi Portaria 007/2011-P/1 3º BPM) em face de policiais e bombeiros militares baseados na brava Região Tocantina, o fazendo com o claro e indisfarçável fito: punir e retaliar”.

(Assessoria Jurídica)

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Para Roseana Sarney “Imperatriz não gosta dela”

Alguns políticos quando improvisam em seus discursos, patinam na lamúria, onde uma piada mal aplicada traduz – ainda que no destoque da imagem pública – a dissonância da língua ante a rapidez do raciocínio.

Na inauguração da UPA em Imperatriz, a governadora Roseana Sarney (PMDB-MA) deixou escapar essa pérola: “Imperatriz não gosta de mim, mas eu amo Imperatriz”.

A cidade que nas últimas eleições para governo do estado conferiu ao falecido Jackson Lago mais de 70% dos votos, um percentual que nutre a idéia ilógica de Roseana, ainda que àquela eleição seja um reflexo, os altos e baixos da gestão Lago gerou uma pequena noção de como uma administração estadual pode fazer a diferença numa cidade. O imperatrizense sentiu isso, mesmo constatando rachadoras e morosidade na entrega das obras daquele governo.


A fala de Roseana pode ser irrelevante, porém é preocupante. Preocupa por ser passiva de uma interpretação pessoal de que seja verdade. E pior: seja algo que assessores desprovidos de qualquer postura do contra-argumento (afinal, recebe-se e paga-se pela concordância), alimentem a idéia de que não valem os esforços do seu governo em uma cidade que não retribui à altura.

O voto, a única retribuição que de fato interessa ao político, ainda é visto como mercadoria de troca. A ótica dessa afirmação não se espreita apenas pelo mandatário público, é uma purgação também do cidadão, beneficiado por uma Unidade de Pronto Atendimento, por exemplo.

A síndrome da esmola, a peleja dos recursos, os parcos investimentos e a tardança do desenvolvimento, faz crer que a máxima da “falta de amor do imperatrizense”, seja a dicotomia da falta de ação pública. Para nenhum simpatizante ou militante, esse entrave é um mero acaso de como as coisas são e devem continuar sendo.

Na civilidade política entre gestores, Roseana nunca recebeu o trato de um prefeito, como o faz Sebastião Madeira (PSDB-MA). Na ironia desse refluxo, nenhum prefeito imperatrizense recebeu tanta sala por parte da família Sarney, nem mesmo Ildon Marques (DEM-MA), o contrapeso da balança entre João Alberto (PMDB-MA) e Lobão (PMDB-MA) e, se a sombra lhe caiu bem por todos esses anos por parte da família, na prática não fez muita questão de politicamente corresponder à altura.

Aguardemos, pois, cenas dos próximos capítulos.

Flávio Dino sinaliza que não será candidato a prefeito

Do blog John Cutrim

“A nossa grande batalha é derrotar a oligarquia Sarney em 2014”. Com esta afirmação o presidente da Embratur e presidente estadual do PCdoB, Flávio Dino, voltou a pregar ontem (7), durante a abertura da 13ª Conferência Municipal do PCdoB em São Luís, na Assembleia Legislativa, o discurso de união das oposições e reafirmar que o projeto maior é a eleição para o governo do Estado em 2014.

Com discursos uníssonos pela união dos partidos e permanente diálogo sobre as estratégias a serem traças para os pleitos de 2012 e 2014, estiveram presentes a Conferência representantes do PSB, PPS, PRTB, PP e PT, que protagonizaram uma grande festa das forças de oposição no Estado.

Na ocasião, diante da presença dos membros destas siglas, representantes dos movimentos sociais e da militância aguerrida que compareceram em grande em número ao ato, Flávio Dino falou sobre sua pré-candidatura à prefeitura de São Luís. Disse que o seu sentimento, neste momento, está voltado para derrotar a oligarquia Sarney na disputa estadual de 2014.

