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sexta-feira, 27 de abril de 2012

PT, PSB e PCdoB já não falam mais a mesma língua?

O que seria a frente de oposição ao tucano Madeira à prefeitura de Imperatriz foi definhando, definhando, que restou às siglas PT, PSB e PCdoB uma fina-flor de terceira via, mas pelo jeito nem eles não estão se entendendo ultimamente.

Segundo o jornalista Marcos Franco (leia aqui), o PSB do pré-candidato Kleber Miranda, não ver com bons olhos a coligação tendo como cabeça de chapa o vereador Edmilson Sanches do PCdoB. Em seu blog, o jornalista ventila mesmo a possibilidade do PT e do PSB caminhar juntos, pontuando mais de cinco minutos de programa eleitoral.

Ainda em sua postagem, Franco cita que o PCdoB ainda alimenta uma aliança com o PPS do Pastor Porto, o que particularmente acho pouco provável. Porto já declinou mais uma vez para Madeira e localmente, os comunistas sequer estão de dialogo com ele.

Pelo andar da carruagem e como já era previsto, Madeira vai enfrentar uma oposição dividida, que numa primeira aparência tinha tudo para consolidar um nome forte de oposição, mas deixou se levar pela falta de consenso e principalmente por falta de projeto político de grupo. Os projetos individuais, como sempre, prevalecem.

quinta-feira, 26 de abril de 2012

Professor Marco Aurélio divulga simulado para concurso da prefeitura

O professor Marco Aurélio do cursinho Teorema migrou também para a blogosfera. Em seu espaço virtual além de publicar contos de sua autoria, aproveita também para contribuir com aqueles que estarão encarando o concurso da prefeitura de Imperatriz.

No blog, o professor divulga vários simulados, uma boa oportunidade para reforçar os estudos e garantir uma melhor posição.

Dos simulados, há de destacar o da História de Imperatriz, com perguntas peculiares como o nome do povoado que está sendo instalada a fábrica da Suzano, local que muitos imperatrizenses desconhecem. Outra pergunta de destaque é sobre qual mesorregião pertence Imperatriz, o que para muitos seria o sul maranhense é na verdade a oeste.

Vale a pena conferir: http://marcoteorema.blogspot.com.br

quarta-feira, 25 de abril de 2012

São Luís: uma ilha bela que se transforma numa triste cracolândia generalizada

Nesses cinco últimos dias na capital maranhense, tive uma visão caótica e degradante que São Luís no alto dos seus próximos 400 anos delira numa conturbada e nefasto cenário urbano de mortos-vivos vagando pela cidade velha.

Consumo de crack acontece naturalmente a luz do dia
(Foto: Reprodução O Imparcial)
É bem provável que o pútrido ar que exala a devassidão do consumo de crack na ilha não é percebido por aqueles que chegam ao aeroporto e seguem o rumo para seus confortáveis apartamentos beira-mar e/ou quando a trabalho, dão expediente em seus gabinetes numa fantasia que estão fazendo política do povo para o povo. É letárgico.

Como ainda não se podem evitar as ruas, o fato é ignorado. Em cada semáforo há um zumbi empreendendo toda e qualquer intimidação para sustentar o consumo do seu lixo alucinógeno. Catatônico, não há ação efetiva e nem debate com respostas para mediar essa lacuna imunda de saúde pública, social e de segurança. A saúde entra em pauta aqui, pois dependentes químicos são doentes, ainda que marginais, assim como os rigores da lei, aplica-se também meios para superar isso.

No cair da noite, no Centro Histórico, o consumo assusta turistas
(Foto: Reprodução Jornal Pequeno)
A cidade velha de São Luís se tornou uma verdadeira cracolândia. São miasmas urbanos que se alastra por toda a extensão da cidade a luz do dia, na obscuridade que motiva o índice assustador da criminalidade. Se não bastasse a exposição do conflito entre gangues e traficantes, o cidadão comum é vítima de toda sorte dos chamados “tesourinhas”, um grau evoluído do antigo batedor de carteira. Lá a prática levou quase a perfeição. Em todo canto, não se engane, há uma turma especializada para tirar o que você tem em questões de segundos.

São Luís está sufocada. Não apenas pelo trânsito, mas pela miséria que contorna toda a cidade. Favelas, invasões, feitas por homens e mulheres que sem nenhuma condição de trabalho em seus municípios já diagnosticado como abaixo da linha da pobreza, migram para capital para um escapismo ilusório de dias melhores. Enquanto o governo não investir em indústria, frente de trabalhos em cidades distantes da capital, a bolha do desespero social só cresce.

