Em manutenção
1 2




sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Honoráveis e a selvageria do bigode






Quando noticiaram que baderneiros estariam em Imperatriz para tumultuar o lançamento de “Honoráveis Bandidos”, estupidamente ignorei, pois não imaginava que uma turma de jovens teria coragem de defender um nome um tanto quanto podre em nossa região. Tenho muito que aprender, é bem verdade. O que aconteceu na UEMA hoje, não foi apenas algo programado para baderna e provocação, foi à banalização de uma parte da juventude através de uma suposta associação de jovens a defender algo indefensável. E eles se fizeram presentes, lá de PIO XII, organizados, patrocinados e estimulados a balbúrdia. No auditório da UEMA camuflaram-se aos demais presentes e afoitos não suportaram o discurso de Manoel da Conceição. Foi o maior vacilo deles. Se esperassem a fala de Palmério Dória, tudo bem, seria natural o jogar dos ovos, mas desrespeitar Manoel é antes de tudo, uma estupidez quanto a história. E foi ali, o estopim de tudo. Jogar ovos e ofender Manoel da Conceição é cuspir na história do próprio solo brasileiro. E assim, o pau comeu solto. Deve-se considerar antes de tudo, a imparcialidade da Polícia Militar quanto à euforia estabelecida. Aos baderneiros pro-Sarney, receberam da PM o tratamento como marginal deve receber! Aliás, eu por tabela, fui vítima de agressão de um dos que jogaram ovos aos palestrantes e tumultuaram ali um simples lançamento de livro. Talvez motivado pela euforia da confusão, consegui imobilizar um dos delinqüentes... Recebi com muito bom gosto um efêmero soco nos “peitos”, foi o bastante para assegurar minha insegurança no meio do tumulto. A vida boemia de rock´n´roll por tantas e longas madrugadas, serviram pra alguma coisa. Um policial militar rapidamente percebeu a agressão quanto a minha pessoa, e logo ajudou a imobilizar tal criatura. No meio disso tudo, quatro deles foram hospitalizados e detidos pela PM. E aqui, deve-se levar em consideração, é a primeira vez que presenciei a Polícia Militar ao lado de estudantes universitários e sensíveis e/ou incomodados com a manifestação que veio lá de fora. Um tenente da PM fora atingido por uma pedra arremessada por eles. E mais uma vez, algo imaginário aconteceu, os estudantes, eleitores, imperatrizenses de um modo geral, não se renderam a provocação. Toda e qualquer provocação, tumulto, confusão, partiu simplesmente por parte deles. Acompanhei tudo (sem paixão, e desafio alguém provar o contrário), o que ali aconteceu. Aliás, quando simpatizantes de outra proposta (similar a nossa) política interpelaram de forma agressiva e infantil uma repórter da TV Mirante, interferir, pois funcionário é pião (no bom sentido, diga-se), ganha o pão... Devemos mirar no rei e na rainha.

Felizmente, em Imperatriz o buraco é mais embaixo. Policial Militar aluno da UEMA sentiu ali à agressão quanto à democracia. E no mais, os daqui não revidaram as provocações. Enquanto eles atiravam pedras à instituição e estimulavam o tumulto, os daqui, simplesmente ignoravam tudo. De qualquer forma, foi um evento emblemático, como deveria ser. Os gritos de “fora Sarney”, não ficaram limitados aos presentes da UEMA, os estudantes da vizinha FAMA (de propriedade de Fiquene, velho obreiro do clã), também gritaram a favor. O evento terminou com um sem número de livros vendidos e autografados, e, Palmério Dória ainda foi terminar a noite às margens do Rio Tocantins saboreando uma peixada local, além do respeito e admiração por faixas etárias e sociais inclassificáveis. E os pobres coitados que vieram para tumultuar, levaram consigo escoriações e o deboche que aqui, em Imperatriz, deve-se pensar duas vezes antes de empunhar determinadas bandeiras, assunto do qual iremos abordar em próximo post, onde candidatos aqui da cidade e região rejeitam associar sua imagem ao nome de uma determinada candidata a governo, mesmo mordendo o pão do statu quo.

Noite perfeita. Que venha as próximas!


10 comentários:

  1. Samuka, relato perfeito meu companheiro. Diferente do que diz o capacho mirantiano-sarneysta. Bem que eles deviam levar umas boas lambadas, assim aprenderiam a respeitar a polícia.
    Ouvi o relato de uma estudante de letras que estava no auditório e ficou horrorizada com esses honoráveis bandidos mirins.
    Abraço.

    ResponderExcluir
  2. Valeu Samuel, esses malandros vão pensar duas vezes antes de vir aqui badernar. Pena perceber que alguns calhordas escondidos aqui, digo escondidos não moradores, deram apoio logistico a estes marginais vindos a mando do próprio "Capeta". Mas Imperatriz não se dobra a este tipo de gente.

    ResponderExcluir
  3. será que a baderna sairá no jornal da mirante? hahahahaa

    ResponderExcluir
  4. Até que enfim a conscientização do serviço que a policia militar presta a você quando precisou da mesma e viveu situações desfavoráveis a sua pessoa.
    Procure colocar-se sempre na posição de um pm. Pois temos a vida como material de trabalho.

    ResponderExcluir
  5. O pior governo é o que exerce a tirania em nome das leis e da justiça.

    Fora Sarney.

    ResponderExcluir
  6. A VERDADEIRA DEMOCRACIA ESTA REINANDO NO ESPAÇO UNIVERSITARIO DE IMPERATRIZ, ENFIM OS ESTUDANTES ESTÃO TENDO VOZ DEPOIS DE TANTO TEMPO DE CENSURA NO AMBIENTE ACADEMICO!!!

    ResponderExcluir
  7. Samuka, parabéns pelo blog e pelo feliz comentário. Não devemos esquecer que a Instituição - UEMA - deverá tomar as medidas, cabíveis e legais, para identificar os baderneiros e mandantes de tal ato violento e desrespeitoso para com toda a população imperatrizense.
    NOTA: Eu mereceço os crétidos da foto com Palmério Dória, que modestia parte ficou muito boa.
    Eduardo Palhares

    ResponderExcluir
  8. Noite perfeita mesmo..

    FORA Sarney!

    ResponderExcluir
  9. A mirante é uma vergonha para o jornalismo em si. Ela é uma ofença ao povo maranhense com o seu jornabutrísmo.

    ResponderExcluir
  10. Sou uma das organizadoras do evento( estudante)
    O evento é de iniciativa do Dce, não tem nenhum envolvimento com partido Politico.
    Assim como você também, fui agredida por um dos lidres do bando. Tive a iniciativa de abrir as portas do fundo, pois encontrava -se crianças e idosos, fui convardemente empurrada contra a parede por um jovem sarneysta que na ocasião queria fechar as portas do auditorio para provocar medo e terrorismo ás pessoas que não sairam do auditório.
    Apesar do ocorrido, Palmério adorou o clima da cidade, a simpatia do povo lutador Maranhense, tanto que , após o evento formos comer um pexinho na beira rio, porque ninguém é de ferro.
    Obrigado por ter postado os fatos realmente como aconteceram.
    Karilene

    ResponderExcluir

Juízo meu povo, juízo...