“Tenho convicção de que ganhamos aquela eleição [2010], mas a fraude eleitoral e o abuso do poder econômico adiaram naquele momento o projeto de fazer um ‘Maranhão de todos nós’, lembrou. Num pronunciamento bastante vibrante e emotivo, Flávio, atilado, deu sinais mais uma vez de que não concorrerá a sucessão municipal de São Luís.

“O PCdoB vai disputar a eleição de São Luís, eu vou disputar a eleição de São Luís, mas não significa necessariamente que eu seja o candidato. Nós temos que ter prudência, cautela e humildade, hoje a gente lidera as pesquisas, mas não sabemos se no próximo continuará assim”, precaveu Dino.

Em seguida, Flávio citou alguns nomes que podem ser o líder da chapa majoritária no próximo ano, como o ex-deputado Roberto Rocha, o ex-prefeito Tadeu Palácio e os deputados Rubens Júnior, Marcelo Tavares e Eliziane Gama. “Qualquer um deles podem ser o candidato em 2012 na condição de ajudar a derrotar o atraso em 2014 no Maranhão”, ressaltou.

Marcaram presença na Conferência Municipal do PCdoB o presidentes estaduais do PSB, José Antonio Almeida; do PPS, Paulo Matos; do PP, deputado federal Waldir Maranhão, os deputados Marcelo Tavares, Rubens Júnior e Eliziane Gama, o presidente e o vice-presidente do diretório municipal do PCdoB, Marcio Jerry e Geraldo Castro Sobrinho, respectivamente, que comandaram a mesa de trabalhos, o ex-prefeito de São Luís, Tadeu Palácio (PP); o ex-deputado federal e presidente municipal do PSB, Roberto Rocha; o presidente municipal do PRTB, Ednaldo Neves; o membro do Diretório Estadual do PT, Márcio Jardim; entre outras lideranças.

domingo, 11 de dezembro de 2011

Em plebiscito, eleitores do Pará rejeitam divisão do Estado

Com 80,70% dos votos apurados, o "não" à criação do Estado de Carajás tinha 1.966.277 votos (68,34%), contra 911.112 votos (31,66%) pelo "sim".

Já o "não" à criação de Tapajós tinha 1.949.721 votos (67,76%), contra 927.508 votos (32,24%) a favor da proposta.

Os eleitores responderam a duas perguntas: se eram favoráveis à criação do Estado de Carajás e se eram favoráveis à criação do Estado de Tapajós. Assim, foi possível votar a favor da criação de um Estado e contra a criação do outro.

A abstenção, com 80,70% dos votos apurados, era de 25,39%, ou 993.599 pessoas. Os eleitores registrados no Pará que estavam em outros Estados também foram obrigados a votar no plebiscito.
Segundo o Tribunal Regional Eleitoral do Pará (TRE-PA), não houve necessidade de votação manual em nenhuma seção eleitoral. Apenas 25 urnas foram substituídas em todo o Estado, equivalente a 0,17% do total.

Se fosse aprovado, o desmembramento do Pará - segundo maior Estado brasileiro em extensão territorial - ainda teria de passar pelo Congresso e ser sancionado pela presidente Dilma Rousseff, que tem poder de vetar a proposta.

Contra e a favor

Partidários da divisão afirmam que ela facilitaria a gestão de todas as regiões paraenses e ampliaria os recursos federais destinados a essas áreas; já os defensores da manutenção das atuais fronteiras temem que a cisão empobreça a região que permaneceria como Pará.

Líder do movimento pela separação de Carajás, o deputado Giovanni Queiroz (PDT) diz se inspirar no desmembramento do Estado de Goiás, que deu origem ao Tocantins, em 1988. Segundo ele, a divisão permitiu que o Tocantins aprimorasse sua gestão e reduzisse seu índice de miséria de 56% para 23%.

