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sábado, 7 de agosto de 2010

Muita água no feijão

Prefeito Madeira tem a mania de cair nos mais impossíveis boatos e/ou fuxicos. Emprenha facilmente pelos ouvidos. Tal hábito configura entre seus parceiros tucanos o levar, ironicamente, pelo bico. O mais recente foi o “caso do feijão” na Sedes. O imbróglio começou quando a coordenação do Banco de Alimentos deixou (sem nenhum protocolo) 45 sacas de feijão no Bolsa Família, onde o objetivo era contemplar (sem nenhum critério aparente) as famílias assistidas por tal programa. Antes, porém, o então coordenador do Bolsa Família, Raimundo Trajano, já havia informado através de relatório, 200 famílias que poderiam ser contempladas e que o próprio Banco de Alimentos poderia fazer a entrega. Todavia preferiam que o Bolsa Família fizesse a entrega e assim foi feita, devidamente documentada e registrada. 12 sacas de feijão fora entregue a uma associação da Vila Davi 2,movimento social do qual é composta por várias pessoas da sociedade aqui do centro e, inclusive, com suporte de pessoas da Itália. As famílias daquele bairro estão no programa federal Bolsa Família. A cerimônia de entrega aconteceu, inclusive, na igreja da comunidade e na presença de várias pessoas. Algumas famílias do programa não compareceram e o que “sobrou” das 12 sacas, foi então entregue a outras famílias idoneamente carentes tais quais são aquelas do Bolsa Família. E foi isso o que aconteceu, sem nenhuma conotação política, sem nenhum ato falho ou irregularidade.

O problema maior, e é o que está sendo omitido na ciranda do boato, foi o destino sobrenatural das 33 sacas restantes. O então coordenador do Bolsa Família, optou por não mais distribuir as sacas, talvez por entender (ou suspeitando de alguma coisa) que sem nenhuma entidade de sua confiança para o destino ideal do alimento, foi sensato em passar a bola para o Banco de Alimentos, órgão realmente responsável para efetivação da entrega. E assim, um dos coordenadores da Sedes, o senhor Lula Miranda (irmão de Hamilton Miranda, presidente da Câmara) foi buscar as 33 sacas restantes e o destino delas, só JC sabe. E aqui mora o perigo, ignorado pelo prefeito e pelo secretário da Sedes, uma marionete chamada Márcio Renê, que vive numa disputa silenciosa com Ricardo, “o filho da doutora”.

Trajano foi vítima de algo ardiloso, tramada por pessoas vis e perigosas. Por ter hombridade incorruptível, sabem que enquanto coordenador do Bolsa Família não haveria espaço para fazer politicagem. Agora, abre-se espaço para lotear mais um pedaço da Sedes, uma pasta vista como mina de ouro em votos, pleiteada há tempos por Hamilton Miranda. A Sedes também é a menina dos olhos de ouro da Doutora Conceição, mas ela não imaginava que estava entregando a secretaria para alguém facilmente manipulável. É bem provável que a primeira-dama desconheça o manto lúgubre que cobre falcatruas da pasta. E onde fica Madeira nisso tudo? Ao seu amigo Trajano não deu nem o beneficio da dúvida ou simplesmente ouvir sua versão. Lamentavelmente omisso ao caso e leviano no discurso, Madeira não tem coragem suficiente para desarticular adversários visíveis ao seu lado, inimigos de ninho - talvez por não representar nenhuma liderança entre eles. Demonstra que prefere governar na areia movediça, perdendo parceiros reais e agasalhando irregularidades no seu sorriso debochado e frouxo, incapaz de desfazer alianças suspeitas.

Ao camarada Trajano, minha solidariedade e o desejo que não se cale ante tal imoralidade. Apesar de toda experiência política, acabou caindo naquilo que famigeradamente chamamos de cruzeta, justamente por não ter o costume de agir com maldade e com rancor no coração, venenos dos quais habita em muito detentores de cargos públicos. É a política do nojo, silenciosa, bêbada e vil, relevando sua verdadeira cara.

4 comentários:

  1. Quem conhece o Trajano sabem muito bem que é pessoa séria e não participa de falcatrua, foi vereador em oposição ao Prefeito Ildon Marque e não se vendeu. Este negocio de feijão foi uma armação e todos sabem de onde veio, engraçado que o blog que divulgou difamando uma pessoa séria é do aliando de quem?.

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  2. NÃO CONHEÇO PESSOALMENTE O SENHOR RAJANO, MAS CONHEÇO PESSOAS DA FAMÍIA DELE, E JÁ OUVI MUITOS COMENTÁRIOS POSITIVOS QUANTO À SUA SERIEDADE NO TRATO COM A COISA PÚBLICA.

    ESSA HISTÓRIA RELATADA PELO SAMUEL ME FOI RELATADA ONTEM, SEM POR NEM TIRAR UMA VÍRGULA.

    FIZERAM DO POBRE RAPAZ UMA BUCHA DE CANHÃO E MANCHARAM O NOME DE UM HOMEM ÍNTEGRO E RESPONSÁVEL.

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  3. ESSE É O GOVERNO MAIS PERSEGUIDOR DA HISTÓRIA DE IMPERATRIZ, NEM MESMO OS SEUS ALIADOS ESCAPAM DE SUA FÚRIA. EM 2012, TEMOS QUE DAR UM BASTA NISSO.


    Marcos Cintra

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  4. Na edição deste ultimo sábado (07/08/2010) de jornal Capital, e observei com muita tristeza uma noticia, de que o PAC em Imperatriz é o menos acelerado do Brasil. Ao que se deve essa situação? Ainda me lembro de ter visitado o “Recanto Universitário” no ano passado e observei muitas casas quase prontas falta tando apenas o acabamento. E eu acrediva que com o passar de um ano já estariam prontas. Mas o que se vê é que quase nada mudou, será que habitação não é prioridade ao atual governo municipal? Será que estão esperando que as chuvas recomecem para colocar a culpa na mesma? É mesmo mais importante inaulgurar ruas já existentes a construir novas? Vamos esperar que o que já esta feito se acabe e ter que gastar ainda mais para refazer? A revitalização do Bacuri vai realmente acontecer? Quando? Gostaria de ter respostas.

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Juízo meu povo, juízo...