Não adiantou muito a denúncia em primeira mão
aqui no blog sobre a taxa de R$ 200,00 cobrada pela CDL aos ambulantes na Praça de Fátima para trabalharem no período natalino. A Ouvidoria do município
agiu e a CDL foi proibida de cobrar as taxas e quem pagou teve o dinheiro ressarcido.
Mas agora, pasmem, a própria prefeitura através da Secretaria do Meio-Ambiente estipulou a taxa de R$ 104,00 aos ambulantes, retoricamente, para atuarem no período natalino na Praça de Fátima. Lembrando que no ano passado o valor era de R$ 40,00 e mais ainda, no carnaval o prefeito havia dispensando a cobrança de taxas aos trabalhadores informais.
Por favor, se tiver algum cientista lendo este blog, entrar em contato e desvende esta “álgebra pública”. É a mesma secretaria que vai agir na retirada dos informais do Calçadão e das ruas próximas. No mínimo é uma contradição, fora o fato de o prefeito Madeira aparecer na mídia informando que a taxa não iria ser cobrada.
Fiscais da prefeitura estavam “organizando” a demarcação das barracas ontem a noite, 30. Justificaram que estava cobrando por uso do espaço público. Alguns ambulantes sem opção ou como a maioria dos brasileiros de aceitar calado certas coisas, apenas aceitaram o fato. Outros não. Uma das ambulantes retrucou e disse que não pagaria taxa nenhuma e não sairia do local dela. Ela própria [sic] demarcou a área com um pedaço de giz. E ali ficou, pois os fiscais ficaram com receio da discussão ser maior. Quer dizer: se algum ambulante falar mais alto e bater na panela, não precisa pagar a taxa e nem se enquadrar na proposta da secretaria. Parece, parece, que a aplicação da taxa é aquela coisa: jogou o verde, se colar, ta valendo.
Questionado sobre a cobrança da taxa não ser informada nos meios de comunicação com as devidas justificativas, um dos assessores de comunicação da prefeitura que estava presente no calor da discussão, informalmente disse que a Ascom não tava nem sabendo desta iniciativa do Meio-Ambiente.
Na Praça de Fátima há também as barracas da Assari (Associação dos Artesões de Imperatriz) que não pagam taxa nenhuma a prefeitura, pois pagam algo em torno de R$ 5,00 por mês a associação e quando há eventos como natal, apenas colaboram entre R$ 20,00 a R$ 30,00 para instalação das barracas com energia etc, “apenas para pagar o rapaz que faz o serviço pra nós”, disse uma das expositoras. Ta na hora dos trabalhadores informais formarem uma associação e gozar de toda sorte da contradição dos nossos agentes públicos.
É bem provável que o prefeito Madeira não estava sabendo desta nova cobrança. E por diversas vezes parece que o prefeito fica meio alheio em algumas coisas em sua administração. Outro fato é que algumas secretarias e logo, seus secretários, caminham por conta própria como se não houvesse uma sintonia entre o prefeito e seus assessores mais graúdos.
Neste caso dos ambulantes em especifico, no site da própria prefeitura na área destinada a Sedec há um projeto para eles, basta
clicar aqui e conferir, mas com certeza é um projeto que nem começou a sair do papel, assim como vários outros de bela iniciativa, como da Fundação Cultural que não recebe a devida atenção financeira para ações mais efetivas.
Prefeito Madeira não perca o fio da meada. Não siga a filosofia do Lula do “eu não sábia”. Lembre-se que Imperatriz já assistiu ao filme do prefeito que confiança e estimava demais em seus secretários e o final todos nós sabemos o que aconteceu.
Se liga, bixo!