Já o deputado federal Zenaldo Coutinho (PSDB), líder do movimento contrário à separação, disse que "o Pará viraria o 'Parazinho', com todas as suas riquezas subtraídas".

Se viesse a ser criado, Tapajós teria quase metade de seu território ocupado por reservas indígenas ou florestais, incluindo o vale do Xingu, onde o governo pretende construir a usina hidrelétrica de Belo Monte. O Estado do Carajás, de ocupação mais recente, teria a mineração como principal atividade econômica.

Segundo estudo do Idesp (Instituto de Desenvolvimento Econômico, Social e Ambiental do Pará), a divisão reduziria o Pará a 17% de seu território. No entanto, o Estado conservaria 64% de sua população, de cerca de 7,5 milhões de habitantes.

No oeste do Pará, Tapajós ocuparia 59% do território e abrigaria 15% da população. No sul e sudeste paraense, Carajás se estenderia por 27% do atual Pará e teria 21% de seus habitantes.

Trâmite da proposta

Com a rejeição da emancipação das regiões, a tendência é que o Congresso abandone o projeto. Caso a proposta de criação de um dos Estados ou de ambos fosse aprovada, a Assembleia Legislativa do Pará teria de elaborar e votar um parecer sobre o assunto, que seria encaminhado ao Congresso.

A proposta, então, seria submetida a senadores e deputados e precisaria ser aprovada com maioria em ambas as Casas. Em seguida, caberia à presidente Dilma Rousseff sancionar ou vetar a medida.

(BBC Brasil)

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Uma prece e uma vela para UPA de Imperatriz


Mais uma data para inauguração para a UPA em Imperatriz foi anunciado pelo governo do estado, segundo a coluna Bastidores do jornal O Progresso. Vejamos:

"Já estão anunciando a nova data para a inauguração da UPA, em Imperatriz: segunda-feira, 12 de dezembro. Na maioria das vezes em que a data foi anunciada, não se viu uma confirmação do governo. Portanto, era só especulação. Agora pode ser que Roseana Sarney venha na segunda, mas diante de tanto adiamento, só vendo para crer. Vamos torcer que seja verdade, porque já passou da hora, e muito, da UPA entrar em funcionamento."
O título da nota, não poderia ser mais sugestivo: SÃO TOMÉ.

É meu amigo Coló Filho, oxalá para todos os santos. Quem sabe a população faça por lá uma vigília.

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

O mimo da Hytec nas obras do PAC em Imperatriz

A obra do PAC na Vila Cafeteira já fora tema de audiência pública na Câmara Municipal de Imperatriz há um ano. Na época, os problemas constatado pelos edis com base nas inúmeras reclamações dos moradores daquela região, levantou um sem número de debates e especulações, tanto da morosidade da Hytec Construções Terraplenagem e Comércio Ltda em tocar a obra, quanto por parte da prefeitura, que até então patinava em repassar valores complementares ao contrato com a empreiteira.

Foto: Carlos Fernando
É claro que dessa audiência pública não saiu nenhum resultado prático. Afinal, quem vai comprar uma briga com uma construtora cujo proprietário é Luciano Lobão, filho do excelentíssimo ministro das Minas e Energias?

A nebulosa licitação que logrou a Hytec as obras do PAC em Imperatriz aconteceu, salvo engano, em plena quarta-feira de cinzas há três anos na gestão de Ildon Marques, uma espécie de bibelô da família Lobão. Entre outras curiosidades nessa licitação, não houve concorrentes e o contrato saiu de mão beijada a uma empresa, que apesar da aparente envergadura, não tinha caixa suficiente para levar a frente uma obra que exige mais do que colarinho branco, exige pano pra manga para execução real da empreitada.

