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| Belizio Ribeiro, quanto participava de reunião com a comunidade onde morava. |
O debate é delicado... esquiva-se toda sorte de conceito quanto ao sistema de punição no que diz respeito aos menores infratores. Poucas pessoas ditas da sociedade civil organizada levantam uma bandeira favorável sobre a redução da maioridade penal no país. Afora isso, não há efetivamente nenhum projeto de políticas públicas de medidas sócio-educativas que faça valer a reintegração do infrator ao seio da sociedade. A estrutura capenga da Fundação Nacional de Assistência a Criança (FUNAC) aqui mesmo em Imperatriz é um exemplo nefasto de discursos aos ventos e da tríade da insegurança pública: causa, efeito e casualidade.
Não será de estranhar que o crime não ganhe grande repercussão. Belizio que era técnico em enfermagem no Hospital Municipal, além de morador da periferia, era homossexual. Adjetivos comuns, corriqueiros, mas ainda cheio de má interpretação e preconceitos. Apesar dos serviços prestados na saúde local e na atuação na AGIR (Associação de Gays de Imperatriz e Região), onde já testemunhei participar de campanhas de prevenção às DST, infelizmente em pouco tempo cairá no esquecimento da opinião pública.
Segundo informações da própria polícia, o adolescente assassinou Belizio por ter denunciado o mesmo à polícia. O menor infrator é daquelas típicas figuras marginal padrão, que toca o terror na comunidade. Belizio Ribeiro da Costa rompeu o silêncio, mas a inconsequência juvenil rompeu com sua vida.





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Juízo meu povo, juízo...