A beleza da ilha que nasci degenera. Praticamente 1% da sua população, segundo a Delegacia de Entorpecentes da capital, vem consumindo crack deliberadamente. É triste constatar, mas não percebo uma solução por toda essa problemática, nem mesmo pelo controle. O combate ao tráfico é intenso, mas temos um aparelho de segurança pública sucateada, desmotivador para qualquer pai de família que sai de casa com oficio de policial, sem as condições que possa prevalecer um bom trabalho.

O que é arrecado é destinado para a compra da pedra
(Foto: Reprodução IG Maranhão)
Eu jamais imaginaria que os filmes de zumbis, de mortos-vivos dominando a cidade fossem tangíveis na realidade nossa de cada dia. Mas a fantasia dos filmes dá forma como se porta os consumidores de crack na capital maranhense.

Andando nas ruas imundas com seu odor de urina, presenciei o canibalismo do ser como pessoa, entre outras tantas sujidades dos portadores do vício, um conflito entre um grupo de adolescentes, meninas e meninas, dado foi um momento que uma criança de colo foi deixada no chão, enquanto entre socos e pontapés resolviam suas diferenças impudicas.

São Luís que era uma ilha bela, cambaleia também pela falta de infraestrutura, praias em sua maioria inapropriada para banhos, além, claro, da falta de políticas públicas que possam minimizar tanta degradação social.

Desejo dias melhores para minha cidade natal e espero que minha Imperatriz não dê possibilidades, nem que remota, de sofrer por esses mesmos males e ficar a mercê da catarse fria e fétida que desbota a beleza de São Luís.

All You Need Is Love: espetáculo é adiado em Imperatriz

O espetáculo All You Need Is Love teve sua apresentação adiada na cidade de Imperatriz, que seria na próxima sexta-feira, dia 27 de abril, no Centro de Convenções de Imperatriz.

O grupo que faz um verdadeiro tributo aos Beatles, além de Imperatriz, tinha show marcado também em Teresina, Picos, Parnaíba e São Luís, este último já remarcado para o dia 5 de maio.

As outras cidades estão empenhadas em também fazer acontecer o espetáculo em outras datas. Em Imperatriz, que estava sendo produzido por Pablo Martins da New Company de Teresina, não se encontra mais envolvido com a produção do show. Desta forma, tanto a banda paulistana e seu produtor direto Branco, estão procurando meios práticos para a Terra do Frei não ficar de fora dessas apresentações.

É importante destacar que caso o espetáculo não aconteça em Imperatriz, os valores dos ingressos serão devolvidos para quem adquiriu de forma antecipada. A data prevista [da devolução] é para o dia 7 de maio, numa segunda-feira.

A assessoria de imprensa local do evento informa que quaisquer dúvidas e maiores informações, o número 8143-0640, continua disponível em horário comercial para o devido atendimento dos fãs.

terça-feira, 24 de abril de 2012

Primeiros suspeitos da execução de Décio Sá são presos

Às 14 horas desta terça-feira (24), a Polícia Rodoviária Federal, ao receber uma denúncia do 190M sobre uma moto que havia sido furtada, dirigiu-se a um desvio que fica por trás do Posto de Pedrinhas, no km 14 da BR 135, utilizado por pessoas que evitam passar por fiscalização.

Um veículo Corsa Classic, cor branca, placa de São Luis do Maranhão, com película fumê, com a aproximação da viatura, fez uma manobra brusca, o que levou os policiais a abordarem o veículo.

Nele estavam quatro homens, sendo um deles policial militar reformado, portando uma pistola PT 940, calibre .40, com 20 munições, numeração SCW35191, sem registro, além de R$ 2.446 em dinheiro. A ocorrência está sendo encaminhada para o 12º Distrito Policial, no bairro do Maracanã.

Eles foram levados para serem interrogados. As características dos objetos portados por eles levam à linha de investigação da morte do jornalista Décio Sá, ocorrida na noite da última segunda-feira (23), na litorânia.

Os possíveis suspeitos carregavam uma pistola calibre .40, mesmo calibre da arma que executou o jornalista. Além disso, os homens portavam uma alta quantia em dinheiro, que possivelmente poderia ter sido o pagamento para o crime, que teria sido encomendado.