Na prática, um ano depois da famigerada audiência pública e praticamente quatro anos desde o inicio das obras, o Programa de Aceleração do Crescimento só é “acelerado” mesmo no rés do nome e a Hytec continua sistematicamente cobrando da prefeitura mais aditivo financeiro no contrato. Enquanto uma briga silenciosa é travada, a construtora vai levando a obra em banho-maria, devagar quase parando. E a prefeitura de Imperatriz e os vereadores não conseguem e/ou não querem um enfretamento com o sensível Luciano Lobão. Na boca miúda, o pai, ministro e senador vitalício, Edison Lobão, teria lavado as mãos ante as peripécias do filho.

Por último, tomamos como exemplo a Avenida da Liberdade, que há um mês foi interditada por moradores por não agüentar mais o descaso para com a obra. Menos de 400 metros de asfalto faltam para sua conclusão. A estratégia da Hytec é tal qual o filho mimado pelo papai e pela mamãe, é fazer birra, até conseguir um agrado que lhe confere o seio da benesse pública.

Foto: Carlos Fernando

Anonymous invade Correio Popular e denuncia crime ambiental em Belo Monte

Blog Frederico Luiz

A página do Correio Popular na internet é alvo da rede de hacker Anonymous. No espaço dedicados a notícias, aparece a mensagem #Operação Amazônia #Anonymous #Op.Amazônia, conforme indica a imagem abaixo:








Quando o internauta clica no linque sugerido ou demora alguns segundos na página, aparece a seguinte mensagem:
Operação Amazônia #Anonymous #OpAmazonia

Uma mensagem ao povo brasileiro. 
Como sabem, o governo pretende construir uma usina hidrelétrica na Amazônia que irá resultar na expulsão das populações ribeirinhas e destruição de uma grande parte do nosso belo patrimônio cultural. E isso tem gerado uma disputa muito grande entre governo e população. O governo não pensa nas consequências, e por este motivo o grupo Anonymous irá fazer de tudo para abrir os olhos e mostrar o quão errado eles estão. Não tenho muito o que falar, pois o vídeo em si já é muito explicito.
Peço a todos que ouçam esta mensagem e a divulguem para todos os seus amigos.

NÃO VAMOS DEIXAR O GOVERNO DESTRUIR A NOSSA MAIOR RIQUEZA!
SOMOS ANONYMOUS
SOMOS UMA LEGIÃO
NÓS NÃO ESQUECEMOS
NÓS NÃO PERDOAMOS
NOS AGUARDEM.
@AnonIRC @YourAnonNewsBR @PlanoAnonBR
E também, na mesma página, o internauta é convidado a assistir a seguinte apresentação no Youtube, sobre a Usina de Belo Monte na região de Santarém-PA (1.200km a noroeste de Imperatriz-MA e 1.443km a sudoeste de Belém-PA) :







Em 11 de novembro do corrente ano, o Blogue publicou postagem sobre ameaça que pairava sobre a blogosfera do Maranhão. Havittaje: ameaça a Blog ou 'brincadeira de bom gosto'?

A ameaça se concretizou com algumas nuances da original. Em vez do Havittaje, o autor dos ataques é o Anonymous.

E ao invés dos blogues progressistas que fazem oposição à governadora do Maranhão, Roseana Sarney, o alvo foi um jornal controlado pela família Macedo, do secretário de Comunicação Social do governo do Estado, Sérgio Macedo.

Os primeiros ataques começaram no dia 20 de novembro, em meio à greve dos militares no Maranhão. Sobre o episódio, até a hora desta postagem, nenhum pronunciamento oficial do Correio Popular, cujo parque gráfico está montado em Imperatriz-MA, considerada como o 'Portal da Amazônia'.

Nota do Blogueiro: O Blogue distingue Hacker e Cracker.

sábado, 3 de dezembro de 2011

Confira o documento que pôs fim à greve dos militares

Do blog Hugo Freitas:

Apesar de algumas informações desencontradas que davam conta de um suposto tumulto, no final da noite de ontem (02), na sede da OAB/MA, entre grevistas e representantes do governo do Estado referente à assinatura do presente documento, trazemos para vosso conhecimento, estimado leitor, o texto final do acordo firmado entre as partes envolvidas.

