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sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Adalberto Franklin prepara livro biográfico sobre Manoel da Conceição

Do blog Robert Lobato

O jornalista, historiador e escritor imperatrizense, Adalberto Franklin, é autor de um livro que promete ser um grande sucesso no Maranhão e no Brasil assim que chegar às livrarias.

Trata-se da biografia do líder camponês maranhense Manoel da Conceição, um militante político e social histórico do Partido dos Trabalhadores e o terceiro petista a assinar a ficha de filiação do partido no ato da sua fundação, em 1980, em São Paulo.

Intitulado “Manoel da Conceição: sobrevivente do Brasil”, o livro também é um documento histórico, já que registra momentos importantes, bonitos, e em alguns casos dramáticos e tristes da vida política do Maranhão.

A obra ainda está em fase de elaboração, mas já conta com alguns capítulos já concluídos. O prefácio será assinado por dom Paulo Evaristo Arns, arcebispo emérito de São Paulo e um grande lutador das causas sociais e dos direitos humanos do Brasil.

“O livro é interessante porque conta histórias que nunca foram contadas publicamente nem mesmo pelo próprio Manoel da Conceição, que topou contar tudo para o autor. Trata-se da biografia de um líder popular, carismático, que possui um senso de justiça impressionante. Trata-se da história de Manoel da Conceição”, orgulha-se autor.

Adalberto Franklin, que na última quinta, 22 de novembro, tomou posse na cadeira 16 do Instituto Histórico e Geográfico do Maranhão (IHGM), como membro efetivo (leia discurso de posse), concedeu gentilmente alguns trechos que o blog do Robert Lobato reproduzirá com exclusividade a partir de hoje. Veja:

(Trecho do capítulo I: A Chacina de Copaíba): Reunidos na pequena Copaíba dos Mesquitas, os lavradores discutiam uma forma de resistir ao assédio de Manacé Alves de Castro, filho de Raimundo Alves de Castro, fazendeiro e subdelegado do povoado Santa Luzia, a apenas seis quilômetros dali, no município de Bacabal. Manacé se dizia proprietário das terras de Copaíba e tentava forçar a retirada das famílias daquele e de outros povoados vizinhos.

Diante da resistência encontrada, começou a intimidá-las. Passou, então, a utilizar meios mais bruscos. Comprou algumas cabeças de gado e mandou soltá-las na área das roças dos lavradores. O prejuízo foi grande. As florescentes plantações de arroz, feijão, milho, macaxeira e verduras foram devoradas pelos animais. A subsistência das famílias ficou comprometida (…)

(…) Enquanto discutem, ouvem o barulho de um caminhão que se aproxima. Não era raro esses veículos trafegarem por aquelas paragens. Logo, o caminhão para na frente da casa. De assalto, uns vinte homens pulam da carroceria e muitos deles invadem a sala. São jagunços, pistoleiros, sob o comando de Manacé. De armas na mão — revólveres, espingardas e faca —, gritam alto, ameaçam e humilham a todos.

— Não corre ninguém, senão leva bala — gritou um deles.

Não houve reação. Nenhum lavrador está armado. Manoel da Conceição Santos, um jovem lavrador negro de 22 anos, nascido naquela mesma região, no povoado Pedra Grande, município de Coroatá, coordenador da Escola Dominical da Assembleia de Deus no povoado Santa Luzia, onde residia, era um deles.

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Frio meio-ambiente: Lena Garcia, artista imperatrizense, denuncia fábrica de gelo no centro da cidade

Utilizando a rede social Facebook, a artista Lena Garcia fez um desabafo a cerca dos problemas que vem passando com a construção de uma fábrica de gelo próximo a sua residência. Não é a primeira vez que Lena comenta sobre o lamentável fato, que também já fora exposto aqui no blog no ano passado.



A artista, uma das vozes mais encantadoras da música local, afirma que como o problema não tem solução, a única saída é procurar outro local para morar com a família. Triste, afinal, o inconveniente ainda vai persistir aos demais moradores.

Fica o alerta aos órgãos competentes, inclusive a Secretaria Municipal de Meio-Ambiente e ao escritório regional do Meio-Ambiente aqui em nossa cidade, parece, infelizmente, tratar o caso com frieza.

Vamos ao texto de Lena:

“Minha família vive há 4 gerações na mesma casa na rua 15 de Novembro. Infelizmente, há mais de 1 ano a Secretaria de “Meio Ambiente” de Imperatriz autorizou a construção e funcionamento de uma fábrica de gelo ao lado de nossa casa, de lá pra cá acabou nossa paz. Nossas alergias se agravaram, minhas irmãs já foram parar no pronto-socorro por causa da amônia, substancia usada na fabricação do gelo, é tóxica e é liberada com frequência e sem controle. Já precisamos chamar o corpo de bombeiros em uma dessas vezes. A fábrica continua sendo construída  agora estão cavando uns poços, o barulho causado é infernal, tão infernal quanto o barulho permanente da gigantesca máquina que fabrica o gelo, máquinas que promovem tremores na nossa casa. Vivemos como em um terremoto eterno. Já houve algumas denúncias junto a Sec. de Meio Ambiente que de nada adiantaram, os fiscais veem e voltam sem que nada acontece com o dito cidadão proprietário da “grande inconveniência , porque nesse pais é assim mesmo, se você tem “bala na agulha” nunca será atingido. Então, a solução é minha família procurar outro lugar pra viver em paz, né? Ê brasilzão!!!”.

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

“Eu, Imperatriz” tem nova edição após 40 anos

Depois de quarenta anos do lançamento de sua primeira edição, ocorrido em 1972, o livro “Eu, Imperatriz”, de Edelvira Marques de Moraes Barros, o primeiro a tratar da história do município, terá sua segunda edição lançada pela Academia Imperatrizense de Letras, provavelmente ainda neste ano.

O livro foi organizado pelo historiador e acadêmico Adalberto Franklin, que fez ainda a atualização ortográfica da obra. A nova edição tem quase duzentas páginas e ganhou uma outra capa produzida pelo designer Eduardo Franklin, com imagem do Cais do Porto no início da década de 1970, período em que o livro foi lançado.

A impressãoo da obra foi custeada com recursos oriundos de emenda parlamentar do acadêmico (AIL/AML) e ex-deputado Joaquim Haickel. É intenção da direção da AIL realizar a doação de um exemplar a cada uma das escolas públicas do município.

Adalberto Franklin
adalbertofranklin.por.com.br