(O Imparcial)

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Silêncio da produção e dos palcos vazios marcam Metal Open Air


A primeira pista que o público teve de que o Metal Open Air seria marcado pela indiferença dos organizadores e pela desinformação surgiu na quinta-feira (19), véspera da abertura do evento. O site do festival informava – e ainda informa: “o camping funcionará a partir das 9h da manhã do dia 19 de abril”. Não foi o que ocorreu, no entanto. O G1 passou pelo local e verificou que as pessoas que haviam pagado os R$ 100 que dariam direito ao espaço e chegavam com suas bagagens de diversos lugares do Brasil - e do mundo - só puderam entrar durante a tarde. O passaporte para a pista custou R$ 450 por pessoa. Para o "camarote", R$ 850.

Uma vez lá dentro, novo imprevisto: o camping ficava num lugar onde funciona, em outras ocasiões, um estábulo. O aroma incômodo deve-se ao fato de Parque Independência, em São Luís, ser costumeiramente utilizado para sediar a Exposição Agropecuária do Maranhão (Expoema). Era outro dado desconhecido pelo público de fora da cidade.

Esse inconveniente, porém, não demorou a sair do foco das atenções, já que a falta de alimentos logo virou alvo da reclamação principal. Naquela mesma quinta-feira, a praça de alimentação não ficou pronta. Assim como os dois palcos principais – o terceiro, menor, o El Diablo, não seria utilizado na prática. Assim como os camarins reservados às bandas, algumas delas tidas como ícones do heavy metal. Na medida em que o Venom, atração que faria o show derradeiro do festival, no domingo (23), anunciou, também na quinta, o cancelamento de sua apresentação, aumentava a preocupação de que o Metal Open Air não seria o que vinha anunciando ser.

Na noite daquele mesmo dia, houve uma reunião, de que participaram os promotores do MOA e representantes do Procon, do Corpo de Bombeiros e da Vigilância Sanitária do Maranhão. No encontro, ficou decidido, dentre outras coisas, que os “campistas deverão ter seu direito resguardado de ir e vir durante todo o período do evento”. E que os organizadores teriam de cumprir uma lista de exigências.

O tópico referia-se ao fato de, inicialmente, o público do camping só poder consumir alimentos adquiridos dentro do espaço do festival. A partir dali, os frequentadores do espaço poderiam, caso quisessem, comer do lado de fora do Parque Independência. Problema adicional: o Parque Independência fica numa área afastada da cidade, a cerca de 15 Km do centro, de difícil acesso, o que dificultava que para o público, em especial quem vinha de outros pontos do Brasil, encontrar suprimentos.

Enquanto isso, as pessoas, acampadas ou não, permaneciam desinformadas. A organização não falava diretamente ao público, embora assegurasse ao G1 que tudo aconteceria conforme o anunciado. E jogava a culpa em “fornecedores [que] não cumpriram com os prazos informados”, nas palavras de Natanel Júnior, dono da Lamparina Produções, a promotora local do festival. A chuva também virava pretexto para os atrasos. Isso tudo, um dia antes de começarem os shows do Metal Open Air. Àquela altura, a decisão dos promotores de suprimir o “estúdio de tatuagem” parecia o menor das faltas.

Acarajé e terno
Chegou a sexta-feira, e o MOA, enfim, começou – sem comida e sem bandas. O show inaugural, do conjunto brasileiro Headhunter DC estava previsto para ter início às 10h30, o que não ocorreu. A primeira atração do dia terminaria sendo às 15h, e esteve a cargo do grupo canadense Exciter. Mesmo porque o Headhunter já anunciara o cancelamento, algo que se tornaria a tônica do evento.

Após o show, o vocalista do Exciter, Kenny “Metal Mouth” Winter, conversou brevemente com o G1 nos bastidores. Suando muito, ele se dizia surpreso com o calor. Questionado se iria tomar banho, forneceu resposta negativa: “Não tem chuveiro no camarim, terei e voltar ao hotel”. Mas ele se dizia “muito feliz”, falava que atrasos são comuns em eventos em toda parte e que a audiência em São Luís era “ótima”.

A impressão procedia, dado que o público se mostrava realmente participativo. Verdade que ocupava apenas cerca de um terço do espaço diante dos palcos, área equivalente a uns três campos de futebol. Era como se, diante da soma de frustrações – cancelamentos em série mais serviços questionáveis e infraestrutura aquém do propagandeado –, qualquer acontecimento positivo representasse motivo para toda a apreciação.

Naquele momento, já existiam barracas de comidas e de bebidas no Parque Independência. No que diz respeito à alimentação, a procura concentrou-se no trailer de “Acarajé Expresso” (R$ 10 a unidade) e no pequeno galpão da churrascaria (R$ 15 um prato com arroz, feijão, farinha, vinagrete, carne, frango, linguiça e macarrão) e da cozinha de inspiração oriental (R$ 10 yakissoba e o temaki e R$ 15 o combo sushi e sashimi, com “dez peças”).