Confira o documento na íntegra:









sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Projeto Química no Cotidiano através de Imagens

Nesta sexta-feira (02/12), acontece a culminância do Projeto Química no Cotidiano através de Imagens, realizado por alunos da Educação dos Jovens e Adultos (EJA – Ensino Médio), do Centro de Ensino Estado de Goiás, tendo a orientação da professora de Química, Cida Marconcine (especialista em Química Ambiental/Tecnologias na Educação).

O projeto aborda a Química no dia-a-dia, voltada principalmente para as questões ambientais, a partir de imagens produzidas pelos alunos, durante visita à Beira-Rio da cidade de Imperatriz (MA), com uso de celulares e câmeras digitais.

Foram produzidas mais de 300 fotografias, sendo disponibilizadas apenas parte delas em álbum na internet. Durante a culminância do projeto, acontecerá a exposição das fotos no CE Estado de Goias, onde alunos e professores terão a oportunidade de conhecer mais de perto o talento e a criatividade utilizados na produção dessas imagens. O evento é aberto também à comunidade e aos amantes da arte fotográfica.

Onde: CE Estado de Goiás

Quando: 02/12/2011

Horário: a partir da 20h

Veja o Álbum Virtual do projeto, clicando na imagem abaixo:



quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Água mole em pedra dura... Roseana Sarney liga para Pastor Porto

Nas últimas semanas o ex-vice-governador do Maranhão, Pastor Porto, vem figurando alguns blogues locais por sua tentativa de contato com Roseana Sarney. Sua escalada começou elogiando o anfitrião da família, um “grande maranhense” nas palavras dele, Porto, que ainda lembrou a infância da “bela música: ‘meu voto é a minha lei, governador, José Sarney’.

A peregrinação de Porto ganhou mais, digamos, efetividade, quando descobriu por terceiros que seu partido, o PPS, deixou de filiá-lo no prazo legal exigido pelo TSE. Lançando mão do Facebook mais uma vez, postou um texto que relata sua aflição ante a greve da polícia militar e dos bombeiros e que, por ser não apenas um servo de Deus, mais também um líder religioso, acredita que é do íntimo espiritual ceder uma palavra pastoral a Roseana nesse mais um momento de crise do seu governo.

Partindo dessa sua mirabolante lógica, ligou para um comandante da polícia militar no intuito de fazer uma ponte com Roseana. Sem sucesso, ainda assim registrou o feito: “Quero dar a ela uma palavra de conciliação. Nestas circunstâncias, uma palavra pastoral pode ser mais sábia do que uma palavra policial”.

Para sua surpresa e acredito que para a maioria, Pastor Porto afirma que recebeu de volta a ligação de Roseana. Registrou o feito na retórica de quê sua conduta religiosa lhe separa da posição política, de oposição e opção sem pestanejar, coisas que o imperatrizense soube diluir ao falecido Jackson Lago. Porto não apenas confunde esse fato, como se esquiva do político com personalidade, entre a autenticidade em detrimento de ser um “político raivoso, ressentido”, como cita logo abaixo.

Em seu percurso turvo na atual situação política que se encontra - político sem mandato e sem filiação partidária - Pastor Porto conseguiu ver um pequeno ponto de luz: ser convidado pela própria Roseana Sarney ao Palácio dos Leões. Será nessa possível visita, que nenhuma outra versão renderá a si próprio, o afago ao ego e a lambuja de uma foto entre os dois, na confluência digna da política maranhense e do rebolar desajustado dos seus representantes.

