Não existe uma fórmula pronta para efetivar ações sociais por parte do poder público para atender a imensa demanda que se alastra por urgência nos municípios brasileiros, do qual é com os programas do governo federal que tais ações encontram mais do que retaguarda, tendo em vista que a contrapartida por parte dos gestores locais é a conta-gota.
Em Imperatriz não é diferente. Se por um lado a sombra do governo federal favorece parceria, é a “zona de conforto” que engessa ações mais práticas e/ou corriqueiras. É o caso dessa denúncia levado a cabo por uma leitora do blogue, onde há três dias – segundo vizinhos – um casal encontrou na marquise do estádio municipal um abrigo.
A moradia improvisada não só é degradante do ponto de vista social, como também deixa claro que a paisagem - ali no centro da cidade aos olhos de todos – é uma circunstância do acaso, algo “normal” ou da costumeira expressão “é assim mesmo”.
Segundo apurado, o casal apenas retorna a "moradia" de noite, mas não se dão nem o trabalho de deixar a "cama" (ou ninho, pra ser mais carinhoso) organizado. No local também encontra-se algo que pode-se supor como mantimento para "mais tarde".
Não custa lembrar que ocupações assim, ignoradas pela ordem inversa dos valores, é que geram as favelas e a cracolândia de amanhã.
Duro também é pensar que a normalidade do acaso é unicamente responsabilidade da secretaria de ação social do município, tendo em vista que recentemente assumiu um novo secretário para a pasta de esporte, que pelo jeito ainda não conhece seus novos inquilinos... a vizinhança do estádio do qual reluz e ao mesmo tempo ofusca “o mais no mesmo”.
quarta-feira, 18 de janeiro de 2012
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Juízo meu povo, juízo...