A despeito das filas grandes, novamente, os presentes se mostravam muito compreensivos, para provável alívio dos seguranças que frequentavam o amplo parque do Metal Open Air. Boa parte deles trajava ternos pretos, pouco recomendáveis num local a céu aberto e sob elevada temperatura, mas estavam em número insuficiente para conter uma eventual revolta coletiva. Notavam-se algumas reclamações mais exaltadas, inclusive da parte de quem pagara para frequentar um camarote vendido como lugar de possível assédio às bandas (ou “Meet & Greet”, como dizia o site). É que o espaço revelou-se mais democrático que o desejável: estava fácil para o “público comum” fazer visitas, sem impedimentos.

Desmonte precoce
Os shows que sucederam o do Exciter na sexta-feira – oito de 14 que faltavam – serviram de alento. A plateia reagiu com entusiasmo aos brasileiros do Almah, com discurso patriótico do vocalista, Edu Falaschi; aos israelenses do Orphaned Land (o vocalista estava "fantasiado" de Jesus Cristo); ao veterano e curioso trio canadense Anvil (durante a apresentação, o baixista bebia recorrentes goles de isotônico; e o baterista tocava usando pochete); e aos brasileiros do Shaman, com seu líder performático.

Os destaques foram os três shows seguintes: Destruction, Exodus e Symphony X. Antes do primeiro, aliás, veio novo exemplo da desinformação de que a audiência era vítima. Enquanto os presentes se aglomeravam diante do palco Cliff Burton, ouviram-se sons do ronco de uma mota vindos do palco Ronnie James Dio, ao lado.

Era o Destruction sendo anunciado, o que fez todos se deslocarem apressadamente para a esquerda, em bloco. Por fim, veio o prato principal da noite, a banda Megadeth. Foi um show sofrível. Prevista para 23h45, a apresentação só foi começar à 1h35 já de sábado (21). Terminou uma hora depois, com interrupções e som péssimo. Com impressão pouco favorável, terminava o primeiro dia de atividades do Metal Open Air, no que pouco contribuíram rumores de que o headliner de sábado, o "supergrupo" Rock N Roll All Stars cancelaria sua vinda a São Luís.

Na manhã de sábado, contudo, veio anúncio oficial da banda. O dia começava pior do que terminara o anterior. Ainda assim, apesar das muitas notícias de cancelamento precoce do evento, o Metal Open Air prosseguiu. Esvaziado – mas prosseguiu.

Após um remanejamento sem critérios divulgados, entrou em cena, às 18h, a banda Ácido, de São Luís. O vocalista ainda disse: “Na verdade, a gente não está mais junto. [Este show] É só uma reunião. A gente não podia ficar de fora dessa”. Adiante, vieram o grupo de Brasília Dark Avenger, o holandês Legion of the Damned e o nacional Korzus. Os dois últimos renderam o “bate cabelo” mais exaltado de todo o Metal Open Air, mas já era tarde: o festival estava cancelado, a partir dali.

O vocalista do Korzus ainda esteve disposto reconhecer o sofrimento do público, a quem chamou de “verdadeiros guerreiros do metal”. Promoveu também a maior roda vista no evento e cantou um trecho do hino nacional: "Gigante pela própria natureza...". Foi um desempenho entusiasmado, o que é significativo, levando-se em conta que a empresa que fazia o controle do som das bandas havia debandado, assim como a das luzes, assim como a responsável pela montagem do camarim etc. Preferindo não se identificar, alegavam falta e pagamento e “medo de o público se revoltar”.

Quando o Korzus sai do palco Cliff Burton, por volta da meia-noite de sábado, ninguém das produtoras do Metal Open Air surge para dar satisfações sobre o iminente cancelamento. Parte da plateia seguiu diante do palco, na esperança de algum esclarecimento do que ocorreria no domingo – ou de saber se haveria domingo, anunciado como último dia da programação.

Enquanto isso, os responsáveis pela organização – a Negri Concerts e a Lamparina produções – tomavam parte num episódio que envolve acusação e “agressão e sequestro”.

Foi pior do que na véspera. Ao menos, ao fim do show do Megadeth, que terminaria sendo o único headliner a dar as caras, um membro da equipe do Metal Open Air, às 2h45 do sábado, assumiu o microfone para falar à audiência e dar satisfação: “Agora, vamos todo mundo pra Boate El Diablo, vai ter show do Fúria Louca. E strip!”.