Vamos ao texto do nobre Pastor Porto:

"CONVERSEI COM A GOVERNADORA. Antes, durante e depois do nosso governo nunca tive a oportunidade de cumprimentar a senhora ROSEANA SARNEY. Penso que se ela me vir na rua não saberá quem sou eu. Na condição de pastor, sempre tive vontade de ter uma conversa com a governadora ROSEANA SARNEY. Mesmo quando era Vice-governador tive vontade de ter essa conversa pastoral. Por vários motivos, nunca foi possível. Eu postei aqui que no dia seguinte da deflagração da greve dos policiais no MARANHÃO eu tentei fazer contato com um coronel meu amigo, imaginando que ele estava no Palácio dos Leões em reunião do Alto Comando, com a governadora. Eu queria falar com ela e ministrar uma palavra de conciliação. Não foi possível. Para minha surpresa, sábado, aqui em Anápolis/GO, almoçando num restaurante, o telefone tocou. Era a governadora ROSEANA SARNEY. Pela primeira vez na minha vida dirigia a palavra à ela. Conversa rápida e direta. Disse à governadora 3 coisas: 1) Que no governo do Dr. Jackson Lago nós também enfrentamos greve, portanto eu sabia que era um momento muito delicado; 2) Que na condição de maranhense eu estava preocupado com a situação e desejava que a mesma fosse resolvida o mais rápido possível uma vez que eu não torcia para "quanto pior, melhor". Resolvida greve, disse eu, seria bom para a população, para os policiais, para o governo e para a governadora; 3) Finalmente, disse para a governadora que estou orando por ela para que tenha a sabedoria e o discernimento necessários para esse momento. Ela agradeceu e me pediu que eu fosse visita-lá quando fosse a São Luis. Esta foi a síntese da conversa. Penso que dei minha contribuição. Apesar do que foi feito contra Dr. Jackson, contra mim e contra a democracia, não sou um político raivoso, ressentido. Sou um pastor, um servo de Deus. Eu abençôo a governadora e seu governo, não amaldiçôo. Nem um i e nem um til pode ser subtraído ou acrescentado dessa conversa. Publico antecipadamente aqui por dois motivos: PRIMEIRO, de um ponto de vista POSITIVO, como minha tentativa de ajudar, de ser solidário, tanto ao governo como aos policiais, SEGUNDO, de um ponto de vista NEGATIVO, para que outras possíveis versões dessa conversa sejam desqualificadas. Deus seja louvado!"

Amém.

Ex-policial militar do estado do Pará envolvido no assassinato do empresário Sandes


Conforme entrevista concedida ao vivo ao jornal da TV Mirante, edição de meio-dia, o delegado regional da polícia civil em Imperatriz, Francisco de Assis Ramos, informa que além do já preso Francisco Oliveira de Sousa, o “Chiquinho”, foi relevado à participação do crime de um ex-policial militar do estado do Pará, de nome Gileandro Silva Oliveira, no assassinato do jovem empresário Sandes Emanuel Queiroz da Silva.

Foi através do depoimento de “Chiquinho” que os investigadores chegaram ao nome do ex-militar, que apesar de outrora lotada na cidade de Marabá, tem residência fixa em Imperatriz.

Segundo o delegado, Gileandro era do círculo de amizade de Sandes Queiroz, inclusive fazia às vezes de segurança da vítima. Uma das linhas de investigação aponta para o desentendimento entre Sandes, Chiquinho e Gileandro, em uma transição de negócio mal resolvida, que acumulava dívidas das partes envolvidas.

O delegado Francisco de Assis também comentou a hipótese de ter outras pessoas envolvidas no crime, mas que os desdobramentos mais efetivo das investigações será com a prisão do ex-militar foragido.

Francisco de Assis concluiu a entrevista informando que o inquérito policial esta aberto, com riquezas de detalhes, tendo inclusive várias fotografias em momento de lazer de Gileandro e Chiquinho com a vítima e que, a qualquer momento, outras pessoas podem ser presas.

