Em manutenção
1 2




sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Transferência do Major PM Jurandy do Colégio Militar de Imperatriz gera manifestação e indignação

Alunos, pais e professores (leia carta mais abaixo) cobram explicações oficiais sobre a transferência repentina do Major PM Jurandy Souza Braga, afastado assim da coordenação do Colégio Militar Tiradentes de Imperatriz. Ontem o assunto chegou às emissoras de TV que acompanharam a manifestação dos alunos (que distribuíram um manifesto relatando toda a problemática), culminando no cancelamento das aulas.

Obviamente com receio de serem repreendidos e coagidos, alguns alunos e professores não comentam o fato publicamente, mas o problema todo recai sobre o envolvimento de parentescos do alto escalão da Polícia Militar de São Luís e de Imperatriz, que infelizmente sem formação especializada no que tange a educação assumiram funções no CMT, onde atos desatinos contradizem a arte de educar e a seriedade que representa a instituição militar. Para repercutir ainda mais o caso, no Orkut foi criada uma comunidade com o sugestivo nome “LUTO – CMT”. Na descrição da comunidade são enumerados os feitos promovidos pelo Major PM Jurandy, que por sua dedicação ganhou o carinho de pais e alunos. Para ter acesso, basta clicar aqui.

O assunto é sério e merece maiores esclarecimentos, não apenas pelo Comando da PM, mas também pelo Governo do Estado. Abaixo, segue carta (enviada ao blog) assinada por educadores, funcionários, pais e alunos do Colégio Militar de Imperatriz:

********************************

No dia 13 de outubro de 2010, alunos, professores e funcionários do Colégio Militar Tiradentes de Imperatriz foram surpreendidos com a notícia de que o Diretor Geral Major QOPM Jurandy de Souza Braga fora abruptamente transferido desta Unidade de Ensino.

O mais surpreendente é que tanto o corpo docente quanto o discente não foram, sequer, informados sobre o motivo da transferência. Tal fato gerou descontentamento em toda a comunidade escolar.
O oficial Jurandy com grande esforço, pouquíssima ajuda do Comando Geral, mais com uma grande parceria com a comunidade, em nove meses de trabalho, dedicação e empenho consolidou sonhos e plantou esperanças na consciência de alunos, pais, professores, comunidade em geral, fazendo com que direito e cidadania, como o acesso a Educação Pública de Qualidade seja regatada. Além da sua postura militar, é dotado de um olhar pedagógico preocupado com a formação integral do educando, empenhado em ampliar os projetos já desenvolvidos na escola e buscando trazer benefícios para toda a comunidade escolar, implantou novos projetos, tais como: aulas de música, melhorou as condições da prática do esporte, otimizou o funcionamento da biblioteca, dos laboratórios de Química, Matemática, Biologia e Informática. Tem criado condições à pesquisa científica, além de ter adquirido novos equipamentos eletrônicos que proporcionam maior dinamização das aulas.

Em parceria com os pais fez a climatização de todas as salas de aula (única escola estadual de Imperatriz e Região que dispõe desse beneficio, que foi pago pelos próprios alunos), investiu em cursos preparatórios para o vestibular e o Enem, tendo contratado professores de redação, de língua espanhola, para as aulas de reforço. Estas ações, já proporcionaram mudanças nos hábitos estudantis e avanços no processo de aprendizagem.

Até hoje o Comando Geral da Policia Militar do Maranhão não criou as condições necessárias para o bom funcionamento do Colégio, como a liberação de mais recursos humanos para compor a equipe de trabalho do Major Jurandy, que tem apenas cinco militares em sua equipe, três que fazem o trabalho disciplinar e dois que atuam em sala de aula; com uma equipe tão reduzida o trabalho disciplinar fica a desejar, o acompanhamento individual ao rendimento escolar não tem sido feito a contento, exatamente por falta de recurso humano tão solicitado pelo Major ao Comando Geral.

Em detrimento às reais necessidades o Comando Geral da Policia Militar do Maranhão, determinou a equivocada contratação de funcionárias sem qualificação na área educacional, a serem pagas com o recurso da escola doado pelos alunos, apenas por serem apadrinhadas do Comandante Geral, entre elas sua sogra, pessoa completamente despreparada para qualquer função educacional, com uma prática desrespeitosa e frutífera, de conspiração contra o Major Jurandy, por este não concordar e combater veementemente suas equivocadas práticas. Por ultimo a digníssima Senhora se afastou para fazer campanha eleitoral por dois meses, e queria receber normalmente o seu salário, o que não aconteceu, seria este o motivo do afastamento do Major Jurandy?

Logicamente, que se esse é o motivo, nós, educadores, funcionários, pais e alunos, não concordamos e expressamos nossa indignação com a decisão tomada pelo Comando Geral, pois quando, o interesse pessoal se torna superior ao processo educacional vemos aí abuso de poder, e entendemos que enquanto a educação não tiver pessoas comprometidas em fazer a diferença, que é o caso do Major Jurandy, continuaremos sendo tratados como marionetes nas mãos de alguns, em detrimento ao crescimento educacional de nossos alunos e filhos.

Educadores, funcionários, pais e alunos
do Colégio Militar Tiradentes de Imperatriz

4 comentários:

  1. Meu caro Samuel, não acredito no que estou lendo, fui informada por um ex-aluno do CAIC, hoje aluno do Colégio Militar, que o desmande dessa senhora é de fazer vergonha dentro de uma Instituição de Ensino, hoje é Dia do Professor, o que vamos comemorar? Até quando esses desmandes que acontecem na educação de Imperatriz vão continuar? É muito fácil assumir um trabalho quando se tem uma casa bem arrumada, bem organizada, onde o crescimento é visivel, aí é hora de mudar, dar o cálice para outro tomar, um que apenas quer colher os frutos, mas não teve compromisso nenhum com os projetos desenvolvidos. O meu ex-aluno, me disse, achei que era coisa de adolescente, mas agora vejo uma realidade onde a equipe doscente, discente e comunidade tem que dar um basta nessas questões que só denigrem a imagem de um grupo compromissado com o fazer pedagógico.

    ResponderExcluir
  2. Isso é inimaginável! Um diretor que de certa forma conquistou todo a comunidade escolar do CMT Imperatriz através de seus feitos em prol da educação, ser transferido do nada apenas por vontade de uma familiar do Comandante Geral.

    Ela por não ter nenhuma qualificação, devia ao menos ajudar, e não atrapalhar quem tanto fez por nós alunos!

    Estas são minhas palavras de indignação.

    ResponderExcluir
  3. isso é uma vergonha eles naum pode tirar uma pessoa que so faz o bem a todos nois.
    Se há justiça no Brasil thá na hora de trabalharr
    porque estão fazendo uma tremenda de uma injustiçaaa,e mais nois como alunos fikamos revoltados com tanta injustiça e como forma de protesto causa o nosso major jurandi naão voute continuaremos sem ir pra sala de aula.....

    ResponderExcluir
  4. Olha bem a situação em que nós alunos do CMT fomos colocados !
    Eu como aluno até bem pouco tempo só vinha tendo orgulho, mas nessa quarta-feira (13/10/2010) fui severamente decepcionado.Não só pelas dimensões dos fatos,mas sobretudo pelo pouco caso com a educação no Maranhão.É bem verdade que o nosso diretor possa não voltar, mais de uma coisa eu sei, falta muito para que certas pessoas que se dizem adultas,criadas e bem resolvidas CRESÇÃO de fato.Se é que esse tipo de pessoa cresce.

    ResponderExcluir

Juízo meu povo, juízo...