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quarta-feira, 6 de julho de 2011

Uma pincelada de Washington em Imperatriz

A visita de Washington Luiz, vice-governador do Maranhão que há tempos sem beber água do Rio Tocantins, aliada a baixa moral do governo de Roseana e a esfarelada militância petista em Imperatriz, pode ser classificada como tímida. É certo que pode-se descontar a programação de última hora, mas fica claro que Washington precisa efetivar uma agenda política na região... isso, se realmente for do seu interesse.

Em Imperatriz Washington defende
candidatura própria do PT
(Foto: Reprodução)
No rápido bate-papo que teve na sede do Sindicato dos Trabalhadores Rurais com várias lideranças petistas de cidades vizinhas e de Imperatriz, ficou evidenciado este fato. Existe uma urgência de restabelecer a militância de outrora e mensurar projetos políticos [reconstruir, a bem da verdade], afinal, queira ou não, o PT é governo, inclusive federal, mas a sigla nessa região não tem voz ativa.

Se assumir um papel de conciliador e condutor visando uma proposta de candidatura própria para a prefeitura de Imperatriz, por exemplo, a missão de Washington é árdua, pois além de ter que administrar egos e brilhos individuais, esbarra na sombra que o associa a Roseana. Para a ala Fernandes, por assim dizer, o vice-governador é visto até então como uma mão intervencionista no diretório municipal, não pelo ofício que exerce, mas pela dívida que herda.

Daí a dificuldade no dialogo e na prática da linguagem de superar as diferenças, ainda que se tenham divergências. Veja que em um local Washington reuniu um grupo e logo após foi à casa de Jomar para visitar outro grupo. E isso é até normal. Historicamente no Brasil afora, a constituição de grupos é emblemática para o PT, mas a tenacidade disso tudo é poder transitar para constituir um único projeto político. Localmente, requer muita maturidade para isso acontecer... Paira no ar aquela sensação de vítima voluntária.

Washington deixou bem claro que não há possibilidade de intervenção no diretório municipal e defende a tese da candidatura própria. Com isso abre a janela para afastar o fantasma coadjuvante com o PMDB, a mais temida das alianças locais. Se a principio costurou tal idéia, muda o direcionamento em favor de sua própria sobrevivência: sentiu a necessidade vital de fortalecer seu nome com toda esta região.

Se Washington lançar mão e criar cenário para o professor Expedito Barroso, a título de especulação, gera um nome leve e novo, acima de tudo aprazível diante os divergentes locais. Porém, para que isso aconteça, Barroso tem que internalizar essa pendenga e externar o embate na sucessão municipal. Enquanto as farpas não cicatrizam, o tempo urge. E olhando por este aspecto pessimista para alguns, hoje as eleições se resumem em Ildon e Madeira.

Um comentário:

Juízo meu povo, juízo...