Perfil do blogueiro no Facebook é citado em trabalho científico da UFMA

Acadêmica Mikaelle cita perfil do blogue
em seu trabalho científico
(Foto: Carla Rejane / Ascom - Ufma)
Ontem, na UFMA, a acadêmica de comunicação social Mikaelle Katussia Martins apresentou na Mostra Cientifica daquela instituição um trabalho que cita nosso perfil no Facebook como forma de midialivrista, termo empregado para classificar quem desenvolve informação e/ou comunicação de maneira descentralizada, com autonomia e que possui outros colaboradores, seja por meio de denúncia ou pelo compartilhamento do que fora publicado. Ao todo foram 24 trabalhos científicos apresentados, que fazem parte da programação do V Simpósio de Comunicação da Região Tocantina - “Novas tecnologias e cibercultura”.

Mikaelle utilizou a rede social Facebook para ilustrar como se dá o processo de midialivrista em Imperatriz. Vale ressaltar que além do nosso perfil, lançou mão também do camarada Carlos Leen e de seu colega de curso José Luís, que utiliza as redes sociais para comunicar problemas quanto à falta de acessibilidade e as "aventuras" de ser cadeirante. No caso de Leen e do nosso perfil, serviram de referência as muitas publicações que acontecem em nossos blogues.

Estive presente na apresentação de Mikaelle, que defendeu um ótimo e provocativo tema, possível de TCC.

Agradeço em muito a acadêmica pela deferência ao nosso nome e ao trabalho aqui desenvolvido. Lembranças assim nos fazem pensar cada vez mais na responsabilidade de escrever e informar.

(Foto: Carla Rejane / Ascom - Ufma)

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Processos na Justiça ameaçam Roseana e mais 10 governadores

(O Estado de S. Paulo)

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) pode definir nesta semana o futuro político do governador de Roraima, Anchieta Júnior (PSDB), acusado pelo adversário Neudo Campos de abuso de poder e uso indevido dos meios de comunicação na eleição do ano passado. O tucano é um dos 11 governadores eleitos ou reeleitos em 2010 que já enfrentam o risco de perder o mandato na Justiça.

Nessa lista do TSE – que cassou três governadores nos últimos tempos – estão: Roseana Sarney (PMDB, Maranhão); Tião Viana (PT, governador do Acre); Teotonio Vilela (PSDB, Alagoas); Omar Aziz (PSD, Amazonas); Cid Gomes (PSB, Ceará); Siqueira Campos (PSDB, Tocantins); Wilson Martins (PSB, Piauí); Antonio Anastasia (PSDB, Minas Gerais); André Puccinelli (PMDB, Mato Grosso do Sul); e Sérgio Cabral (PMDB, Rio de Janeiro).

Na maioria dos processos, as acusações são de abuso de poder político e econômico e uso indevido de meios de comunicação. As defesas negam as supostas irregularidades. Se forem cassados, os políticos poderão se tornar inelegíveis e eventualmente poderão ser barrados em outras eleições com base na Lei da Ficha Limpa.

Abuso de poder e uso indevido dos meios de comunicação também foram as imputações feitas à governadora do Rio Grande do Norte, Rosalva Ciarlini (DEM), absolvida em outubro pelo TSE por falta de provas. O processo contra Rosalva foi o primeiro julgado pelo tribunal relacionado à eleição de 2010.

Ficha Limpa – Recentemente, o TSE cassou os mandatos dos então governadores Cássio Cunha Lima (do PSDB da Paraíba), Marcelo Miranda (PMDB, Tocantins) e Jackson Lago (PDT, Maranhão), que morreu em abril. Apesar da Lei da Ficha Limpa, que veda a candidatura de políticos cassados, Cunha Lima e Miranda disputaram em 2010 uma cadeira no Senado e Lago concorreu ao governo maranhense.

O tucano obteve votos suficientes, mas somente conseguiu tomar posse no início deste mês, depois de o Supremo Tribunal Federal (STF) concluir que a lei não poderia ter impedido candidaturas no ano passado. Miranda tenta até hoje no STF garantir a posse como senador.

