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segunda-feira, 14 de setembro de 2009

“Iê Iê Iê”, o novo disco de Arnaldo Antunes

Acabei de ouvir o novo disco de Arnaldo Antunes intitulado “Iê Iê Iê”. Para quem não lembra ou não sabe, ele é um ex-titã e super escritor, brinca com palavras de forma inusitada e original. Sempre gostei de Arnaldo, nos Titãs e na carreira solo. Ano passado quase o conheci pessoalmente em São Luís; mas o destino tem destas coisas, não foi o momento. Ainda ficam as lembranças do show dos Titãs aqui na cidade em 1990; época de bons shows na cidade.

Em “Iê Iê Iê” Arnaldo rebusca a fórmula do estilo e gênero já esquecido pela maioria; é aquele “roquinho” safado à brasileira, meio pop, meio novelinha dos anos 60, meio jovem-guarda... para quem conhece os dois primeiros discos do Titãs (Titãs do Iê Iê Iê e Televisão), sabem bem do que se trata, pois as referencias são bem nítidas. Há participações: Marisa Monte, Carlinhos Brown, Liminha e os ex-companheiros de banda Paulo Miklos, Branco Mello e Sérgio Brito, além de uma faixa assinada pelo já falecido Marcelo Fromer chamada “Luz Acessa”, uma típica sobra de estúdio da primeira fase da banda.

Músicas como “Longe”, “Invejoso”, “Envelhecer”, “Aonde Você For” (que lembra até a forma de cantar de Roberto Carlos), “Meu Coração”, cativam logo na primeira audição. O ritmo, a pegada bem sacada do parceiro Edgar Scandurra (banda IRA) e as letras costuradas de Arnaldo dão o tom especial em “Iê Iê Iê”. É claro que o disco tem a cara de Arnaldo Antunes, então a dedução é que não é tão redondo para a maioria.

Abaixo, o clip para a música “Longe”, do compositor Marcelo Jeneci, 27 anos, sem disco gravado, apenas duas músicas no MySpace, sem nenhuma gravadora à vista, mas emplacou músicas em novelas da Globo e admiração de artistas como Zélia Duncan, Vanessa da Mata, José Miguel Wisnik, Chico César, além do próprio Arnaldo.



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Juízo meu povo, juízo...