A confusão em torno da validade da Lei da Ficha Limpa ocorreu porque, num primeiro momento, o Supremo manteve a norma, mas, após a eleição, decidiu que ela não poderia ter vigorado em 2010 porque não foi aprovada com pelo menos um ano de antecedência. Em breve, o STF definirá se a lei terá validade ampla ou não na eleição municipal de 2012.

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Nem ata, nem desata: Estado cancela mais uma vez inauguração da UPA em Imperatriz

Mais uma vez o governo do estado cancela a inauguração da UPA em Imperatriz, que estava marcada para ser entregue hoje, 29, para a comunidade. O último cancelamento foi no começo de outubro desse ano, quando Roseana passou mal em uma região de Pedreiras e cancelou toda sua agenda na ocasião.

Já passa de um ano que a UPA teve as obras concluídas. Os equipamentos foram entregues somente em maio desse ano. Também foi em maio que o ex-presidente da Câmara de Vereadores e ex-secretário extraordinário do sul do Maranhão, Adhemar Freitas, foi nomeado como diretor da UPA na cidade. Já são sete meses que o diretor da Unidade vem recebendo sem cumprir expediente.

Outros nomes também já estão nomeados há tempos, seguindo esse "melindre público" de receber sem trabalhar. Enquanto isso, Ministério Público, Deputados Estaduais e demais setores da sociedade civil-organizada ficam em silêncio ante ao descaso. Isso pois, saúde é, em tese, prioridade.

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Sociedade Civil organiza ato de apoio aos militares em Imperatriz

Os movimentos sociais, sindicais e populares de Imperatriz convocam todo o povo maranhense para se juntar aos trabalhadores da segurança pública do Maranhão na luta por seus direitos.
Mais do que militares, os policiais e bombeiros são trabalhadores. É cada um deles que trabalha pela segurança da população. São eles que colocam suas vidas em risco para proteger os cidadãos. 
Não é a governadora, o secretário de segurança ou os comandantes que fazem isso. Então, nada mais justo que todos os seus direitos de trabalhadores, garantidos pela Constituição Brasileira e pelas leis, sejam respeitados.
Um governo não pode tratar os trabalhadores do serviço público com arrogância e indiferença. É justamente isso que tem sido feito no Estado do Maranhão. Não apenas policiais militares e bombeiros são humilhados: os professores, os delegados e policiais civis, apenas, para dar um exemplo, são desrespeitados pelo governo do estado, que não cumpre os acordos que firmou com essas categorias.
A paralisação é a única forma de obrigar o governo a negociar. Os trabalhadores não cruzam os braços porque gostam: essa é a arma que usam quando não lhes resta alternativa. Os policiais e bombeiros não são os responsáveis pelo caos na segurança pública do estado: a culpa é dos gestores, que se preocupam, apenas, com o interesse dos ricos e poderosos.
Se os policiais militares e os bombeiros não têm condições dignas de trabalho e de existência, quem perde é toda a sociedade.
Chega de baderna na gestão pública do Estado do Maranhão.
Chega de desgoverno e de desonestidade.
Centro de Promoção da Cidadania d Defesa dos Direitos Humanos Padre Josimo
Coodenação e Articulação eos Povos Indigenas do Maranhão
Steei – Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Imperatriz
Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Davinópolis-MA
Asmebsa – Associação de Mulheres do Bacurim Anhangeuera e Adjacências
Fetespulsuma – Federação dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Ensino e no Serviço Público do Maranhão
Sindsaúde – Sindicato dos Trabalahadores em Estabelecimento de Saúde da Região Tocantina
Sindicato dos Metalurgicos de Imperatriz
Fórum de Mulheres de Imperatriz
Movimento de Mulheres Camponesas
Associação de Desenvolvimento Comunitário do Brasil
Grupo Mulher Ética e Liberdade
Centro Academico de História “ Bem-Ti-Vi” – Gestão Roda Viva – Uema
União Maranhense dos Estudantes de História – Uema